PRESSÃO POLÍTICA, ECONÔMICA E SOCIAL EM PORTO ALEGRE

Eu procedo da seguinte forma e sugiro fazer o mesmo:

1) Não se detona ninguém apenas por se detonar (ou porque não é do meu partido, da minha religião, do meu sexo, da minha idade);

2) Não se baba o ovo de ninguém (pai, deus, Renato Portaluppi, Mandela, Lula);

3) Sem mentir, os bastidores daquilo que é omitido pela Grande Mídia deve ser jogado no ventilador;

4) Tem que mandar e-mail, ligar, ir até a entrada da CÂMARA MUNICIPAL, da ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA e perguntar, cobrar, sugerir;

5) Quando for comprovado que um cara eleito para ser representante do povo representa os interesses de poucos, deve-se dar todos os nomes de todos os bois;

6) Grandes empresas, serviço público, órgãos do governo… Mal gerido? Denuncia. Roubalheira comprovada? Reúne provas e denuncia;

7) A rua, a praça e a entrada do órgão público ou da sede da empresa servem para que o cidadão e o consumidor cheguem lá ou para criticar e cobrar, ou até mesmo para elogiar o que está bom e sugerir melhorias.

Sem agressão física, sem ameaça moral, sem julgar as pessoas como pais, maridos, irmãos ou profissionais: parte de cada um moralizar a sociedade.

Se eu falo mal de fatos sobre a ARENA DO GRÊMIO, sobre o projeto GIGANTE PARA SEMPRE, sobre o PONTAL DO ESTALEIRO; sobre o excesso de poluição do ar e sonora; do sistema de trânsito anti-humano da cidade e sobre os desmandos da polícia diante do cidadão que não é aquele que deveria ser preso ou agredido e dos problemas de saúde pública, é porque eu quero que PORTO ALEGRE seja um lugar minimamente decente pra se viver.

E, além de não ser mais um lugar tão decente, está se tornando cada vez pior.

Essa é a minha resposta aos omissos, aos covardes, aos despolitizados, aos ignorantes: quem não levanta a bunda da cadeira e não se informa, não tem subsídios pra agir.

Enfim… Quem pensa primeiro em si antes de lembrar que, se a situação estiver melhor para quem está pior do que eu, consequentemente a minha situação também irá melhorar, não contribui como cidadão, mesmo que gere emprego e renda.

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Sobre

Prof. M.S. @heliopaz | @unisinos | @comdig | @agexcom | @jetunisinos | @cultdigitalunis | @gremiosempre | http://bitly.com/tNhPU3

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Publicado em ATIVISTAS
6 comentários em “PRESSÃO POLÍTICA, ECONÔMICA E SOCIAL EM PORTO ALEGRE
  1. Bruno,

    Eu só me sentirei plenamente satisfeito com a humanidade se a maioria estiver feliz. Pra mim, ser feliz consiste em ter as necessidades básicas supridas com suporte emocional e financeiro minimamente dignos para que as pessoas possam decidir o seu futuro por si.

    O primeiro parágrafo do post foi um CHAMAMENTO: quem quiser, que reflita sobre se e como participa socialmente sem olhar para o próprio umbigo. Quem não quiser, que aja como tem feito até agora, mas que seja suficientemente honesto e franco pra admitir a sua parcela de culpa dentro de um contexto que é cada vez mais desfavorável.

    No mais, grande parte da classe média só consegue compreender uma idéia coletiva na base do “mas o que é que EU ganho com isso?”. Daí aquela parte que tu consideraste contraditória, pois eu não estava falando em meu nome mas, sim, como a mãe do Forrest Gump estaria explicando algo de uma maneira que ele fosse capaz de entender.

    Opinião cada um tem a sua. Sempre que um discorda 100% do outro, não vale a pena discutir. Nisso estamos juntos. Mas pessoas diferentes podem concordar porque, em situações pontuais, há interesses em comum.

    O grande problema atual da sociedade é que a maioria das pessoas acha que deve haver unanimidade ou consenso a respeito de quase todas as questões e que sempre tem alguém pra resolver algum problema por elas.

