ROTH: MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

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Particularmente, penso que o GRÊMIO só tem duas alternativas até o final do BRASILEIRÃO 2008: ou será campeão, ou o máximo que irá conseguir é uma vaga para a COPA NISSAN SUL-AMERICANA em 2009.Conforme meus amigos que trabalham para o TRADICIONAL ADVERSÁRIO disseram, apesar da troca de ABEL BRAGA por TITE no comando técnico e da negociação de FERNANDÃO e IARLEY, eles tinham tanta confiança em seu qualificado plantel (os craques NILMAR [1] e D’ALESSANDRO [2], mais os excelentes CLEMER, ÍNDIO, BOLÍVAR, MARCÃO, MAGRÃO, GUIÑAZU e ALEX) que sabiam que sua campanha no primeiro turno fora medíocre em função da necessidade de entrosar o grupo, melhorar o preparo físico e pegar embalo. Finalmente, agora que as melancias parecem ter-se ajeitado na carroça, eis que chegou o tão esperado “Agora vai!” pela torcida FRAGÁRIA.

Ao contrário do que os mais passionais entre a torcida e os menos entendedores do esporte bretão entre a imprensa costumavam dizer, O PLANTEL DO GRÊMIO É MUITO DESEQUILIBRADO e, conseqüentemente, BASTANTE LIMITADO: independentemente de o técnico CELSO ROTH ter optado por uma formação mais defensiva fora de casa e de ser pouco ofensivo até mesmo dentro do OLÍMPICO, nem mesmo FELIPÃO seria capaz de injetar ânimo e de corrigir falhas técnicas e físicas incorrigíveis dentro do atual plantel TRICOLOR.

O tradicional adversário está em 2º lugar após nove rodadas do segundo turno. O GRÊMIO, por sua vez, deixou de ser o líder do BRASILEIRÃO 2008 por ter uma vitória a menos e três empates a mais que o PALMEIRAS. A campanha do MOSQUETEIRO é muito fraca nesta segunda metade do BRASILEIRÃO, onde situa-se em um melancólico 12º lugar. Os problemas cresceram em progressão geométrica na AZENHA: agora, mais do que apelar para todos os santos por uma recuperação à altura de sua história de mais de 105 anos, a classificação final muito provavelmente dependerá do retrospecto em ida e volta contra todos os atuais sete ou oito primeiros colocados.

Derrotamos o SÃO PAULO duas vezes, mas conquistamos apenas 1 ponto em 6 contra o FLAMENGO e contra o TRADICIONAL ADVERSÁRIO. Temos 3 pontos em 3 contra CRUZEIRO e VITÓRIA, mas apenas 1 ponto em 3 contra o PALMEIRAS e 0 pontos em 3 contra o BOTAFOGO. À exceção da próxima rodada quando enfrentaremos o FOGÃO no OLÍMPICO (pedreira!), as partidas de volta contra a RAPOSA, contra o RUBRO-NEGRO DA BOA TERRA e contra o PORCO serão todas fora de casa.

O futebol que o TRICOLOR DOS PAMPAS apresentou ou deixou de apresentar ontem, para mim, não foi nenhuma novidade: o próprio técnico CELSO ROTH sempre deixou claro que só contaria com o zagueiro JEAN em caso de extrema necessidade.

A direção é a verdadeira culpada por esse declínio do GRÊMIO na competição. O dono da banca é muito mais responsável pelas perdas do que pelos ganhos em relação à culpa do técnico ou dos jogadores: afinal de contas, todos foram contratados por ela e têm suas atitudes endossadas no dia-a-dia de trabalho. Houve precipitação na avaliação dos zagueiros do SUB-20 durante o GAUCHÃO e WILLIAM THIEGO ainda não é considerado maduro (apesar de eu considerá-lo melhor do que JEAN). Faltou visão de mercado para contratar algum outro jogador para a posição. No meio-campo, ORTEMAN, em quem depositei grande esperança, infelizmente não é mais o mesmo dos tempos de OLIMPIA: o uruguaio é um meia extremamente lento e só consegue marcar razoavelmente bem quando o adversário está próximo dele rente à linha lateral. Ele também tem sido muito menos do que já foi em termos de apoio ao ataque.

