O ATO CONTRA GILMAR EM PORTO ALEGRE

8 comentários sobre “O ATO CONTRA GILMAR EM PORTO ALEGRE”

  1. Cláudia,

    Em agosto/setembro, as baleias francas vão estar bem pertinho de Garopaba. Durante algumas semanas, todos os dias, elas irão passar por lá. Coisa linda de se ver! ;)

    Um rapaz, o Marcelo, é sociólogo e mora em Manaus. Ele acompanha os nossos blogs e entrou na roda, contando a sua trajetória. Muito legal!

    Outro propôs um plantão pra colher assinaturas para o impeachment do Gilmar Mendes na Redenção. O meu cunhado, Eduardo Schenini, também apareceu. Eles mais a Rosângela, minha cunhada, o Cesar, o Rodrigo e o Haroldo dos Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho estão com as folhas.

    No domingo, colheram mais de 100 assinaturas. Depois disso, só perguntando para o Cesar como ficou.

    Também apareceram lá algumas senhoras que fazem um trabalho muito legal em áreas muito humildes da cidade.

    Valeu também pelo papo com ela e com o Cesar, pois eles conhecem muito bem a falta de envolvimento da classe média e os problemas com a especulação imobiliária por causa do Plano Diretor.

    Finalmente, o Vítor do blog A Porto Alegre de Fogaça, que é estudante de sociologia e funcionário público, trouxe algumas informações sobre o que rola lá dentro.

    Também estava lá um casal onde a esposa Maria Lúcia trabalha numa secretaria de estado e disse que não dá pra acessar blogs com domínio gratuito nas repartições públicas.

    O Marco Weissheimer já havia postado que registrou o domínio rsurgente.net justamente por causa dessa censura.

    Sigamos o baile. Queria ir na reunião amanhã lá na sede municipal do PT, mas esqueci que, até lá, ainda não vou ter chegado da Unisinos.

    []’s e :*
    Hélio

  2. Hélio, notei uma coisa positiva na manifestação: pelas fotos, vi rostos novos!!! Isso é muito interessante e importante.
    Esta estava longe, vendo baleias bem pertinho da praia… Impressionante!
    Abraço!

  3. Hélio, o momento ainda é de refluxo da organização política. Minha impressão é de que os segmentos politicamente organizados da sociedade estão concentrados na luta por causas específicas – reforma agrária, cotas, direitos de gênero etc. Os partidos, antes ocupados de traduzir numa única linguagem esse conjunto de reivindicações, se descolaram dos movimentos sociais e se dedicam, quase exclusivamente, às batalhas eleitorais. Isso significa que há uma ruptura entre a sociedade e o Estado.
    Tenho a impressão de que a indignação popular ainda nã encontrou meios de se expressar em um movimento global, em modalidades de organização capazes de reunir diferentes atores em torno de causas comuns.
    Há bem pouco tempo tínhamos a clara idéia de que isso já estaria acontecendo. Os eventos de Genova, em 1999, e as edições do Fórum Social Mundial faziam pensar que, afinal, o neoliberalismo encontrara forças capazes de confrontá-lo em seu palco, o mundo.
    A ascensão de forças políticas, antes identificadas com a esquerda, a governos nacionais parece ter tirado muito do fôlego que movia a sociedade civil nacional. Parece que houve um efeito anestésico.
    Claro, tuas ponderações sobre as possíveis razões para não termos conseguido mobilizar mais gente são todas pertinentes. Mas acho que há problemas estruturais que levam a sociedade nacional a, de certo modo, lavar as mãos.
    Veja que sequer havia ali estudantes universitários, público quase cativo desse tipo de manifestação. Aonde está o pessoal que participa do FSM?
    Entendo que o caso Gilmar Dantas não é apenas nacional. Vários outros países – Peru, Venezuela, Equador etc. – viram, em anos recentes, seus Supremos se desmoralizarem por denúncias de corrupção, todas elas associadas às reformas pró-mercado empreendidas por seus governos.
    O problema é muito grave e não comporta soluções fáceis. Entendo que pôr o Supremo Ministro no olho do furacão da mobilização popular permitiria dar um sinal de que a paciência está se esgotando. Mas, pelo visto, ainda não está. Pelo menos não para os moradores de grandes centros urbanos.
    Espero que iniciativas próximas sejam mais promissoras. Vamos continuar lutando. u retornarei para Manaus essa semana. Mantenhamo-nos em contato para organizar atos e trocar idéias Sul-Norte. Abraço, Marcelo

  4. Fazendo uma reflexão sobre nossa mobilização de sábado e a pouca adesão, é impossível, Hélio, não olharmos para a inércia da sociedade civil gaúcha. O caso Mendes x Dantas é um exemplo de esculhambação das instituições pela cultura patrimonialista das elites, o que gerou protesto inclusive de dentro do judiciário, veja-se as manifestações de juízes e procuradores que pipocam no Brasil afora. No entanto, o judiciário e os juízes gaúchos continuam mudos, talvez resignados ainda com a mobilização dos colegas de outros estados. Lembro que me dei o trabalho de conferir os nomes e cargos dos manifestos, e encontrei apenas uma procuradora do RS entre todos. Vivemos um momento de treva na política da federação, não resta dúvida. O que nos levou a isso, teríamos que estudar muito para descobrir, mas ainda acredito que as esperanças residem nas classes populares que, ainda por uma questão de sobrevivência, fazem dos laços de solidariedade um forte cimento social. Participei de uma experiência popular no mesmo sábado à noite, numa vila de Porto Alegre, que me deixou esperançoso que de não estamos, ainda, definitivamente sucumbidos à lavagem cerebral da ZH e Diário Gaúcho. Grande Abraço.

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