    Não acho que a maioria deva acreditar ou deixar de acreditar no que eu acredito. Também sei que é uma minoria que decide e uma minoria menor ainda que contesta, que discute, que debate, que questiona, que propõe e que resiste.

    Se não houver diferentes maneiras de pensar e de fazer, não haverá tensionamento das práticas sociais. Sem tensionamento, nada muda, nada evolui, com nada se aprende.

    Infelizmente, a mídia leva as pessoas a pensarem que, se não há discussão, é sinal de que “assim está bom”, que não há problemas e que existe paz. Ou que, por outro lado, que tensionar é ser do contra, é ser provocador, bagunceiro, ou coisa parecida.

    O que eu sempre digo é o seguinte: numa turma de 40, não preciso ir com a cara de todos, assim como alguns não precisam ir com a minha cara. Porém, é inadmissível que haja ou má vontade, ou represália de uma parte a outra. Muitos não vão entender nem se interessar por aquilo que eu digo. Digamos que, no máximo 10, achem o que eu tenho pra dizer interessante, mesmo que, no dia-a-dia, seu cotidiano seja diferente. Basta apenas dois desses 40 pensarem parecido para que haja um mínimo de massa crítica disposta a realizar transformações interessantes.

    E isso pode ser feito sem doutrinação, sem idolatria mas, acima de tudo, sem almejar nem fazer parte, nem querer para si o poder político, econômico ou coercitivo da sociedade.

    O que divide são as brigas por dinheiro e afeto tendo como desculpas fatores subjetivos que foram introjetados dentro de uma sociedade por alguém que tinha um enorme interesse em ser hegemônico.

    Há algumas formas e n variações de procurar resolver problemas sociais. Acho que as fórmulas impostas e tidas como “únicas”, “coerentes” e “realistas” estão se esgotando. Por outro lado, outras possibilidades de tentar melhorar a sociedade não são inconsequentes, tecnica ou financeiramente inviáveis e não necessariamente sejam difundidas por pessoas que só desejem inverter o status quo, passando elas a serem as opressoras para oprimir quem as oprimia anteriormente.

    Eu, pelo menos, não aprendo nada com a passividade, com o marasmo, com o medo.

    []’s,
    Hélio

  2. Bruno disse:

    É, pelo visto não devo ter entendido bulhufas, ainda mais depois dessa tua tentativa de explicar, acabou piorando tudo.

    Senão, vejamos:

    Num primeiro momento disseste: “Essa é a minha resposta aos omissos, aos covardes, aos despolitizados, aos ignorantes: quem não levanta a bunda da cadeira e não se informa, não tem subsídios pra agir.

    Enfim… Quem pensa primeiro em si antes de lembrar que, se a situação estiver melhor para quem está pior do que eu, consequentemente a minha situação também irá melhorar, não contribui como cidadão, mesmo que gere emprego e renda.”

    Porém, depois se contradisse: “Não existe ser apolítico: o simples fato de, um dia, teres brigado a tapas com um irmão pequeno por causa de um carrinho é política. Quando tu achas que o professor na faculdade te avaliou mal na questão de uma prova, a disputa por justiça que tentas advogar em própria causa é política, pois estabelece-se aí uma relação de poder.”

    Pergunto eu: “O fato de eu ter brigado com meu irmão, ou ter reclamado de alguma nota para um professor, não entraria no caso de pensar primeiramente em si mesmo ‘antes de pensar que se a situação estiver melhor para quem está pior do que eu, consequentemente a minha situação também irá melhorar’ (palavras suas)”?

    Mas tu tem a tua opinião, eu tenho a minha. Tu fica com a tua e eu com a minha. Discutir opiniões é uma das coisas mais idiotas que tem.

    Porém, escutar opiniões alheias não faz mal algum.

    Tomara que tu consiga tudo o que tu almeja, sempre pensando no bem coletivo. Nunca se esqueça que se você estiver feliz, há outros milhões muito tristes. Não é justo que milhares de pessoas fiquem tristes, enquanto alguém egoísta está numa situação melhor.

