EM PORTO ALEGRE, A ESQUERDA PRECISA VOTAR NULO

19 comentários sobre “EM PORTO ALEGRE, A ESQUERDA PRECISA VOTAR NULO”

  1. Hélio,
    Até já votei nulo, no tempo da ditadura.
    Mas hoje não consigo pensar em anular o voto, mesmo que não encontre o candidato ideal para votar.
    Éque sempre tem alguém que a gente não quer que vença de nenhuma maneira. E nesse caso meu voto é contra ele!

  2. E o fato de se escolher um candidato não significa dar a ele ou ao partido dele um “atestado de superioridade moral” ou qualque coisa neste sentido. Isto para mim, e acho que para uns 90% do eleitorado, é evidente.
    É bom que você desconfie das intenções de todos os candidatos, isso é sinal de maturidade e um instrumento a mais na hora de você decidir em quem votar.
    Concordo com você, a única forma de ação política, ou de expressão da cidadania, não pode ser o voto. É triste ver os partidos de esquerda institucionalizando-se e os movimentos políticos não eleitorais perdendo força. É o enqüadramento do cidadão em normas estabelecidas, bem controladas e conservadoras. Mas em que votar nulo não contribui para uma transformção disto?

  3. Não sei se entendi bem a sua posição. Pareceu-me um tanto nefelibata. Que o sistema institucional / político / partidário é podre não é novidade nenhuma. Votar nulo vai mudar alguma coisa neste sentido? Qual a conseqüência de se votar nulo? Afinal, alguém será eleito e você estará apenas abrindo mão de opinar a respeito. Eu não votaria nulo nem se os candidatos fossem o Capeta x Belzebu. Sempre tentaria avaliar qual deles seria o menos maligno para com os mais pobres, para com aqueles que são mais dependentes dos serviços públicos. Só cogitaria votar nulo em casos de candidato único.
    As forças conservadoras são tão imensamente mais fortes do que a esquerda! A gente não pode se dar ao luxo de se omitir ou de abrir mão de qualquer instrumento de luta que se tenha disponível. Se tivermos estilingues, daremos estilingadas, senão improvisaremos uma funda., ou seja, lutaremos com o que tiver disponível, não dá para esperar condições perfeitas. O que não dá é para cruzarmos os braços como se não nos importássemos com as conseqüências da eleição de um ou outro candidato.
    Repito, não sei se entendi direito a sua argumentação.

    Abraços

  4. Hélio, creio que compreendi teu post, ao contrário de vários dos ‘comentaristas’. Pelo que vejo, fizeste uma leitura inteligente do John Holloway. É por aí mesmo.

  5. “O FATO DE ALGUÉM PENSAR DIFERENTEMENTE DE MIM NÃO SIGNIFICA NEM QUE EU SEJA MELHOR, NEM QUE ELE SEJA PIOR.”

    Eu não gosto dessa insígnia, acho-a extremamente infeliz. É o mesmo que dizer: Hitler pensa diferente de mim, mas nem por isso ele ou eu somos piores, ou melhores, porque pensamos diferente. Sempre lembro do fascismo frente a expressões como essa.

    Quanto ao voto nulo, não a descarto em qualquer nível, seja para o executivo ou legislativo. Sou eleitora de 1º turno. Agora, se der Fogaça ou Manu, os dois candidatos da situação em Porto Alegre, é o mesmo que votar em 6 ou meia-dúzia, então, me abstenho. Votar na Frente Popular não é, nunca será, igual a votar nessas duas candidaturas, porque tem projeto político. PSOL, PSTU, PCO teriam meu voto contra qualquer desses dois situacionistas em segundo turno.

  6. Pra terminar: eu acho que a população precisa apanhar muito pra aprender.

    Como eu disse no post, cidadania é muito mais do que votar. Aliás, essa deveria ser a parte menos valorizada e de menor visibilidade no processo político.

    A política como um todo é muito maior do que os meios que nos impuseram os intere$$e$ graúdos.

    Se as leis no Brasil tendem a prender prioritariamente pobres, pretas e putas (com perdão da palavra e com total respeito, sem preconceito), a lei eleitoral também tende a facilitar conchavos, tráfico de influência e troca de favores.

    Eu prefiro lutar para que o financiamento das campanhas não possa ser feito por pessoas jurídicas nem pelo governo.

    []’s,
    Hélio

  7. Ninguém me conhece o suficiente pra dizer se eu sou covarde ou omisso. Sinceramente, eu acredito que uma das grandes conquistas do Governo Lula foi o que considero como o quase definitivo fim do coronelismo no Brasil.

    Ao mesmo tempo em que muitos pobres têm sido beneficiados financeiramente desde 2003 através de condições melhores de vida, muitos deles evoluíram em termos de instrução formal.

