A LONGA DINASTIA FOGAÇA E FORTUNATTI

Foto da campanha de Fogaça e Fortunatti.

Será uma longa dinastia… E o poder econômico agradece à classe média menos virtuosa do Brasil

Tem muita coisa acontecendo na cidade das quais adoraria participar diretamente exercendo pressão sobre os vereadores, conversando com aqueles que poderiam fornecer-me informações verídicas e confiáveis sobre todos os bois envolvidos nas questões da ARENA DO GRÊMIO, do GIGANTE PARA SEMPRE e do PONTAL DO ESTALEIRO. Contudo, estou impossibilitado de praticar ativismo presencial ou de intensificar o ativismo online em função do prazo cada vez mais exígüo para o depósito da minha dissertação de mestrado. Hoje é 29/12/2008. Todas as cinco cópias impressas (que irão custar uma pequena fortuna) e a cópia em CD-ROM precisam necessariamente estar finalizadas para serem depositadas na secretaria do PPGCC da Unisinos impreterivelmente até às 22h da sexta-feira dia 17/01/2008. Do contrário, nada de mestre, nada de professor, nada de pesquisador, todos os créditos anulados e uma dívida de R$34.000,00 para a CAPES.

Perdão aos amigos dos blogs gremistas, mas o GRÊMIO é a prioridade nº250 milhões perto do estrago que pretendem fazer na qualidade de vida da cidade (que é muito mais importante do que qualquer clube de futebol).

Apesar de tudo, este será um dos poucos posts neste período. Quando der, incluo novas idéias, mas sem uma periodicidade diária garantida.

Sempre que acordo, na hora de dormir, logo antes ou depois do almoço, não deixo de ler quase nenhum dentre os blog gaúchos alternativos de esquerda com atualização mais freqüente, melhores ilustrações e textos mais consistentes. Por isso, fui obrigado a fazer a seguinte análise a respeito das conclusões às quais o ANDRÉ PASSOS do PAIDÉIA GAÚCHA fez sobre uma ainda incipiente projeção eleitoral para 2010 no RS, ainda que repleta de indícios bastante consistentes. A CLÁUDIA CARDOSO também reproduziu o post do PAIDÉIA no DIALÓGICO e, de minha parte, faço a minha interpretação empírica a partir dos dados que ele forneceu.

O gaúcho médio é muito mais conservador, muito menos politizado, muito menos culto e muito menos autônomo do que julga ser. Isso não é de hoje e não depende nem tanto das subjetividades plantadas pela mídia hegemônica e pelos seus patrocinadores, nem pelo mito do gaúcho ou pelo racismo serrano (embora tenha, sem dúvida, um pouco a ver com tudo isso)…

…A cultura local privilegia confiar na pessoa – e, sobretudo, em uma pessoa que parece estar bem próxima: quanto mais alto o grau de vizinhança e de proximidade, mais confia.

Ao mesmo tempo, a esquerda só ganha em situações de profundo desespero, depois que todas as alternativas de direita já tiverem sido testadas. Mesmo assim, a esquerda partidária (normalmente avessa ao uso ágil e inteligente da Comunicação Medidada por Computador e enterrada até o pescoço nos ditames do operário e do camponês, que são a minoria e não mais a base da população economicamente ativa do país) tem prazo de validade curto, pois a direita está sempre unida e articulada.

O que houve de novo no RS desde que me entendo por gente (antes de Amaral de Souza não lembro de ninguém; pra mim, Jair Soares e nada foram a mesma coisa e, de Collares pra frente é que comecei a me inteirar) é… Yeda!

Novo não no sentido de novidade, de revolução, de positivo, de esperança, de competência ou de empatia mas, sim, pelo fato de sua proximidade e identidade junto ao eleitorado ser baixíssima em termos presenciais, ao contrário do que foram todos os seus antecessores. Yeda é o primeiro fruto claro da midiatização, isto é, da discussão política superficial e fragmentada via mídia, não mais de maneira presencial. Ela existe através da tela da TV. Se fosse um holograma ou se não existisse em carne e osso, daria no mesmo.

E a tendência dessa continuidade só não se viu com as mesmas cores em Fogaça e só não será vista em breve através de Fortunatti (Rigotto considero algo intermediário entre Fogaça e Yeda em termos de persona midiática + presencial; ele foi um aperitivo para o que estava por vir) porque ambos têm, sim (sem entrarmos no mérito se prestam ou não para aqueles que mais precisam) capital social, empatia, décadas de atuação, apelo midiático e, acima de tudo, nenhum, vínculo atual ou recente com o PT.

O holograma Yeda não deu certo. Carne e osso total (Collares, Olívio) não lhes interessa. Então, eles crêem que o seu laboratório provavelmente deva ter encontrado a fórmula certa.

Finalmente, por mais que eu seja contrário aos interesses econômicos, simbólicos e humanistas (sic) que movem os poderes que sustentam essa ideologia, adoraria estar enganado, mas creio que Fogaça e Fortunati farão uma longa dinastia no Paço Municipal e no Piratini.

E, queiramos ou não, mesmo que o conjunto da obra de ambos venha a ser reconhecido como pior do que os de Collares e Olívio, pelo menos midiaticamente, até mesmo o campo de esquerda os terá como anos-luz melhores do que Yeda, Britto, Rigotto e Simon.

RESPONDAM NOS COMENTÁRIOS:

– PROZAC OU EXÍLIO e POR QUE.

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Publicado em ATIVISTAS
2 comentários em “A LONGA DINASTIA FOGAÇA E FORTUNATTI
  1. Jorge Vieira disse:

    Nem prozac e nem exílio, a política gaúcha, desde a ditadura de Vargas, tem uma prática pendular. É inegável que nos últimos tempos o pêndulo tem dificuldade para se deslocar, mas o futuro é incerto.

    Sugiro, modestamente, a leitura de um clássico da ciência política:
    PRZEWORSKI, Adam (1984). “Ama a Incerteza e Serás um Democrata. In: Novos Estudos Cebrap”, NO. 9, pp. 36-56.

  2. Hélio, o fato de eu gostar bastante do inverno, há um ano atrás, faria com que eu escolhesse sem pestanejar a opção “prozac”.
    Mas ultimamente, nem inverno, nem Grêmio tem sido suficientes para impedir que eu opte por “exílio”. Que seja para fora do país – adoraria morar na Argentina – ou em alguma outra cidade brasileira, mesmo que de clima quente, mas com gente menos reacionária que Porto Alegre.
    E o exílio fará muito mais bem para minha saúde: prozac vicia, e poluição mata.

    Abraços,
    Rodrigo

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