  3. Aonde quero chegar?

    Política não é política partidária, assim como interessar-se por saber o que os caras estão votando pra decidir SOBRE A TUA VIDA deveria ser obrigação de cada cidadão.

    São GOVERNOS, EMPRESAS e uma série de atores interessados muito mais no lucro do que em oferecer algo que contribua efetivamente para a sociedade. Tu achas que o fato de teres um salário x e um emprego no mínimo razoável e um nível de escolaridade acima da média te tornam um sujeito INDEPENDENTE e LIVRE?!

    Não basta ser nem parecer honesto. Não basta parecer ou ser ético. Não basta fazer caridade. Não basta gerar emprego. Não basta pagar impostos.

    Política, religião, etc. são maneiras de os sujeitos identificarem a si e a seus grupos de origem. De eles sentirem-se pertencendo a um determinado sistema de comportamento e de regras que, se não o agradam e ele não pode mudar nem considerar-se suficientemente capaz de sair dele e ir procurar outra turma.

    Não existe ser apolítico: o simples fato de, um dia, teres brigado a tapas com um irmão pequeno por causa de um carrinho é política. Quando tu achas que o professor na faculdade te avaliou mal na questão de uma prova, a disputa por justiça que tentas advogar em própria causa é política, pois estabelece-se aí uma relação de poder.

    Grupos de interesse não são sectários por si: o fato de ser branco, de ser mulher, de ser universitário de ser cristão, de ser rico ou de ser pobre JAMAIS impede que as pessoas encontrem interesses PONTUAIS em comum que precisem ser resolvidos por uma ação coletiva e consciente.

    Nessa hora, meu amigo, o que prevalece é resistir contra um poder que pretende ferrar a qualidade de vida dessas pessoas que, na sua origem, são completamente heterogêneas.

    Ao contrário do que pensas, quem estiver mesmo engajado em uma determinada causa não tem por que definir suas concordâncias e discordâncias sobre a maneira de pressionar o poder em função de religião, conta bancária, raça, idade, etc.

    O pensamento único da mídia e o fato de termos uma classe média predominantemente criada por pais que ciram criados por mais medrosos e conservadores em função da ditadura militar gera a omissão.

    Não considero a juventude alienada. O que ocorre é que o velho jeito de lutar de seus avós e de seus raros pais corajosos e conscientes não serve mais, assim como, salvo em raras e honrosas exceções, os jovens não sabem resistir, mesmo tendo uma energia e uma capacidade de estabelecer redes de comunicação jamais vista.

    Quem não percebe que o mundo está chegando em uma encruzilhada por causa das questões do meio ambiente e do consumismo desenfreado entremeadas por guerras que matam inocentes por causa de petróleo, gás natural e poder regional tendo como pano de fundo falsas visões de qualquer religião só está aqui de passagem.

    Essa é a minha opinião.

    []’s,
    Hélio

  4. Não entendeste uma linha do que eu disse.

  5. Bruno disse:

    Não sei quem disse que deveriamos se unir em bandos de pessoas que gostam das mesmas coisas, para forçar as outras que não gostam, a gostar do que eu quero. E é exatamente por isso que odeio política, religião e qualquer outro movimento. É por causa dessas pessoas que atualmente as pessoas estão tão segregadas. Tudo isso só gera preconceito para com os outros. Se alguém é diferente de mim, quer dizer que é inferior, ignorante, cabeça-fechada, idiota.
    Se alguém não gosta de política, bom sujeito não é. Até parece que para alguém fazer algum bem pra sociedade tem que se filiar a algum partido. Se eu quero ajudar alguém eu não preciso de mídia em cima disso. Não preciso que saibam o que eu fiz e nem preciso cobrar satisfações.
    Por isso não tem como me julgar de omisso, só porque não sou partidário a nada. Não preciso dar satisfação do que eu fiz ontem pra que tu me aceite como uma pessoa decente.
    Não precisa julgar as pessoas pela cor, partido, clube, bairro, roupa. Ninguém é melhor que ninguém.

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