    Sei de tudo o que vocês disseram sobre o voto nulo já ter sido um instrumento da direita e que, no Brasil, não ERA considerado como uma forma de protesto.

    Da mesma forma, eu não acredito em política partidária, nem em sindicatos ou entidades de classe de espécie alguma. Sou contra o sistema vigente que obriga todos a se venderem. Nos grandes centros (no interior é diferente), quem não se vende, não se elege.

    Para vereador, eu voto. Para prefeito, não.

    Vocês nunca pensaram em repercutir demandas locais em nível global? Mudar o mundo sem assumir o poder?

    Eu não quero assumir o poder nem que alguém que vai me representar muito mal assuma. A direita não presta e não existe mais esquerda nos moldes em que eu acredito.

    Como vereadores, muitos são combativos e confiáveis. No legislativo, a atuação deles é combativa, fiscalizadora e propositiva. Mas no executivo, batem pra depois assoprar.

    A direita, por sua vez, só bate.

    Sem Olívio, Rossetto ou Raul Pont como candidato, não dá.

    []’s,
    Hélio

  8. O primeiro conhecimento que tive de voto nulo, ainda não votava, mas acompanhava o que acontecia, foi em 1970 ou 72, eu creio, quando o movimento teve um grande momento. Resultado a ARENA, partido de apoio da ditadura militar, ganhou do oiapoque ao chuy. Se gabou de ser o maior partido do ocidente. E o número dos eleitores que votaram nulo não foi divulgado.
    Outra razão: no Brasil o voto nulo não é considerado – como nas democracias – um voto de negação a todos os candidatos. Aqui ele se equipara ao voto em branco – que representa o conformismo com o que está e estará posto.
    O voto nulo não é acrescido aos votos dos opositores do primeiro colocado pois é considerado voto não válido e por isso não influencia negativamente quanto a obtenção da maioria (50% + 1) que o vencedor da eleição obtenha. Só se mais de 50% votasse nulo que iria se tornar um fato político de monta.
    Será que não tens nenhum candidato à sua altura? Fogaça se equiparou em qualidade aos governos da administração popular?
    Toma tino, rapaz.
    Vote 13 Maria do Rosário
    Se precisar de vereador(a) é só perguntar que aqui de Cuiabá te indico!

  9. Covardia.
    Por pior que esteja (e está) o quadro eleitoral, é covardia essa sua atitude.
    Que todos temos restrições a forma como se faz política no país, é claro e evidente. Mas simplesmente “pararmos” de votar não vai acrescentar nada.
    Me perdoe, mas seu texto me pareceu tirado de uma coluna de algum blog de direita.
    Discursos sobre voto não obrigatório, voto nulo.

    O povo já não se envolve e não compreende bem o processo eleitoral, mesmo sendo obrigado a participar dele, imaginemos então se o voto fosse facultativo?
    E quando cito povo, não só o povão ( que por vezes compreende melhor que muito almofadinha formado) por boa parte de nossa classe média, que não gosta, não quer falar….

    Por pior que esteja, acredito que sempre podemos tentar montar uma opção que seja razoável.
    Essa pasmaceira e essa falta de vontade criou seres como Germano Rigotto, Yeda Crusius, Fogaça, Dorneu Maciel, Lair Ferst….e por aí….

    sil

  10. Caro Hélio,
    O voto nulo sempre foi, no Brasil, um instrumento da direita. na ultima eleiçao, este movimento ganhou corpo como tatica do PSDB, achando que os descontentes com o governo LULA pudessem anular o voto. Começou ebtao uma campanha bem patrocinada pelo voto nulo. Quando os facistas notaram que a clase media conservadora é quem estava comprando a ideia, o grupo ZH colocou na capa do jornal DOIS DIAS SEGUIDOS materias dizendo que era um erro e mostrando exemplos de “bons cidadaos” que iriam votar.
    Por outro lado, em minha opiniao, quem vota nulo afirma duas coisas bem claras
    1.Nao particpipo porque ninguem presta, eu sou bom demais para isto, mas nao concorro ou participo, porque politica é coisa de desonestos ( e entao voltamos a tatica burguesa).
    2.Votando nulo, a pessoa deve se abter de criticar A ou B, pois nao se posicionou, e ao meu modo de ver considero uma atitude individualista, arrogante e nem um pouco democratica.
    Peço-lhe que reveja sua posiçao.
    Notaras certamente em alguns posts que seguiram aqui que os facistas lhe darao razao…mas votarao na direita!
    Um abraço
    Obs. Façamos agora, mesmo que errado e incompleto, façamos já, com a cara da honestidade e paixao pela vida, porque muito pior do que tentar fazer é se abster da vida em nome de uma utopia e deixar de tentar e viver.

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