REFORMA AGRÁRIA FAZ MUITO MAIS POR MUITO MENOS

desenvolvimento sustentável, ICMS e ISSQN extra para centenas de pequenos municipios falidos, crianças educadas por suas familias, alimentação saudável para todos e, acima de tudo, muita solidariedade

REFORMA AGRÁRIA: desenvolvimento sustentável, ICMS e ISSQN extra para centenas de pequenos municípios falidos, crianças educadas por suas famílias, alimentação saudável para todos e, acima de tudo, muita solidariedade

A oligarquia guasca (oligarquia porque desejam o monopólio de tudo, são excludentes e não têm cultura – é muito diferente de ter dinheiro, bom nível e pensar na sociedade como um todo como uma verdadeira elite o faria – portanto, o RS não possui elite) obteve mais uma vitória em uma batalha da qual sua retórica imediatista e entreguista doutrinada por um pensamento único político, econômico e social que quebrou o planeta inteiro foi amplamente tornada como um fato positivo pela mídia amiga, que sempre trata de esconder as contradições de seus poderosos financiadores.

Na época do charque, os abigeateiros como o sempre impune e falsamente heróico imperador da “Grande Bagé” Bento Gonçalves da Silva (cuja quinta geração de descendentes até hoje não precisa trabalhar – só se quiser) mandavam seus filhos para aprender francês e bons modos em Paris.

Hoje, a moral judaico-cristã que diz que a única chance de uma pessoa ser digna na Terra e de prosperar no céu é trabalhar feito um cão sarnento e ser chutada por todos achando bonito ganhar um salário de fome sem dar um pio forja uma burguesia que sabe de tudo um pouco, mas não sabe bem sobre nada. E, quando sabe, sabe fazer o seu ofício apenas segundo uma única forma, um único estilo, que é o que todos devem seguir.

A preocupação da oligarquia urbana forjada nos MBAs é apenas com o macro: processos de gestão, parcerias, etc. tão-somente têm valor midiático e simbólico caso sejam feitas com outros cachorros grandes. Se existe corrupção, troca de favores, compra de votos, sonegação de impostos, latifúndio, monoculturas e especulações imobiliária e financeira agradeçam a esses caras, que não pensam no micro, isto é, naquelas milhões de pequenas coisas que resolvem imediatamente a vida de dezenas de milhões de pessoas que, somadas, valem muito mais do que o todo do conjunto das grandes.

Por mais que o digam, a eles não interessa ver a distribuição de renda, o fim da miséria e da violência através do empoderamento, da autonomia e do culturamento da multidão. Isso explica, ao lado da atual confusão entre o público e o privado, entre o legal e o justo, a inversão de prioridades no tocante aos investimentos público e privado: bastaria um volume de financiamento minimanente digno a fim de proporcionar um padrão mínimo de sobrevivência aceitável em saúde, alimentação, higiene, vestuário, moradia e consciência social, política e ecológica.

Da próxima vez que tu, um sul-riograndense de classe média, perder um emprego ou faltar dinheiro pra fazer aquele curso de especialização que pode te trazer uma promoção ou que o SEBRAE se negar a te ajudar a andar pelos teus próprios pés porque ele exige de ti uma renda mínima impensável pra poder te financiar e te ensinar a trabalhar melhor com o menor risco possível de quebrar, lembra que, ao invés de pensar em ti, governos e empresas (de vários setores, de várias origens) tendem a usar a sempre falha desculpa de fazer crescer primeiro o seu próprio bolo para depois distribuí-lo.

Pra enganar os incautos, eles usam termos como “reengenharia”, “gestão por competências”, “ISO 287573475” e por aí afora.

Pois é por essas cabeças que a prefeitura de Porto Alegre, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, boa parte do Governo Federal, todas as grandes empresas de todos os setores, sejam elas nacionais ou multinacionais, pensam e procedem.

ARENA DO GRÊMIO, GIGANTE PARA SEMPRE, PONTAL DO ESTALEIRO, AZENHA, HUMAITÁ, VILA ASSUNÇÃO, VILA CONCEIÇÃO, CRISTAL e por aí afora: eis a falta de sensibilidade, o dinheirismo e a falta de zelo com o meio ambiente.

Porto Alegre está cada vez mais parecida com o que há de pior em SÃO PAULO e PEQUIM. Enquanto o modelo de “desenvolvimento” for esse, baseado na velha lógica taylorista-fordista, desde quando eu era criança, o RS era o 5º estado mais rico do país e o 1º em ensino público. Hoje, cerca de 25 anos depois, é apenas o 17º.

Até onde sei, desenvolvimento não-sustentável baseado no latifúndio e na monocultura jamais ocorreu no mundo inteiro. É fruto da exploração e da violência dos brancos sobre os mestiços e os pobres na América Latina. E desenvolvimento sustentável baseado em concreto, asfalto, cimento, espigões e excesso de automóveis (responsáveis por 33% da emissão de gases tóxicos que causam o aquecimento global) simplesmente não existe, salvo em regiões desérticas.

O Brasil vai mais ou menos. O RS está pior do que nunca. Enquanto isso, Porto Alegre está-se encaminhando para a insalubridade.

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