+ SOBRE VOTO NULO

O post anterior foi compreendido de diversas maneiras diferentes. Nada muito diferente do que eu esperava que fosse.

O CESAR CARDIA do AMIGOS DA GONÇALO DE CARVALHO mandou-me um e-mail com uma vivência sensacional que ele teve durante a nefasta ditadura militar. É um relato verdadeiramente comovente e autêntico que o RODRIGO publicou no CÃO UIVADOR e vale a pena conferir. ;)

No meu post anterior, o Mano e o Guillermo consideraram minha posição “decepcionante”. A Sil considerou “covardia”. O Saroba e o Edson, por sua vez, argumentaram a favor de dois aspectos: a) que a insatisfação com o sistema não vai mudá-lo através de um voto de protesto e b) que não existe outra arma para lutarmos contra o status quo, notadamente neoliberal e de direita.

Ao mesmo tempo, de uma maneira e de outra, todos comentaram (inclusive a CLÁUDIA do DIALÓGICO), sem exceção, alguns explícita e outros implicitamente, a favor do voto no menos pior que não seja de direita – pelo menos no 1º turno.

Vários de vocês são pelo menos 10 (alguns 20 e outros 30) anos mais velhos do que eu (tenho 35 anos) e vivenciaram coisas que eu não vi. Para a sorte de vocês, foram criados em famílias bem menos conservadoras e alienadas do que a minha e, de alguma forma, tiveram exemplos de resistência para se orgulhar e apoio incondicional até mesmo dentro de casa: irmãos, pais, avós, tios, cunhados, etc. tiveram muito valor e inspiraram vocês a serem como são desde sempre. A quem já tive o prazer de conhecer pessoalmente, tenho uma enorme admiração.

Embora tenha sido bastante injusta e intempestiva, posso compreender a Sil, em função do fato de que o voto para presidente foi proibido de 1964 a 1989 (quando eu tinha 16 anos e votei pela 1ª vez). Apesar de ela não ter contado uma história tão legal nem ter sido tão simpática como o CESAR, por enquanto estou tentando enxergar sua posição como parecida com a dele, isto é, ainda vendo o voto como um direito – um dos poucos direitos legal e empiricamente respeitados – do cidadão.

Nunca, até poucas semanas atrás, sequer cogitei a hipótese de anular meu voto. Pensava muito nos que lutaram durante a ditadura, no cabresto dos grotões e em escolher o programa de governo, partido, aliança e candidato de esquerda menos pior para ao menos estancar durante quatro anos grande parte da sangria representada pela pornográfica especulação imobiliária da cidade. Ao mesmo tempo, pensava na coleta de lixo de qualidade não-terceirizada; em uma CARRIS com mais ônibus cujo design não tenha degraus internos, corredores estreitos e nem porta no meio, com acabamento mais robusto; em políticas de inclusão social, de melhoria na educação, na saúde, no lado positivo do ORÇAMENTO PARTICIPATIVO e assim por diante.

Pois bem: o que me faz ser tão pessimista em relação às opções disponíveis? Na direita, não há sequer como pensar em votar. Nem bêbado, nem chapado e tampouco com uma bazuca apontada para a minha cabeça. Ao mesmo tempo, definitivamente, não vivemos uma situação ideal de conscientização social e de vontade coletiva não apenas de quem vota mas de quem assume como uma grande responsabilidade e como um privilégio extremamente seleto a distinção de ser escolhido representante de um programa que defende as demandas de quem o definiu como seu legítimo representante no parlamento municipal.

Nesse sentido, ainda acredito muito na combatividade e na independência de uma série de vereadores (quase todos do PT). Em âmbito local e comunitário, o ALDACIR OLIBONI, o MARCELO DANERIS e a SOFIA CAVEDON ainda me parecem os melhores. O DANERIS é candidato a vice-prefeito. Considero-o uma grata revelação, pois o PT precisava muito de um nome para renovar os seus quadros nas majoritárias. O FLÁVIO KOUTZII, infelizmente, cansou do parlamento e nunca entusiasmou-se com a hipótese de concorrer ao executivo. O TARSO está em outra; o OLÍVIO está envelhecendo e não tem mais saco, apesar de sua enorme coragem de ter disputado o Governo do Bovinão com o que de pior o gaúcho já escolheu; o RAUL PONT também acho que está em outra e é um nome que, apesar de eu considerá-lo como o melhor prefeito que POA já teve, infelizmente, não é bom de marketing junto à “classe” média e isso deve, sim, ser muito levado em consideração. Finalmente, quem eu queria lá e faria campanha com todo o prazer apesar do meu tempo cada vez mais escasso, perdeu na prévia: MIGUEL ROSSETTO.

