ANALISANDO O GRÊMIO ATÉ AGORA

Grêmio – Marcel exalta apoio de gremistas na chegada a Porto Alegre

Mordi a minha língua com o MARCEL: há um detalhe importantíssimo no futebol contemporâneo que eu esqueci quando fiz a crítica das características do nosso centroavante de área.

Hoje, com o futebol cada vez mais científico, isto é, com preparo físico apurado e individualizado, fisioterapia, suplementos alimentares e vitamínicos, fisiologia e com toda a exigência que a pressão do mercado que representa esse grande negócio, mais do que nunca, destruir passou a ser amplamente mais fácil do que construir.

Velocidade, força e marcação prevalecem sobre o toque de bola que, embora fundamental, deve ser sempre objetivo e preciso.

Isso posto, quanto ao lado emocional e tático (que não é o forte dos técnicos brasileiros), desde que as leis do jogo e as normas de segurança estejam garantidas, os dirigentes de um clube de futebol de alto nível não podem resignar-se a respeitar demais (ou, pior: amedrontarem-se) nem estádio lotado, nem uma campanha superpositiva do adversário em seu estádio e tampouco cair na pilha da imprensa local.

O que vale é a NOSSA torcida, não a deles. Se eles são um no OLÍMPICO, ou 68.000 no MARACANÃ, não é isso o que importa: o que importa é manter o foco e estudar peça por peça do adversário.

Quem melhor enxergou o jogo de ontem no COUTO PEREIRA em CURITIBA foi o CRISTIAN BONATTO do BLOG DO TORCEDOR no GLOBOESPORTE.COM:

“Na vitória de ontem sobre o Coritiba, o técnico Dorival Junior foi mais uma vítima deste mistério. Iniciou a partida no mesmo 3–5–2 de Roth, mas este esquema sem os alas realmente apoiando se transforma em uma retranca. Ficou fácil para o Grêmio se manter no campo do Coxa em todo o primeiro tempo, Pico e Paulo Sérgio até esqueceram de voltar, mas com a região superpovoada a tendência era chutes de média e longa distância. No segundo tempo veio o sexto gol de Marcel no campeonato e o Coritiba veio pra cima com mais atacantes, abandonando o 3–5–2 que não era pra eles. Só assim tiveram alguma chance, não de empatar o jogo, mas de descobrir o que não conseguiram em 50 minutos de jogo, que tinha uma barreira ainda maior depois daquela, uma defesa que não é a mais intransponível à toa.”
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Até mesmo o melhor comentarista tático do país, PAULO VINÍCIUS COELHO, o PVC da ESPN BRASIL, tem errado em relação ao TRICOLOR DOS PAMPAS: somente hoje, no BATE-BOLA 1ª edição, ele começou a falar da consistência e do equilíbrio que o GRÊMIO tem demonstrado. Porém, o técnico do GRÊMIO não se chama PVC mas, sim, CELSO ROTH. PVC, um comentarista sério como PAULO CALÇADE e LÉDIO CARMONA, ao contrário da tosquice da “crítica” esportiva do BOVINÃO, respeita ROTH e sabe que ele não é e nem nunca foi um mau técnico de futebol. E, certamente, o chefe de reportagem da ESPN BRASIL aprendeu um pouquinho mais entrevistando o nosso treinador recentemente. Contudo, ainda não dá o braço a torcer em relação à uma fala sua que tem-se tornado sistemática nas últimas semanas no LINHA DE PASSE nas segundas às 21:00h:

“O GRÊMIO eu ainda não vejo como candidato ao título porque falta alguma coisa.”

Lamentavelmente, esta talvez seja a terceira vez desde que o acompanho na TV há cerca de 10 anos que terei que discordar dele: em primeiro lugar, toda crítica deve vir acompanhada de referências factuais com o registro da fonte da informação. Baseado em que o comentarista afirma que falta alguma coisa ao GRÊMIO? O que falta? E, mesmo faltando “alguma coisa”, quais são as formas de contornas essas deficiências a partir das características do plantel disponível? Em poucas palavras, como compensar as falhas e aperfeiçoar ainda mais as qualidades apresentadas?

O PVC postou em seu blog sua famosa prancheta, famosa durante os três anos em que seu blog esteve no LANCENET, onde descreve as virtudes e defeitos do EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA da seguinte maneira:


Blog do PVC

“COMO JOGA O GRÊMIO

O Grêmio joga com três zagueiros, com Pereira fazendo a sobra. Léo é ótimo no combate e, com Réver, trabalha para os dois laterais subirem livres. O problema gremista está aí. Os alas não vão à linha de fundo e seus cruzamentos, da intermediária, pegam a defesa adversária postada de frente. No meio-de-campo, William Magrão e Rafael Carioca desarmam e saem para jogar com força. Mas Tcheco não dá velocidade para que a bola chegue a Perea e Marcel. O atacante colombiano é muito veloz. Abre espaços pelos lados para Marcel fazer os gols. O ponto forte do Grêmio é a defesa, pelas atuações dos três zagueiros e dos dois volantes. O ponto fraco, as laterais.
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Como o antigo titular da lateral esquerda HELDER é tão-somente um feijão com arroz na marcação e muito fraco no apoio, CELSO ROTH voltou a apostar em ANDERSON PICO. PAULO SÉRGIO tem sido muito criticado e FELIPE MATTIONE sempre foi exageradamente hypado pelos torcedores que acompanham as categorias de base e também pelos dirigentes. O guri é melhor no apoio do que na marcação – tarefa decisiva para que ele corresponda às expectativas.

O toque de bola de TCHECO é mesmo lento.

Até aí, não há como discordar do PVC. No entanto, pergunto: e as virtudes desses mesmos jogadores dentro da mecânica de posicionamento, passe e contra-ataque montada por ROTH?

Como bem lembrado hoje pelo próprio PVC, o GRÊMIO fez 11 de seus 28 gols em 16 rodadas a partir de jogadas de bola parada. Portanto, considero MARCEL e os zagueiros (em qualquer combinação de três – LÉO, RÉVER, PEREIRA, JEAN ou THIEGO) fundamentais na área.

Porém, ANDERSON PICO arrisca de fora da área, é vigoroso e cobra arremessos manuais dentro da área. PAULO SÉRGIO, de janeiro para cá, aprendeu a marcar e sabe cadenciar o jogo com a sua experiência.

O mesmo vale para TCHECO: alguém já parou pra pensar que todo bom meia de ligação no estilo “enceradeira” costuma dar certo no GRÊMIO? Nesta passagem, felizmente ele ainda não se lesionou e tem tomado poucos cartões. Ele parece estar mais forte, pois, em 2006 e 2007, apesar da qualidade no passe e nas bolas paradas da intermediária, em 2008 seus escanteios têm sido primorosos. Em 2006/7, ele cobrava fraco no primeiro pau.

Talvez PVC tenha-se impressionado com a forma com que PEREA chegava com mais facilidade para concluir em função dos lançamentos em profundidade e da aceleração das bolas que partiam de ROGER CHINELINHO (excelente apelido dado por um amigo recente, o SALGADO).

Porém, em troca da explosão e da beleza plástica do ex-articulador gremista, em compensação, com TCHECO, diminuiu bastante o sério risco da gamela que se abria entre os volantes RAFAEL CARIOCA e WILLIAN MAGRÃO nos contra-ataques, que sempre assustavam.

Falhas individuais, coletivas e do próprio técnico certamente irão gerar algumas derrotas e empates no decorrer do campeonato. O discurso de cautela adotado por todos é absolutamente correto. Há sete candidatos ao título. O GRÊMIO é um deles.

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