PONTAL DO ESTALEIRO É DO POVO OU DO SINDUSCOM?

A lei vigente (ver fragmento e breve comentário na citação abaixo), os editoriais de segunda e terça-feira além das brilhantes colunas do prof. JUREMIR MACHADO DA SILVA no CORREIO DO POVO (jornal de maior tiragem do RS pertencente à segunda maior corporação midiática do estado) justificam toda a transparência do nosso propósito 100% coletivo e 100% isento de interesses econômicos.

São mais de 20 associações de bairro, ONGs e movimentos estudantis das mais diversas origens étnicas, econômicas, culturais e religiosas identificadas com bairros distantes da orla do GUAÍBA lutando contra os INTERE$$E$ de alguns EMPREENDEDORES IMOBILIÁRIOS que, se amanhã forem satisfeitos pelos SEUS REPRESENTANTES em nosso esquálido parlamento municipal, iniciará um efeito dominó de descalabros judiciais amplamente omitidos pela RBS, grupo de mídia que recebe um percentual significativo de financiamento de suas atividades a partir dos anunciantes da indústria da construção civil.

A luta deveria ser de todos. Não é. Mas o que vale é a força, a pressão, a crença e a honestidade do propósito de tanta gente boa que, por pura consciência social e ambiental, apresenta o desprendimento e a coragem de dar a cara a tapa contra setores tão poderosos quanto inescrupulosos.

clipped from poavive.wordpress.com

a lei orgânica de nossa cidade estabelece no artigo 126: “Os interesses da iniciativa privada não podem se sobrepor aos interesses da coletividade”. Por sua vez, o artigo 127 deixa claro que, “os planos que expressam a política de desenvolvimento econômico do município terão o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida da população, etc…”.

Não é o nosso caso.

A Lei Complementar 470/2002, que diga-se de passagem é uma aberração, teve sua modificaçào elaborada no Executivo, e não foi encaminhada pelo Sr. Prefeito para a sua efetivação à Câmara Municipal. Porém, este projeto aqui chegou por outros caminhos. Este é o assunto que deve ser discutido hoje, aqui. Tudo o que se vê, tudo o que se sabe da advocaçào da proposta do empreendimento para a Ponta do Melo à especulação. A proposta que se tem conhecimento é mais um recurso de marketing, para viabilizar o interesse comercial, com construção de seis torres de 14 andares que poderia até ser viável em outro local que não a Orla.

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Publicado por heliopaz

@heliopaz | cultura de fã de futebol online/offline | Educação = cultura + ato político

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15 comentários

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  1. Bruno,

    Só não vê quem não quer que o Rio de Janeiro não possui arranha-céus fazendo sombra na praia e que há quase 50 km em ciclovias em uma cidade que também foi construída de maneira desordenada.

    A população de Porto Alegre cresceu, desde o censo de 1980 até estimativa atual do IBGE, de 1.290.00 para 1.400.000 habitantes. Se – e somente se – falta de espaço fosse justificativa para acabar com a qualidade de vida em função da devastação do meio ambiente, não há a menor necessidade de seguir verticalizando a cidade, já que a taxa de crescimento populacional de Porto Alegre é a menor dentre todas as 27 capitais brasileiras.

    Há bastante dinheiro e trabalho para a construção civil. Dá pra construir prédios com aquecimento solar, cisternas e coleta seletiva de lixo ainda mais apurada do que a dos terceirizados pelo DMLU.

    Quanto ao estado da Ponta do Melo, o proprietário deveria ser multado porque é de sua responsabilidade o calçamento, o cercamento e a limpeza de sua propriedade. Além disso, os casos de assalto à mão armada, latrocínios e estupros que ocorrem naquele local são de responsabilidade do seu proprietário justamente por ele não ter tomado as medidas que a lei municipal exige.

    Se vocês defendem isso, vocês não conhecem saúde pública nem preocupam-se em entender por que as leis são elaboradas de tal forma e qual o sentido de fazê-las serem cumpridas.

    Entendo que a criação da esmagadora maioria das pessoas é moderna, baseada no taylorismo-fordismo e, mais adiante, no neoliberalismo. Contudo, a pós-modernidade requer pensamento coletivo em rede e não o gigantismo e o obscurantismo de uma forma de poder extremamente desonesta.

    []’s,
    Hélio

  2. Talvez eu não saiba muito bem o que é sustentabilidade, mas eu sei, aliás, tenho certeza, que o atual estado do Pontal do Estaleiro não está nem um pouco pensando em QUALIDADE DE VIDA. Partindo do teu pressuposto, tu seria favorável a construção de fazendas verticas de 90 metros em pleno centro de Porto Alegre, dando lugar a sustentabilidade da cidade. Não sei se já foi transmitido esse episódio no programa que tu citaste.

    É como o Carlos Maia comentou acima. Temos que deixar o preconceito e a hipocrisia de lado e, agora que já está meio encaminhado, abraçar a idéia. Teriamos que achar uma solução para todos os problemas. Também sou contrário a altura um tanto quanto exagerada do projeto atual. Mas estão trabalhando justamente pra diminuir isso e agradar a todos.

  3. Maia, não é preconceito: tiraram o Fórum Social Mundial de POA dizendo que ele era “ideologizado” (tudo na vida é econômico, político e ideológico) e puseram o Forum de Cidades (caro, que permitia somente a delegados participar do evento – outra prova de ideologia).

    Por que entrei nesse mérito? Porque veio gente de Londres aqui. E a mesa onde eles estavam falando sobre desenvolvimento sustentável não saiu na mídia de massa.

    O prof. Filipe Oliveira conversou com eles, que disseram que a orla do Tâmisa já está tendo prédios particulares que impedem com que o sol de sudeste (a frente sul é a mais valorizada no hemisfério norte ao contrário daqui, onde é a frente norte) seja barrado pela orla.

    A qualidade de vida depende de insolação: por que vários cidadãos sem teto de Porto Alegre ao longo dos anos e passando por diversos governos desde o início da década de 1980 jamais aceitaram as propostas do DEMHAB para ficar com apartamentos em prédios em litígio judicial porém bem construídos no Centro de POA?

    Porque não pega sol nos cômodos! O paliteiro desordenado que é o Centro de POA (agora, infelizmente, também Petrópolis, Bela Vista, Auxiliadora, Independência, Moinhos de Vento, Bomfim, etc.) gera doenças respiratórias e as roupas demoram muito a secar.

    Na Alemanha e na Suíça, estão britando o asfalto para não ter que torrar dezenas de milhões pra construir algo como o conduto Álvaro Chaves-Goethe, cuja função é a de corrigir um gravíssimo erro a um valor que poderia ter sido dispensado para solucionar centenas de pequenos problemas pontuais da cidade: um monstrengo só se cura assistido por outro monstrengo.

    Por que diabos se eu tivesse um terreno e não o mantivesse limpo, cercado e calçado o DMLU estaria lá para me multar em poucos dias e não acontece nada com o antigo dono do estaleiro?!

    Se o Governo Lula está permitindo financiamentos a dar com pau para a construção civil, qual o problema de construírem prédios com no máximo quatro andares em regiões onde hoje tudo está caindo aos pedaços?

    Eles já estão ganhando bastante dinheiro, produzindo e empregando. E há espaço para o desenvolvimento sustentável, sim.

    []’s,
    Hélio

  4. Hélio, em diversos países do mundo socialmente desenvolvido existem construções em orlas. Vancouver, Sidney, Chicago, Nova York e até mesmo Rio de Janeiro. Isso sem falar em Dublin, nas cidades portuárias coreanas e japonesas ou até mesmo Shangai. Acho que Porto Alegre deu ontem, com aquela ópera bufa, um grande passo para ingressar no mundo socialmente desenvolvido. Achei muito boa a declaraçaõ de voto do Adeli Sell que confessou que o governo Tarso queria desapropriar a área, mas era muita grana. O ideal ali é fazer um parque público, mas é impossível. Então, vamos deixar o preconceito de lado e tornar aquele espaço que é privado, mas com acesso público a orla um local legal, de encontros, de lazer, de esportes, de bares, restaurantes e marinas.

  5. Bruno,

    A questão não é ideológica: é de QUALIDADE DE VIDA e LEGAL. Quem não conhece leis e é autoritário a ponto de defender a não-discussão com a sociedade civil organizada sãp aqueles que preferem deixar que Porto Alegre fique igual a São Paulo.

    NENHUMA cidade de nenhum país verdadeiramente preocupado com longevidade, saúde, sociabilidade e sustentabilidade permite construções particulares em orlas.

    Finalmente, a maior beleza é a comunhão do homem urbano com a natureza. Se queres conhecer arquitetura inteligente e sustentável, assiste ao programa das casas ecológicas no 55 da NET (DISCOVERY HOME & HEALTH) toda quinta às 20h.

    Infelizmente, não há como aceitar de maneira justa, honesta e qualificada argumentos como os teus enquanto não aprenderes o que é sustentabilidade.

    []’s,
    Hélio

  6. Pois é… não deu pra vocês. Pelo menos ontem quem é a favor de uma Porto Alegre mais bonita saiu vencedor. Claro que vocês vão ter muitas oportunidades de azucrinar esse projeto. Tentar de qualquer custo deixar Porto Alegre ainda mais feia do que ela já é. Se até mesmo o criador de tal emenda se mostra a favor da mudança da mesma, é sinal que aqui em Porto Alegre não há somente retrógrados e eco-xiitas. Há também quem pense no futuro da cidade, não só mais rica e sim mais bela.

  7. Pelas 11 da manhã já deve ter gente chegando na Câmara.
    Neste horário eu devo estar indo para lá.
    Mas muita gente vai chegar 12,30 – 13h.

    Vamos lá gente!

  8. Ainda sobre as “senhas”:
    Um dos nossos receberá as senhas do pessoal CONTRA para distribuir entre nossos apoiadores.
    Fiquem tranqüilos, que nos “camarotes” ou na “geral” terá gente de olho no que vai acontecer.
    PARTICIPEM!

  9. Helio,
    Não esquenta com relação ao assunto “senhas”. Ontem aconteceu um encontro com a mesa diretora da Câmara e isso foi discutido.
    As entidades CONTRA o Pontal pediram espaço e foi decidido que haverá uma cobertura de LONA, com ventiladores e TElÂO na área externa da Câmara para quem não entrar no plenário.
    Temos que colocar gente dentro e fora das galerias. “Eles” saberão que tem gente lá fora também acompanhando TUDO.
    Mesmo que saia alguma liminar que adie a votação, a manifestação tem que sair.
    Que seja como disse o Juremir: A Câmara dos Vereadores vai virar uma Bombonera!

  10. João Paulo,

    Não sei o que o pessoal do DCE, do DACOM, do DAFA e de outros diretórios (Bio, Geo, História, etc.) estão combinando. Sei que vai haver distribuição de apenas 200 senhas para acompanhar a votação: 100 para quem é a favor do descalabro e 100 para cidadãos como nós, que pretendem manter Porto Alegre uma cidade mais bonita e mais salubre.

    ATÉ AMANHÃ!!! ;)

    []’s,
    Hélio

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