Se a LUCIANA GENRO não tivesse escrito junto com o ROBAINA um livro detonando o PT, talvez a visse com outros olhos. Porém, ela estragou tudo ajudando a pôr gasolina no discurso reacionário da pior “classe” média do Brasil, na província da pior mídia e dos piores industriais e latifundiários possíveis, que protagonizam e patrocinam a difusão massiva de um discurso que incentiva a crença em um estado de guerra permanente e não-explícita informalmente declarada contra os movimentos sociais e contra o pensamento divergente.

Quando olho para nossas praças, pontes, marquises e esquinas mais movimentadas das piores avenidas, não vejo nenhum legado do trabalho de serviço social realizado pelas administrações populares. Independentemente da mudança radical de ideologia e das diretrizes dos gestores do desgoverno do Poeta, funcionário público concursado de longa data é funcionário público de longa data: apesar de sofrer perseguições veladas e de não contar nem com a sua própria autonomia e nem com um diretor que abrace medidas de empoderamento pessoal capazes de alterar um pouco essas diretrizes, creio que deveria, sim, haver um esforço substancialmente maior para tornar públicos todos os desmandos, nepotismos, CCs, medidas anti-populares e de lesa-patrimônio público.

A educação está um LIXO: mesmo que as escolas municipais durante os 16 anos de Administração Popular recebessem melhor equipamento e pagassem melhor aos professores, proporcionando-lhes cursos de aprimoramento pedagógico, seus resultados, embora melhores do que os das escolas do Estado visivelmente sucateadas, são incapazes de produzir cidadãos mais conscientes de que devem ser otimistas, que o crime não compensa e que, apesar de todo o sacrifício e de toda a dificuldade, poderão tornar-se profissionais capacitados, para os quais pensar em entrar no ensino superior não pode ser considerado nem uma utopia, nem um sonho distante e nem tampouco um privilégio para poucos. Não há envolvimento dos professores com o cotidiano dos alunos.

A saúde deu uma recuperada por causa do investimento do Governo Federal. Se estou fazendo tratamento gratuito para curar a HEPATITE C, é por causa do SUS, do Ministério da Saúde, do ministro José Gomes Temporão e não por causa do Osmar Terra, do Germano Bonow ou do (ECA!) Eliseu Santos.

Em termos de qualidade de vida, possuímos um contrasenso: de um lado, POA é a capital mais arborizada do país por Km2 (exceto a Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro); contudo, já ocupa a vergonhosa segunda posição no ranking das capitais mais poluídas (só perde para São Paulo). Como muito já poderia ter sido feito no sentido de resgatar a cidadania urbana do pedestre e do ciclista e ainda não foi feito, não é acreditando em um levantamento sobre onde e quantos quilômetros de ciclovias poderão ser construídos na cidade que eu vou acreditar em quem nada fez nesse sentido e irá utilizar tal argumento como programa eleitoreiro.

Os valores que eu mais prezo hoje em dia são:

1) Ecologia acima de tudo como condição sine qua non para uma qualidade de vida e para um exercício pleno de cidadania, solidariedade, respeito e tolerância;

2) Educação pública de qualidade em todos os níveis, com preparação de cidadãos corajosos, esforçados, solidários, competitivos, autônomos e sensíveis através de um forte investimento no esporte e nas artes em geral;

3) Saúde pública atenciosa, rápida, sensível e competente;

4) Recuperação e ampliação de todos os aparelhos de lazer, descanso, contemplação e esporte em praças e parques;

5) O retorno de um programas sério de reciclagem de lixo;

6) Radical severidade na alteração do Plano Diretor a fim de proibir a construção de prédios com mais de seis andares (contando cobertura, garagem e área de lazer) e fazer valer a lei para a orla do Lago Guaíba;

7) Limpeza de estações de ônibus da Terceira Perimetral e utilização de elevadores e escadas rolantes onde ambos estão sempre desligados como uma forma de valorizar e de respeitar o cidadão que passa o dia inteiro batendo perna e volta cansado, cheio de sacolas;

8) Obrigatoriedade da aceitação da meia entrada para professores, estudantes e idosos acima de 65 anos em qualquer horário e em qualquer sessão de cinema, teatro e partidas de futebol. Por enquanto, essa lei ainda é capenga e parcial;