Como já foi dito por mim, pelo PVC e por muito mais pessoas que conseguem observar o plantel do GRÊMIO sem passionalidade, não temos laterais: ELDER não fede nem cheira; ANDERSON PICO é o jogador que mais erra passes em todo o plantel tricolor; PAULO SÉRGIO não é veloz e tem o péssimo hábito de centralizar o jogo. FELIPE MATTIONE não joga porque não marca – só apóia. TCHECO, que marcou o gol mais bonito do clássico de ontem e que foi injustamente expulso (assim como também fora injusta a expulsão de EDINHO – quem fez todo o ‘bolo’ foi MAGRÃO), embora experiente e identificado com o torcedor, possui uma condução de bola muito lenta.

Quem faz a diferença de verdade no TRICOLOR DOS PAMPAS são os dois volantes titulares, WILLIAN MAGRÃO (assim, mesmo, com N) e RAFAEL CARIOCA, que marcam forte quase sem bater, levam poucos cartões e sabem sair jogando. O primeiro costuma chegar no ataque como elemento-surpresa e o segundo é extremamente forte fisicamente. Quando falta um dos dois, o time sempre joga mal.

Quanto à centroavância, eu esperava que RICHARD “EL CHENGUE” MORALES estreasse ontem. ROTH é excessivamente parcimonioso na introdução de um jogador que chega ao clube com o campeonato em andamento mesmo depois de ele já ter realizado a sua pré-temporada particular de reforço fisico.

Outro erro do técnico CELSO ROTH ontem foi ter iniciado o jogo com o ainda lesionado zagueiro PEREIRA. Além de ficar ainda mais tempo em recuperação, teve que ceder lugar para o fraco JEAN. Este, por sua vezm espanou de cabeça para a entrada da área no gol de D’ALESSANDRO – que ocorreu cedo demais.

O zagueiro LÉO, infelizmente, teve ontem sua pior atuação com a camisa do GRÊMIO: ele “chupou bala” na cobrança rápida de GUIÑAZU para o gol de ALEX e também deixou ÍNDIO entrar livre para cabecear.

Mesmo que PAULO BRITO seja um narrador medíocre e BATISTA (que pedia MORALES por não lembrar que o TRICOLOR já havia feito as três substituições) seja um comentarista muito fraco, hei de concordar com este último quando disse que o GRÊMIO não podia mais ter continuado a jogar no esquema 3-5-2 em um segundo tempo no qual era fundamental ao menos tentar empatar, saindo da casa do adversário com uma honrosa reação.

Mas a escolha do técnico TRICOLOR foi outra: portanto, espero que ele saiba que, contra adversários velozes e habilidosos que gostam de reter a posse de bola consigo, o 3-5-2 significa a perda de um homem no meio-de-campo, apesar do zagueiro da sobra ter sido a prevenção contra a velocidade de NILMAR.

Em 1997, CELSO ROTH liderava o BRASILEIRÃO com o TRADICIONAL ADVERSÁRIO. Depois que começou a perder terreno, ficou em nono lugar pelo saldo de gols, perdendo a última vaga para as quartas-de-final. Por um lado, ele amadureceu, tornou-se mais afável e mais paciente com as armadilhas dos repórteres. Rodou o Brasil e teve a possibilidade de ter trabalhado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Todavia, mais importante do que isso seria ele arriscar um pouco mais, escalando jogadores mais velozes e de passe mais preciso no meio, além de improvisar nas laterais.

A “corneta” do vice-presidente de futebol fragário do post anterior saiu tarde demais e foi muito menos contundente em termos anímicos para o GRÊMIO, pois a verdadeira injeção de ânimo uem deu foi o presidente TRICOLOR Paulo Odone.Caso o GRÊMIO não conquiste os nove pontos dos próximos três encontros contra BOTAFOGO e SANTOS em casa e PORTUGUESA no Canindé, estará alijado da briga pelo título. Se cairmos do cavalo, o tombo vai ser grande, pois nem LIBERTADORES conseguiremos chegar. Torçamos, pois, para que ROTH consiga mudar o comportamento dos jogadores e para que LÉO e SOUZA estejam certos daquilo que disseram.

