PORTO ALEGRE VAI VIRAR PEQUIM

2 comentários sobre “PORTO ALEGRE VAI VIRAR PEQUIM”

  1. Fred,

    Nem a passividade, a subserviência, o egoísmo e a ignorância que prevalecem na classe média contemporânea em Porto Alegre e tampouco a tomada do poder através das armas (mesmo que com a melhor das intenções) funcionam como formas de resistência contra o poder hegemônico.

    A saída é pressionar o poder público e os grandes empresários munido de informações fidedignas e de provas, praticando o ativismo em rede, que transforma questões locais em globais e faz com que a soma do trabalho de milhares de pequenos atores sociais seja maior do que o gigantismo dos poderes econômico, político e coercitivo legal ou ilegalmente institucionalizados.

    Porém, esse processo, tão novo quanto bem-sucedido em alguns casos espalhados pelo mundo, ainda engatinha no Brasil.

    Ditadura, anarquia, república, parlamentarismo, sistema unicameral, bicameral, partido único, capitalismo ou socialismo não são mais as questões que permeiam os valores sociais, morais, políticos, econômicos, humanistas e ecológicos de uma visão contemporânea de esquerda: a politização se faz pressionando cada vez mais a todas as formas de poder – porém sem que jamais se queira fazer parte delas.

    Recomendo a leitura dos livros IMPÉRIO e MULTIDÃO, dos sociólogos ANTONIO NEGRI e MICHAEL HARDT. Há muitos focos de ativismo em rede que misturam atividades de comunicação mediada por computador (blogs, MSN, torpedos SMS, Twitter, etc.) voltadas à ação presencial direta em manifestações de rua e dentro de parlamentos, empresas e comunidades subjugadas dando certo pelo mundo.

    A publicação New Left Review e sites como The Real News Network, Avaaz.org e Global Voices Online apresentam casos práticos e uma releitura de antigas teorias devidamente adaptadas à velocidade do nosso tempo, da midiatização do espaço público e da confusão entre o público e o privado.

    Sem a compreensão desses fatores, não há revolução contra-hegemônica capaz de dar certo.

    Sigamos resistindo, aprendendo e instrumentalizando-nos.

    []’s,
    Hélio

  2. Hélio, embora eu não ache que Porto Alegre vá virar uma Pequim (não tem competência – entenda-se – pra tanto), creio que só existe uma alternativa para dar um basta nesta ridícula situação a que estamos submetidos. Pelo voto não será e isso, depois de muitos sufrágios, me parece que está definitivamente descartado. A coisa só piora, por incrível que possa parecer. Sobra a revolução.
    Como há décadas venho escutando de meu pai, sem derramamento de sangue não se dará jeito no Brasil. Pondero: com, dificilmente se chegará a bom termo, mas sem, CERTAMENTE não sairemos nunca do buraco onde nos enfiaram.
    Ou, a solução seria baixar a cabeça e conformarmo-nos? Continuemos a comer o esterco que nos servem. Ao menos estamos alimentados. É duro…

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