BLOGS, COMENTÁRIOS

Desta feita, o meu amigo GUGA TÜRCK postou, hoje, no ALMA DA GERAL, sua visão a respeito do CLÁSSICO de ontem pelo GAUCHÃO em ERECHIM. Para meu gosto, ele traz detalhes interessantes que eu não havia pescado pela TV, com poucos gremistas e um monte de colorados corneteando à minha volta em uma lanchonete. Tudo o que ele escreveu, na maioria dos pontos, pode ser complementado pelo que eu escrevi, enquanto também complementa a minha visão, embora haja algumas discordâncias. Considero que esse papo precisa necessariamente se desdobrar em um próximo post sobre o jogo e também desejo que ele atraia várias pessoas a fim de participar do debate. Senão, a função, o uso do blog, perde um pouco a sua graça – ao menos de acordo com o que eu espero produzir e receber de volta em uma relação causal que acredito precisar existir na blogosfera. Mas eu preciso saber como fomentar esse debate e como chamar as pessoas até aqui. Adianto a todos que isso não é nada fácil por uma série de razões. Vou ater-me a apenas uma delas – aquela que considero a mais significativa:

– Muitas vezes, fatores como o meu lugar geográfico; o meu conhecimento (ou desconhecimento) acerca das ferramentas complementares ao meu blog; a predominância de certos temas em detrimento de outros nos meus posts; a frequência das minhas postagens; a ocorrência e a velocidade das respostas personalizadas que eu dou a quem cita meus posts em outros lugares da internet; os links que faço para sites-referência; o uso ou não de publicidade nas minhas páginas; o fato de meus amigos íntimos serem ou não blogueiros ou leitores de blogs e, finalmente, a ocorrência e a subsequente medida da exposição do meu endereço na mídia de massa, seja analisados individualmente ou em conjunto e em contextos diferentes, NÃO NECESSARIAMENTE determinem o tamanho da minha audiência.

A afirmação acima basta para que eu perceba o quanto um blog em si ou um coletivo de blogs precisem de TICs (Tenologias da Informação e da Comunicação) complementares, cujo papel é o de potencializar o conhecimento acerca do meu blog com o objetivo de atrair públicos de características diferentes do meu público ‘tradicional’ (se é que existe tradição em um blog regional com dois anos e meio de existência).

Apesar do reconhecimento da importancia dessa intersecção, neste post deixo de fora a importância pouco explorada do uso da mídia de massa no BRASIL como forma de tornar conhecido um blogueiro e o endereço de seu blog. O que importa aqui é responder à seguinte pergunta:

– COMO FAZER UMA PROPAGANDA DE BOCA A BOCA DO MEU BLOG NA INTERNET?

Voltando à interação com o ALMA DA GERAL, eu sei o que ele escreveu porque tenho por hábito visitar uma série de blogs amigos como o dele várias vezes ao dia. Nem sei se ele leu o meu post sobre o GRENAL ou se ele leu e não quis comentar. De qualquer forma, isso não tem a menor importância, pois não há obrigação alguma de interesse ou de reciprocidade na mesma medida ou como uma reação de resposta instantânea. No nosso caso, nos conhecemos pessoalmente,  apesar desse tipo de relação não costumar ser predominante entre a maioria dos blogueiros e comentadores. Ao mesmo tempo, salvo quando as pessoas sofrem de carência afetiva ou de mania de perseguição, ninguém pode ou deve esperar ou cobrar a presença do outro no seu espaço e nem tampouco sentir-se obrigado a bater ponto no blog do outro. No ORKUT já participei de comunidades com pessoas cujos nervos estavam à flor da pele. Na blogosfera, acredito que esse comportamento quase surreal seja bem menor.

O que realmente importa é a possibilidade do acesso à informação e a disponibilidade de um espaço interativo dentro de um ASSENTAMENTO VIRTUAL [ou VIRTUAL SETTLEMENT, conf. JONES, 1997], que é um lugar ou um sítio (blog, perfil no FACEBOOK, presença frequente e com o mesmo nome em uma sala de bate-papo e assim por diante) no qual o internauta pode ser reconhecido e encontrado para trocas e referências posteriores. E isso tanto ele quanto eu oferecemos a partir dos COMENTÁRIOS em nossos respectivos blogs. De acordo com observações informais, o procedimento costuma funcionar mais ou menos assim: tu podes passar na frente da minha casa, ser meu amigo, ter uma porrada de interesses em comum comigo, morar na mesma rua e até ter um tempo livre. Contudo, eu não preciso estar na janela esperando pra ver se tu vais passar na calçada ou não e tu também não precisas bater na minha campainha só porque estás ‘de bobeira’ na rua.

Seguindo o baile, os COMENTÁRIOS podem lembrar telefonemas ou bilhetes. Também podem ser visitantes na minha sala de estar, na minha garagem, no meu pátio ou na minha churrasqueira: esse espaço é um filtro, um ponto de sociabilidade e de conversação normatizado e mediado por mim, que também pode ser considerado como uma forma de eu estabelecer o meu direito de manter um espaço privado e de fazer valer a minha personalidade junto a aquilo que me caracteriza tanto afetiva como materialmente. Em um outro caminho dessa discussão, poderia investigar se meus visitantes perceberiam ou não nos meus objetos pessoais virtuais indícios da minha alteridade ou não. Só citei essa possibilidade rumo a uma dentre tantas direções que a pesquisa em CMC (Comunicação Mediada por Computador) pode tomar.

Bem… Foi em uma dessas VISITAS RECENTES que o próprio GUGA me alertou para uma série de informações que eu desconheço em relação aos investimentos culturais que o Governo Federal anda fazendo por todo o país. E este é um subsídio para um outro post.

Vamos supor que ele não tenha visitado o meu blog como um leitor sistemático: então, como ele soube do meu post sobre o Governo Lula VIA INTERNET a ponto de quase prontamente informar-me e corrigir-me sobre o que eu escrevera pouco tempo antes?

Este é o assunto do próximo post. Aqui, só quis demonstrar a importância dos comentários: eles fazem parte de uma área da interface do blog que permite a interação direta com o interlocutor, leitor, consumidor, produtor, usuário, curioso, correligionário ou oponente, favorecendo a ocorrência de conversações e debates. Esse ambiente ou espaço de interação não pode jamais ser ignorado ou subvalorizado: o blogueiro só tem a ganhar caso passe a responder regularmente à maioria dos comentários que recebe.

Inclusive uma quantidade absoluta representativa ou uma alta média de comentários por post também funcionam como um fator de contribuição para o aumento da audiência do teu blog, pois a equação de comentários recebidos E respondidos ajuda no aumento do CAPITAL SOCIAL, responsável pela REPUTAÇÃO do blogueiro na REDE.

Blog sem capital social relevante possui baixa reputação e se mantém em um CLUSTER, afastado do “olho do furacão”, que é o ponto onde se encontram os sites e blogs mais conectados do seu segmento. Quem está quase que totalmente preso a um cluster não gera informação suficientemente capaz de produzir diferença na sociedade.

Por isso, interagir com públicos diferentes e publicizar o teu blog através de uma série de ferramentas ou gratuitas, ou baratas mas que não dependam de terceiros para serem implementadas é FUNDAMENTAL.

Do contrário, o blog não passará de uma mera ação entre amigos…

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