9) Política de governança digital: uma prefeitura virtual na qual todo santo projeto a ser votado na Câmara Municipal fosse devidamente publicado com bastante antecedência, assim como as motivações de quem o idealizou, a quem ele defende, quem e quanto tem algo a perder, quem irá ganhar mais com o projeto e, finalmente, qual a sua ordem de prioridade de execução. Informações completas a respeito das empresas participantes das licitações (donos, sócios, ex-funcionários que estão na iniciativa privada, ligações sociais e comerciais com membros dos diversos partidos, etc.). O eleitor teria seu nome completo, endereço residencial, comercial, identidade, zona e seção eleitoral e título de eleitor cadastrados na PROCEMPA e receberia e-mail e torpedo no celular para lembrá-lo de que o prazo da votação vai até tal data, com o link para tomar pé do assunto.
____________________

Infelizmente, sei que nada disso irá acontecer. A esquerda está pálida, com um discurso vazio devido à sua adesão ao marketing eleitoral. A publicização e a presença dos candidatos em comunidades para conversas informais olho no olho é cada vez mais escassa e protocolar. O PT isolou-se do PDT, do PSB e do PC do B porque manteve-se como um partido predominantemente de operários e de funcionários públicos de baixo escalão com capacidade técnica reduzida e baixo número de profissionais de carreira concursados simpatizantes de esquerda. Em nível nacional, apelou para a união com o neoliberalismo e mostrou que só é cidadão quem possui carteira assinada, excluindo biscateiros, autônomos e os movimentos sociais do campo e da cidade do seu modo de governar.

Além disso, a mudança de posições práticas, políticas e ideológicas e a reformulação das redes sociais das três candidatas supostamente de esquerda durante seus mandatos como deputadas federais tirou delas o brilho no olhar, a sinceridade, a combatividade e a firmeza de propósito. O fim da FRENTE POPULAR liquidou com a possibilidade de uma delas ser eleita.

Como já disse antes e vou repetir aqui, confio em uma série de fatores que mudaram MUITO na sociedade. Acho que o cabresto está com seus dias contados, que não há dinheiro que chegue para comprar votos e que está cada vez mais fácil fiscalizar, denunciar e provar as falcatruas dos políticos.

Definitivamente, não considero meus motivos inspirados nas antigas práticas da direita. Se estou pessimista quanto à representatividade na majoritária da capital, caso morasse em Esteio, Canoas, Sapucaia, Gravataí, Viamão, Santa Maria, Bagé, Caxias do Sul ou São Leopoldo, votaria em um candidato a prefeito do PT sem pestanejar. E acho que, em pelo menos 70% dessas importantes cidades, o PT ganha e, por ser pequeno e local, atenderá melhor as demandas dos que mais precisam.

Aqui, não tenho essa confiança.

De mais a mais, eu não vejo mais o voto nulo como uma omissão nem como a negação de um direito adquirido, à medida que o acompanhamento da mídia corporativa e de seus patrocinadores é cada vez menor, a renda dos mais pobres está aumentando e todos, sem exceção, trabalham e se divertem por mais tempo, creio que um protesto inicial visando alterar a lei eleitoral para que seja proibida a doação de recursos públicos e de pessoas jurídicas para campanhas políticas e para que o voto torne-se facultativo.

Pensem bem: o esforço dos candidatos, das forças sociais e econômicas as quais representam e até mesmo a agenda midiática teria que moldar-se de uma hora para a outra para uma realidade da qual não teriam controle algum, pois as camadas mais populares (predominantes na população) beneficiadas pela visível melhora de suas condições de sobrevivência e aquela parcela da “classe média” que podemos calcular como 20% de votantes de esquerda aqui em Porto Alegre seguramente apresentarão um volume de engajamento muito maior do que a alienação consumista neoliberal. Dessa forma, com o voto facultativo resultante da etapa seguinte a um protesto anulatório, dificilmente os conservadores seriam convencidos a votar espontaneamente.

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9 comentários em “+ SOBRE VOTO NULO
  1. […] à discussão sobre anular ou não o voto no dia 5 de outubro, que o Hélio Paz iniciou no dia 14 e retomou na terça passada, após eu publicar o texto do meu […]

  2. Obrigado a todos que postaram comentários sobre esta questão. Foram todos muito bons! :)

    Respondo especialmente ao ROBERT: sim, eu tanto apóio como critico o PT. Apóio quando ele defende valores de esquerda essencialmente humanistas e quando não participa do mesmo toma-lá-dá-cá da direita. O fato de eu votar para vereador em alguém do PT e de não votar em ninguém para prefeito de Porto Alegre, assim como as decepções e os valores ainda existentes em alguns segmentos do PT gaúcho têm bastante relação com o que a Cláudia escreveu logo acima (respeito às origens) e também com o que o Saroba escreveu (falência do sistema político-eleitoral-representativo-legal vigente + esperança e lembrança no lado bom do que ainda resta do PT).

