NO INTERIOR: – FUTEBOL, + ESPORTE AMADOR

Para que não reste nenhum mal-entendido em relação ao post anterior: não sou contra a existência de clubes pequenos nem contra a existência dos campeonatos estaduais. Contudo, estes certames menores deveriam ser disputados única e exclusivamente pelos clubes que fazem parte apenas das séries C e D do BRASILEIRÃO – e também como forma de classificação à Série D.

O que torna difícil o crescimento e a racionalidade nos clubes pequenos é o paternalismo das federações estaduais e o caciquismo, isto é, apenas o mesmo cacique local e sua turma é que comandam a gestão desses clubes, sem nenhum preparo profissional (administração, direito, economia, marketing, psicologia, educação física, comunicação social e visão empreendedora).

À exceção de rivalidades de bairro e de classes sociais no início do século XX e da necessidade puramente pessoal de pequenos grupos de se fazerem representados no mundo do futebol profissional, não existe nenhum motivo técnico ou racional que justifique a existência de SEIS clubes profissionais em Pelotas e em Rio Grande, CINCO entre Passo Fundo, Ijuí, Erechim e Três Passos, mais OITO na Grande POA (à exceção da Dupla), TRÊS entre Bagé e Alegrete, SETE entre Santa Maria, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul, mais alguns na Fronteira Oeste e diversos outros na Serra (além de Esportivo, Caxias e Juventude).

Afinal de contas, de carro ou de ônibus, o tempo de viagem e o trânsito entre essas cidades para assistir a um jogo de futebol seria quase sempre mais curto e mais rápido do que entre bairros dentro de Porto Alegre, por exemplo. E seria um programa barato.

De aproximadamente 40 clubes ditos profissionais de futebol, o RS poderia ter 10, todos com mais torcida, reduzindo a torcida do Grêmio e do tradicional adversário, reforçando os laços de várias comunidades e aumentando enormemente as chances de o RS ter representantes em todas as divisões nacionais e na Copa do Brasil quase sempre.

Tanto a paixão pelos grandes e centenários clubes dos grandes centros como a pequena capacidade econômica de lugares menores impedem que haja futebol competitivo e bem planejado.

Já falei e vou repetir: um belo time de futsal, vôlei, basquete ou handebol, escolas, patrocinadores e clubes sociais aglutinando e oferecendo estrutura para esportes individuais (tiro esportivo, tiro com arco, atletismo e natação) custam centenas de vezes menos, criam novos pólos de referência para atividades específicas e, finalmente, mobilizam uma comunidade inteira para torcer e consumir com mais força do que no futebol em uma série de casos.

Quem sabe não estaria aí também a grande oportunidade de popularizar e desenvolver o futebol feminino no Brasil?

Pra terminar: não seria um belíssimo motivo de incrementar o turismo no interior a partir da atração de entusiastas de esportes com pouca representatividade e com baixa qualidade técnica provenientes da capital e de outros estados e países?

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