____________________

[1] NILMAR, apesar de ser o melhor centroavante nascido no BRASIL da atualidade, não deixa de ser uma “bonequinha de luxo” ao melhor estilo “cai-cai”. É simpático, inteligente, velocíssimo, habilidoso e preciso como nenhum outro avante brasileiro. Porém, está claro por que não deu certo na Europa, ainda mais no OLYMPIQUE LYONNAIS, que recebe brasileiros bem até demais.A grande qualidade de NILMAR é sua velocidade, tendo em vista que ele é, seguramente, um dos cinco jogadores mais velozes do planeta que atuam no momento por clubes de ponta. Ele deveria ser considerado indispensável pelo técnico da seleção brasileira (DUNGA).

[2] ANDRÉS D’ALESSANDRO está superando todas as expectativas, pois passou anos na Europa atuando por clubes pequenos da Espanha e da Alemanha e retornou à ARGENTINA no início de 2008 para atuar pelo SAN LORENZO DE ALMAGRO, que pretendia celebrar seu centenário com o título da LIBERTADORES – tarefa não-cumprida.D’ALESSANDRO está aprendendo rapidamente a falar português, identificou-se incrivelmente bem com a torcida FRAGÁRIA e adaptou-se rapidamente à vida na feia e sem graça PORTO ALEGRE.Caso encontre-o na rua, prometo pedir desculpas pelo post no qual critiquei-o com base em alguns clássicos que não valeram quase nada. Ele mostrou a que veio não apenas ontem: sua ascensão começou na brilhante vitória sobre o BOTAFOGO no Estádio Olímpico João Havelange, o “Engenhão”.

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Um comentário em “ROTH: MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
  1. Thomaz disse:

    O amigão paraguaio estava na China, nas Olimpíadas, e provavelmente está en férias, num lugar beeem melhor que eu vou pasar as minhas. Se formos tentar derrubar todos os membros da imprensa que prejudicam o Grêmio (como o FDP do Maurício Saraiva, que sempre seca nosso time, e o Neto, que acusou jogadores do Grêmio de racismo numa transmissão da Bandeirantes e ficou por isso mesmo) não vai sobrar ninguém, comparando com o TA, que é o queridinho da mídia, nós somos tratados a pontapés. Nas raras vezes que roubam a favor da gente (como no jogo com o São Paulo no início do segundo turno) é um escândalo, quando roubam contra e a gente reclama dizem que somos chorões, enquanto quando o TA dá a mesma desculpa sempre tem suas reclamações levadas em conta (e a sério).

  2. André disse:

    OLHEM O COMENTÁRIO DO PARCIAL FRANCISCO GARCIA, ANALISTA DE ARBITRAGEM DA RBS, O MESMO QUE DISSE QUE NÃO FOI PENALTI NO SOARES:
    Atuação de luxo do árbitro no Gre-Nal

    Foi muito bem o árbitro Evandro Rogério Roman/PR(FIFA) no Gre-Nal 373, realizado neste domingo, no Estádio Beira-Rio. O jogo Inter 4 X 1 Grêmio, foi válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. Roman foi bem o tempo inteiro, com rigor, bom posicionamento e acertando nos lances capitais.

    Confira os principais lances:

    – No 1º gol do Inter, o Grêmio reclama que não houve a falta que originou a jogada. Deixo a questão em aberto, já que a imagem não é clara. É aquele lance em que o jogador acompanha o adversário, dá um toque sutil e o outro cai. O árbitro estava muito próximo entendeu como falta.

    – No 2ª gol do Inter, os jogadores cobram a falta rapidamente. Isto está previsto na Regra. O time beneficiado pela infração do adversário pode optar pela cobrança rápida. Ao mesmo tempo que pode estar se beneficiando, o time abdica da distância regulamentar de 9,15m que lhe é por direito. Ou seja, o jogador que faz isso, corre o riswco de perder a bola no instante seguinte e aí não poderia reclamar que não havia distância. Roman não começou a contar os passos da barreira, como cogitado. Ele pára ao lado da falta, e, quando percebe a cobrança rápida, manda o jogo seguir, como prevê a Regra. Nenhuma irregularidade!

    – Expulsões de Tcheco e Edinho no final do 1º tempo. Se olharmos apenas a jogada dos 2, um cartão amarelo para cada um estava de bom tamanho. Tcheco estaria expulso e Edinho continuaria no jogo. No entanto, houve uma confusão generalizada, protagonizada pelos 2 atletas, o que obrigou o árbitro a tomar uma medida disciplinar mais dura e controlar os Ãnimos para o 2º tempo. Teve sucesso, já que não houve jogadas violentas no restante da partida. Atitude correta!

    – No 2º tempo, Marcel se choca com o goleiro Clemer. Alguns pediram pênalti. Não há como Clemer sair da frente de Marcel e o jogador gremista, em velocidade, acaba batendo no goleiro colorado, que até vira o corpo para não interferir. Se colocar na frente do avdversário é diferente de estar num lugar e vir um outro jogador de encontro. Lance normal!

    – O inter faria o 5º gol, mas o Assistente Milton Otaviano dos Santos/RN(FIFA) marca impedimento. Correto! Gustavo Nery recebe adiantado e toca para Nilmar.

    – Aliás, lamentável o incidente causado após o conflito entre Tcheco e Edinho. Houve invasão de campo, dos reservas tentando brigar, confusão generalizada, uma escória. Fato repetido nas arquibancadas entre torcedores, ou simplesmente aquela minoria que vai ao estádio para bagunçar a não torcer.

    POR FAVOR, MEDIADORES DESTE BLOG, TEMOS QUE FAZER PRESSÃO PARA ESTE RAPAZ SER BANIDO DA IMPRENSA, NÃO DÁ MAIS PARA AGUENTAR A PARCIALIDADE DESTE INDIVIDUO, DÊEM OUVIDOS PARA A TORCIDA GREMISTA E AJUDEM A DERRUBAR ESTA PESSOA QUE SEMPRE ATUA CONTRA OS INTERESSES DO TRICOLOR. SDS TRICOLORES

  3. Hélio Sassen Paz disse:

    1) JORGE,

    Felizmente, tive o prazer de assistir ao time de 1981. Nasci em 1973. Meus dois primeiros jogos foram em 1979, no Ruralito (1×0 no Riograndense-RG e 1×1 com o Brasil-Pel). Em 1980, fui a mais ou menos meia dúzia de jogos. Mas em 1981, acho que só não fui à semifinal contra a Ponte Preta. Na Libertadores de 1983, fui a todos os jogos! ;)

    Pra mim, o Tiziu (Paulo Isidoro) era o melhor do time. Na copa de 82, o Telê o levou só pra tapar buracos ao invés de utilizá-lo como um ponta-de-lança de característica bem diferente da de Sócrates. O lateral-direito reserva do ótimo Leandro era o Edevaldo, do tradicional adversário. Leão não fora convocado por Telê em função de uma briga particular, mas era o melhor goleiro do país.
    ____________________

    2) KAYSER: bem lembrado. Como eu só assisti ao 1º tempo do jogo contra o Goiás porque tinha um casamento (noivo gremista pé-frio que entrou com o hino do Grêmio, noiva atrasou um monte e dava pra ter ficado até o fim – a patroa ficou ouvindo corneta durante uma semana), não havia percebido esse detalhe, pois só havia assistido aos gols umas duas vezes na TV.

    Eu acho que o THIEGO poderia ser mais utilizado. Ele jogou melhor do que o JEAN nos grenais pela Sul-Americana. O MARCEL eu já disse: há muitos melhores do que ele com um porte físico parecido – o Chengue, que está esquentando banco, por exemplo, é bem melhor do que o MARCEL com a bola no pé e tem muito mais garra pra invadir a pequena área em momentos de abafa, nos quais temos perdido muitos gols feitos.