    A questão da Luciana Genro é mais complexa: antes ela tivesse criticado o que era para o PT ter sido e não o que ele nunca foi ou no que se tornou. A forma dela criticar faz com que o PSOL também faça uma guinada à direita sem sequer perceber. É muito diferente criticar as práticas de alguém do mesmo campo ideológico permanecendo no mesmo campo e reconhecendo o outro mais como aliado do que como oposição do que partir para uma circularidade que faz com que o seu discurso defenestrador de outro ente do seu mesmo lado o coloque no lado oposto.

    Ao fazer o PT girar 180º, o PSOL não percebe que ele apenas endossa o que a extrema direita pensa do PT.

    Por outro lado, minhas críticas são pontuais. Não considero o PT neoliberal nem necessariamente vendido mas, sim, obrigado a fazer concessões ideológicas inadmissíveis para a sua base histórica caso queira permanecer no poder.

    Logo, não existe mais certeza se as conquistas econômicas do Governo Lula são reamente maiores do que as perdas sociais ou não. Caso a balança esteja equilibrada no meio ou penda para a direita, então o procedimento está sendo exatamente o mesmo de todos os governos explicitamente caracterizados como conservadores.

    Nesse ponto, não me sinto representado por ninguém.

    []’s,
    Hélio

  3. Claudia Cardoso disse:

    Respeito muito a origem do PT: movimentos sociais da cidade e do campo, parte da igreja católica e intelectualidade. Afora a minha desconfiança a qualquer tipo de religião, há quase 30 anos atrás esta formação inicial foi responsável por uma nova geração de políticos – alguns já velhinhos hoje… risos…
    Lamentavelmente, a partir dos anos 90, uma política, digamos, mais agressiva, impulsionada a vencer a eleição majoritária a qualquer custo, transformou o partido – não todo a bem da verdade. Pois as tendências sempre disputaram internamente e os acontecimentos descobertos no ano 2005 foram fruto dessas escolhas internas – não derrotadas no último PED.
    Por isso as críticas de que o PT mudou e está se tornando um partido tradicional como qualquer outro de direita. No entanto, algumas das tendências derrotadas continuam no partido, bem como mantêm políticos e filiados, um dado que aponta que nem tudo está perdido para o PT.
    A crise da política se dá, na medida em que poucos se interessam por ela. No entanto, a direita é muito mais articulada, pois sempre soube que é importante estar no poder para manter seus interesses privados. E é aí que a porca torce o rabo: a esquerda se fragmenta por N razões, mas a direita se concentra cada vez mais.
    O fascismo crescente nos EUA e UE, e a campanha midiática contra os governos eleitos na AL são exemplos de que a turma é incansável na defesa de suas “garantias ancestrais”.
    Por isso, nesse 1º turno, voto no PT e o meu candidato a vereador é o único político que tem, como bandeira, a democratização da comunicação, a economia solidária e o software livre, bem como trabalhar junto aos movimentos sociais.
    Acho que a Manuela não emplaca, deve ser Rosário e Fogaça no final das contas.
    E qaundo o PSOL parar com suas campanhas moralistas e baixar a crista de um partido que nasceu sem base popular – teve que construí-la no processo, quem sabe, um dia, se se confirmar a bancarrota do PT, eu possa mudar meu olhar sobre este partido, que iniciou com o mesmo ranço petista SEM PERCEBER A MÍDIA COMO UM PROBLEMA POLÍTICO ESTRATÉGICO A SER ENFRENTADO.

  4. Robert Snows disse:

    …alguns ANOS…

    Ficou faltando.

  5. Robert Snows disse:

    É anti-Luciana Genro por birrinha de um livro detonando o PT?
    Não conheço o dito livro, mas faz alguns que o PT anda merecendo ser bem detonado. Tu mesmo faz isso de vez em quando.
    Querendo ou não, acreditando ou não, o PSOL e mais uns partidos menores são o que um dia foi a esquerda do PT. E pular do PT pro nulo é meramente fazer questão de desistir.

