GRÊMIO: 105 ANOS DE HISTÓRIA JUNTO À FAMÍLIA PAZ

BANDEIRÃO DA GERAL DO GRÊMIO

BANDEIRÃO DA GERAL DO GRÊMIO

Vamos falar de história? ;)

Nasci pequeninho, mas cresci e conquistei tudo. Desde a nossa terra até o planeta Terra. Fui ao inferno para voltar como milagre. Se eu fosse uma pessoa, provavelmente não estaria fazendo 105 anos de pé. Mas eu não sou um. Sou vários. E sendo vários, sou imortal. Grêmio 105 anos. Obrigado por fazer parte dessa história.

A data mais do que centenária me enche de orgulho ao lembrar dos dois caras que me puseram nesta pra nunca mais sair: meu pai, JOÃO EDSON MENEZES PAZ (CACEQUI/RS, 19/06/1930 – PORTO ALEGRE/RS, 22/09/2002), engenheiro da VIAÇÃO FÉRREA DO RIO GRANDE DO SUL e da REDE FERROVIÁRIA FEDERAL S.A., presidente da ASSOCIAÇÃO DOS FERROVIÁRIOS APOSENTADOS DO RIO GRANDE DO SUL em seus últimos 17 anos de vida. De 1991 até sua morte, insistia em dizer que só ia a quase todos os jogos porque eu não dirijo. Mas ele realmente gostava de várias coisas. Entre elas: conversar sobre a vida, sobre tecnologia, sobre as suas histórias da infância e do trabalho, sobre os antepassados que eu não conheci, assistir qualquer tipo de programa no DISCOVERY CHANNEL, sobre política e, obviamente, sobre futebol; encontrar seus amigos todas as tardes de segunda a sexta e de fevereiro a dezembro na AFARGS mas, principalmente, ajudar a melhorar a qualidade de vida de mais de 6.000 associados.

O outro cara que me pôs nessa foi meu avô, EDEGAR PAZ PADILHA (SANTANA DO LIVRAMENTO/RS, 08/10/1903 – PORTO ALEGRE/RS, 09/1985) ainda registrado à moda hispânica, com o sobrenome do pai antes do sobrenome da mãe). Lembro de duas partidas históricas que eu compartilhei com o Vô na LIBERTADORES de 1983 (a melhor de todas, disparado, apesar de os mais jovens só lembrarem da de 1995): a sofrida vitória de virada por 2×1 sobre o AMERICA DE CÁLI, na qual o lendário goleiro MAZAROPI (se essa gurizada acha que DANRLEI era ‘o’ cara, podem tirar o seu cavalinho da chuva) defendeu o primeiro de mais de duas dezenas de pênaltis defendidos com a camisa TRICOLOR. O Pai passou no apê do Vô, que ficava na rua Francisco Ferrer, no bairro Rio Branco em Porto Alegre e nos levou direto ao OLÍMPICO MONUMENTAL. Como o Pai só aposentar-se-ia da RFFSA em outubro de 1983, ele não pôde ir conosco. Na volta, eu, com 10 anos, tive que encarar uma até então inédita, inesperada e irrecusável caminhada do OLÍMPICO até a Francisco Ferrer para o Pai me buscar lá pelas 18:10h. Era uma nublada e fria tarde de quarta-feira, 06/07/1983.

Acho que veio daí o meu enorme prazer em explorar a cidade a pé ou via transporte coletivo: um avô operário da VFRGS, um pai engenheiro de minas e metalurgia (URGS, 1956) e o meu desprendimento tipicamente geminiano, que me faz sentir um enorme prazer em ter contato com pessoas de qualquer origem e bater um frívolo papo com um desconhecido qualquer durante um passeio. O Pai também adorava o Centro de POA, e eu também não troco o Centro por shopping nenhum!

Meu irmão Ricardo teve seu auge como freqüentador do OLÍMPICO na sofrida década de 1970, quando ia aos jogos ou com o Vô Edegar, ou com nossos primos Daniel e José Daniel, ou com seus colegas de Rosário Xande e seus irmãos, Lalau e Felipe. Como ele é 14 anos mais velho do que eu, tivemos poucos jogos juntos. Foi com ele e com seu colega de faculdade Sérgio que eu pus meus pés pela primeira vez no estádio do tradicional adversário. Lá, experimentei pela primeira vez a estranhíssima sensação de ser minoria e de estar em território adversário. Infelizmente, estava bem atrás da goleira em que MAURO GERALDO GALVÃO (grande zagueiro, grande cidadão e uma agradabilíssima figura humana) fizera um gol de bicicleta. Também acompanhei naquele início de década de 1980 à virada de casaca do centroavante GERALDÃO, que era nosso e, depois, nos detonou quando jogou por “eles”.