    O pecado do LÉO não foi ter entregado gols mas, sim, estar mal posicionado tanto como zagueiro da sobra como pelo lado esquerdo – de onde saíram três dos quatro gols, além daquele quase 5º gol deles no final do jogo.
    ____________________

    GUSTAVO: se não foi em 1997, foi em 1998. Bah, essa do “AMIGÃO PARAGUAIO” (porque o legítimo é o PAULO SOARES da ESPN BRASIL) eu nem lembrava… Foi por essas e outras que ele conseguiu ir para a GLOBO… Mas o cara tem aparecido cada vez menos. Acho que ele tomou um gelo! :)

    []’s,
    Hélio

  4. gustavo disse:

    “Em 1997, CELSO ROTH liderava o BRASILEIRÃO com o TRADICIONAL ADVERSÁRIO. Depois que começou a perder terreno, ficou em nono lugar pelo saldo de gols, perdendo a última vaga para as quartas-de-final. ”

    Helio, em 1997, creio que o Inter se classificou para aquelas duas chaves de 4 times, o grupo era Inter, galo, santos e palmeiras. Foi o famoso ano da matéria do – lamentável – Regis Rosing com o Christian comendo galo, peixe e porco no restaurante.

    A final foi entre palmeiras de felipão e vasco de edmundo, com o título indo para o vasco, que em 1998, ano de seu centenário, ganharia a libertadores, sendo uma (por enquanto) exceção vitoriosa de clubes brasileiros em seu ano de número 100.
    Depois cairia na realidade com direito a gol contra de Nasa e uma bucha de Raul em Tóquio contra os Merengues de Madrid.

    abraço!

  5. Kayser disse:

    Hélio, discordo quanto ao Léo. Ele foi o melhor dos 3 zagueiros (se considerarmos que o Jean é jogador de futebol e, portanto, zagueiro). A falha no gol do Índio é do Roth, que mantém sempre o Marcel no primeiro pau, junto à trave. Dali, ele sai para tentar antecipar o cruzamento. Contra o Goiás, ele fez isso e a bola passou às suas costas no gol olímpico do Paulo Bayer. E ontem, não conseguiu antecipar ao Índio. Seria mais lógico (é o bê-a-bá do futebol) deixar um jogador mais baixo junto à trave e o grandalhão e inútil Marcel marcando um bom cabeceador do time adversário. Perdemos o título em cobranças de escanteio contra o Goiás e o Inter.

  6. Jorge Vieira disse:

    Caro Hélio!

    Nunca fui um crente no título deste ano por conhecer a naba do treinador e comparar o atual plantel com aqueles que foram campeões no passado. Não temos um (apenas um) grande jogador no momento. Em 1981 havia mais de um: o gigante De Leon (capitão e dono do time), o Paulo Isidoro e um centro-avante inesquecível o Baltazar. Havia um grande goleiro o Leão. Esse time era recheado de muito bons jogadores como o Paulo Roberto, o Casemiro, o Newmar só para citar alguns. O de 1996 não vou falar, esse tu viu jogar, não tinha um grande matador na frente, mas o grupo era muito qualificado e havia o Felipão.

    E hoje o que temos? Como a média brasileira do momento é baixa, dá para ir levando, mas pensar no título, difícil. Sempre achei um exagero, natural do torcedor que sempre acredito no discurso do título. Defendi aqui, e lá no Guga, que chegar na Libertadores seria uma grande conquista e continuo achando.

    O que me dói é que foi a primeira goleada no aterro, em quase 40 anos de existência do Beira-Rio, e a segunda deste que me reconheço como torcedor, deste os anos 60 (aqueles 5X2). As circunstância da derrota foram terríveis, até o segundo gol estávamos bem na partida, o gol do Alex desandou a coisa. O Roman é um mau juiz, sempre foi.

    Quanto ao Roth, não fico surpreso.

    Mas não tá morto quem peleia, não há mal que sempre dure.

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