  6. Jaja disse:

    Alguém (num jornal) riu do David Lynch porque ele afirmou algo como “teremos paz quando mais pessoas tiverem paz”, em alguma entrevista aqui em POA.
    Soou como uma ridícula e vazia tautologia.
    Mas não era isso, ele estava dando uma reviravolta semelhante à reviravolta que o Hélio faz: ele não discute a sua inserção política a partir dos discursos dos políticos, nem dos textos, nem dos programas, nem de propostas gerais de mudança.
    Ele discute a partir de suas observações e análises.
    Ou seja, teremos política melhor quando mais pessoas (indivíduos, pois é, isso ainda existe) pensarem e se posicionarem politicamente.
    Viva!
    É isso, teremos uma política sã, decente, humana, quando mais gente usar a sua cabeça pra pensar e analisar o que acontece. Dedicando tempo, cuca aberta e bons princípios para julgar.
    E olha, com esse programa do Hélio, eu até votaria nele, se ele se candidatasse….
    Quanto aos atuais candidatos, ai, ai, ai, eu acho que eles estão praticando suicídio a prestação.

  7. O que precisamos com URGÊNCIA, caro Helio, é uma reforma política. Uma constituinte política como está sendo demandada por setores do congresso – EXCLUSIVA – ou seja, quem for eleito para ela não irá dividir seu tempo legislando o país. Muitas coisas tem que mudar. A primeira delas é que as regras de cada eleição são decididas pouco tempo antes de cada uma. Isto é inconcebível!
    A questão da representatividade proporcional também tem que ser modificada. Cada brasileiro = 1 voto e o voto terá o mesmo peso em qualquer lugar deste Brasil.
    Tenho como idéia que nosso sistema bi-cameral não alcança seus objetivos tendo tanto a Câmara como o Senado as mesmas funções, burocratizando o processo.
    Extingue-se o Senado, diminui a desigualdade de representatividade (ver, por exemplo o número de votos necessários para um senador em Roraima e em Minas Gerais).
    Tudo isto com muita participação popular e plebiscito para aprovação das modificações.
    Sim, tenho 17 anos a mais do que vc, ou 18… Vivi algumas situações que vc não viveu. Apesar de saber que aos 16 vc pode votar para presidente após longo período onde isto não aconteceu não responde por tudo que a geração que te antecedeu sofreu na pele.
    Tivemos 4 governos do PT em Porto Alegre sendo que 1 e 3/4 foram conduzidos pelo mesmo grupo que o Rossetto pertence, acho que o pessoal achou que era hora de mudar.
    Mais o governo um do Olívio e 1 e 1/4 governo do Tarso Genro.
    Em Porto Alegre certamente estaria nas ruas com Maria do Rosário assim como estive nas ruas com o Raul Pont nas últimas eleições. O desgaste que sentíamos depois de 16 anos de administração, somados aos nossos erros – que não foram poucos, é claro, impuseram nossa derrota. Mas o pior governo da Administração Popular da de 10 neste governinho do Fogaça…
    E são 4 anos a mais para sofrer.
    Dito isto, em Porto Alegre sou Maria do Rosário (13) Prefeita e Ana Ceres (13513) vereadora.
    Saroba

  8. Carlos Maia disse:

    Outro dia eu peguei um taxi. Quando eu pego um taxi eu converso com o motorista. E a conversa foi para a política. Não sei se é coincidência, mas parece que não existe taxista que goste do PT. Quando eles dizem que não gostam do PT eu pergunto para eles, por que? Ah, porque eles são muito arrogantes, se acham o máximo. Fiquei pensando, flor de arrogante é a nossa governadora. E ela, a nossa governadora não é arrogante? Ele me disse, também é, mas ela não é do PT. O trânsito estava trancado, o motorista me disse, esse Fogaça está fazendo de tudo para perder a eleição. está fazendo obras viárias no horário de pique. Por que não faz a noite, de madrugada? Eu concordei com ele.

  9. Gnorante disse:

    Concordo que uma votação nula maciça em que se tornasse amplamente conhecido o motivo do protesto poderia ter resultados práticos.

    Da maneira como de fato ocorreria, sem uma massa de votos nulos significativa, que creio ser algo acima de 50%, tal ação seria completamente inócuo. Pior, vc deixa de influenciar positivamente uma eleição e passa a influencia-la negativamente, esvaziando os votos daqueles mais conscientes, incluindo vc mesmo.

    Nenhum candidato ou partido político vai algum dia representar completamente aquilo que considero correto, então devo votar em mim mesmo ou anular?

    Meu voto é uma pequenina maneira de influência concreta. Não a trocaria por uma mera possibilidade de influência, ainda mais com igual possibilidade do tiro sair pela culatra.

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