Houve também um outro clássico no estádio “deles”, à noite, no qual houve um empolgante 2×2. Estávamos perdendo por 2×1, até que o inesquecível VALDO empatou. Foi minha segunda sensação de alívio depois daquela experimentada pela defesa do Lobão e pelaa virada contra o America em 1983.

No hexacampeonato gaúcho de 1990, eu, Ricardo e meu grande amigo Luciano Nunes Rolla, sobrinho-neto do lendário Oswaldo Rolla, o FOGUINHO, fomos nas cadeiras cativas e vibramos um monte com aquela goleada por 4×1. Normalmente comedido, de vibrar apenas erguendo o punho cerrado, o Ricardo foi talvez o precursor da avalanche, ao descer alguns degraus até o peitoril sobre a Social a cada gol. Eh, eh!

Também fomos a alguns jogos quando o meu sobrinhos Bernardo tinha mais ou menos dois ou três aninhos. O legal é que ele um dia pediu pra entrar em campo e jogar. Fomos ao histórico GRÊMIO 1×0 CRICIÚMA pelo BRASILEIRÃO de 1995, último jogo antes de viajarmos para decidir o Mundial em Tóquio, no qual o lateral ROGER (hoje no FLUMINENSE) marcou seu primeiro gol como profissional.

Também fomos eu, o Ricardo e o Pai no “me engana que eu gosto” da ISL, na apresentação de Astrada, Amato, Zinho e na volta de Paulo Nunes com o show da Ivete Sangalo antes do jogo.

No ano seguinte à morte do Pai, também fomos a uma boa quantidade de jogos juntos.

O mais legal é que, depois de várias tentativas, há quase três anos, encontrei uma mulher incrível, que vai comigo a todos os jogos do GRÊMIO, apesar de ter sido criada em uma família de gente muito legal, porém de péssimo gosto clubístico. Contudo, de tanto ouvir os cânticos da GERAL, rendeu-se completamente e assumiu o seu gremismo, pegando até mesmo uma leve antipatia pelo tradicional adversário, pelo qual não torce mais de jeito nenhum. Outro grande fator de aproximação da Lúcia (popularmente conhecida como ‘minha Lu do Hélio’) é que o filho dela, Leandro, também associou-se ao GRÊMIO e virou um torcedor que realmente sofre e fica de péssimo humor quando o TRICOLOR DOS PAMPAS perde ou empata. O Léo tem uma característica muito interessante: assim que a cabeça desincha, eu, como sou muito crítico, costumo pegar pesado ou apenas ver o pior lado da questão. Pois sabem que o guri me ajudou a encontrar um ponto de equilíbrio nas minhas análises?

Não sei se terei algum filho para poder deixar esse legado, nem por quanto tempo ainda poderei manter minha freqüência alta no OLÍMPICO, pois não tenho a menor idéia de como, quando e nem onde estarei morando nos próximos anos, já que as faculdades de Comunicação aqui no RS estão consolidadas e saturadas. Além disso, não gosto de inverno frio, úmido e nem chuvoso e adorei a experiência de morar por 10 meses no Rio de Janeiro entre 2000 e 2001.

Enfim… Se ficar por aqui, nada muda. Se tiver que emigrar para outro estado, estarei sempre junto ao consulado local.

E DÁ-LHE GRÊMIO!!!

, , , , , , , , , , , ,

Powered by ScribeFire.

Anúncios
Sobre

Prof. M.S. @heliopaz | @unisinos | @comdig | @agexcom | @jetunisinos | @cultdigitalunis | @gremiosempre | http://bitly.com/tNhPU3

Marcado com: , , , , , , , , , , , , , ,
Publicado em ATIVISTAS

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

page views
  • 309,597 (d. 12/05/2006)
Free hit counter estatísticas heliopaz.wordpress
comentários
Suzimary em PIRÂMIDE DO CAPITALISMO (…
Ivo Antônio Barra em E-MAILS DOS MINISTROS DO …
maison pereira lima em E-MAILS DOS MINISTROS DO …
Francisco Reginaldo… em E-MAILS DOS MINISTROS DO …
Francisco Reginaldo… em E-MAILS DOS MINISTROS DO …
%d blogueiros gostam disto: