LULA ARREGA PARA MENDES: DANTAS ÀS GARGALHADAS

6 comentários sobre “LULA ARREGA PARA MENDES: DANTAS ÀS GARGALHADAS”

  1. Maia,

    Eu vou além: contra fatos concretos e não plantados ou parcialmente contados, não há argumentos. Nenhuha instituição brasileira nunca foi capaz de fazer valer nem mesmo as suas regras básicas de respeito à instituição, de servir à sociedade como um todo.

    Isso é o que conta neste caso: se a lei é antiquada, se é torta, se foi redigida e aprovada num dado contexto, toda lei deve ser amplamente discutida, revista, ampliada e alterada para tentar resolver os problemas sociais atuais e não de 20, 40 ou 100 anos atrás.

    Se a lei só favorece à oligarquia branca, então não vivemos em um “estado democrático de direito” mas, sim, num estado anti-democrático para poucos.

    Logo, não é nada fácil simplesmente aceitar que um relatório redigido de maneira equivocada seja suficiente para deixar de acusar alguém que foi posto no STF justamente para manter a patifaria do maior corruptor da história deste país. Dantas atua há mais de 15 anos impunemente.

    Como pode um banco governamental de desenvolvimento (BNDES) emprestar dinheiro com prestações a perder de vista e juros baixíssimos para empresas suspeitas?! Como pode um poder independente no papel (a nossa suprema corte) ser regido por alguém que, desde 2002 quando assumiu, sempre foi considerado com severas restrições por seus pares?

    Logo, todo esse tipo de arbitrariedade permite que se discuta, sim, a diferença entre o que seria o legal e o que seria o justo para o Brasil atual.

    Não é discutir a pessoa do Mendes, nem o STF, nem a Polícia Federal, nem a forma corrupta de como foram feitas as privtizações, nem Lula, nem FHC: o que realmente importa é que, desde 1500, o Brasil NUNCA teve um PROJETO DE NAÇÃO.

    Então, no momento em que se sabe que um Renan Calheiros foi absolvido por seus pares no Senado; que um presidente do STF sim, realmente passou por cima de tudo e de todos; e que várias coisas que não voltam mais irão passar impunemente (dinheiro para os fundos de pensão, para o BNDES, julgamentos e prisões que são impossívels de serem feitas porque o prazo dos crimes da privataria devem prescrever antes do julgamento final daqui a sei lá quantas décadas), tudo isso deve ser cobrado e não meramente aceito porque é lei.

    Se um cara desses cai porque as pessoas resolveram pressionar seus representantes em qualquer instância pública (ou em qualquer instância onde o público e o privado estão atravessados), pode-se lançar a discussão.

    Do contrário, se o poder mantém o mesmo status quo (e status quo é uma relação conservadora que define privilégios para uns e de exclusão para outros, sempre os mesmos, durante muito tempo).

    Isso independe de conceitos como ditadura, democracia, esquerda ou direita: é tudo uma questão de o que queremos para o Brasil?

    []’s,
    Hélio

  2. Hélio, eu não defendo esse status quo. Acho apenas que o fato de Gilmar Mendes ter concedido habeas corpus ao Dantas não é motivo para pedir seu impedimento. Mendes tem sim seus motivos jurídicos e não houve supressão de instância (isso sim seria grave) porque esse habeas foi impetrado em abril e o processo, quando da prisão, já estava no STF. Esse dado fundamental vocês não comentam, não falam e não colocam em seus blogs. É isso o que eu critico, a parcialidade em enxergar certas coisas.

  3. A petralhada já se assanhava contra o guru do patrimonialismo – o malvado banqueiro Dantas -, antegozando a ocasião de ressuscitar a velha “luta de classes” preconizada pelo seu gibi da infância. O lulopetismo, com seus seguidores na imprensa e fora dela, tentava agora enxovalhar a Corte Suprema, incentivando movimentos contra seu presidente (ah, nomeado por FHC!). Pouco importava a instituição vilipendiada: era preciso derrubar o inimigo Gilmar Mendes (alguém que estudou, num tribunal que parece pouco chegado aos livros).

    Não bastasse tudo isso, o chapa-branca PH Amorim, lambedor de botas, chegou a perguntar, revelando o Zeitgeist lulista, onde estavam os ministros do STF nomeados por Lula (que, se não me engano, são maioria na casa), como se tudo fosse coisa de compadre. Lula nomeou os “jogadores” e eles não responderam?

    Há um recuo porque tudo o que é ruím vai parar na porta do Palácio do Planalto, sede de um Executivo imperial, envolvendo mais uma vez o secretário caipira que assessora o Imperador viajante, que tem amizade com um ex-político deputado (Greenhalgh) que assessora Dantas.

    Orlando

  4. Maia,

    Há 10x mais questionamentos e críticas ao Gilmar Mendes em todos os cantos do planeta do que elogios. Aliás, tu és a única pessoa que aceita e defende essa desinstitucionalização podre.

    Não sei se tu sabes mas, nos EUA, em 2004, a blogosfera foi descobrindo vários atos bem menores do que o caso Dantas em vários estados daquele país. Os blogueiros investigavam pequenas decisões equivocadas dos juízes da Suprema Corte, até que a mídia corporativa foi obrigada a divulgar esses fatos.

    Como conseqüência, o presidente da Suprema Corte foi exonerado.

    Lá, ao contrário daqui, felizmente, não é o presidente quem nomeia os juízes da Suprema Corte: eles são votados.

    Quem é rico de berço ou enriqueceu vindo de famílias onde quase todos têm curso superior não vai preso no Brasil. Não tem essa de “espetacularização” ou de não algemar: eles são muito mais meliantes do que um pobre que deu um tiro em alguém ou um aviãozinho do tráfico.

    Fora quem ganha na loteria, quem é herdeiro, quem tem muita sorte no mercado financeiro ou quem cria um produto ou serviço pioneiro, toda e qualquer outra forma de enriquecimento é ilicita.

    Se os políticos roubam, é por causa do exemplo que vem de cima. Se os pobres roubam, é por causa do exemplo que vem de cima.

    []’s,
    Hélio

  5. Depois do fracasso do ‘Fora FHC’ e do ‘Fora Yeda’ vem ai o ‘Fora Gilmar Mendes’. Não concordei com com a decisão do Gilmar Mendes que deferiu habeas corpus deferindo a liberdade de Dantas em relação a sua prisão preventiva. Mas, com base nisso pedir o impedimento de um Ministro do STF e que é um dos grandes nomes do direito constitucional brasileiro é dose para mamute. É completametne desproporcional. Criticam o Mendes porque ele passou por cima das instâncias inferiores, mas esse habeas corpus era preventivo e estava circulando no Judiciário há meses. E estava no STF. Quando ocorreu a prisão, os advogados de Dantas ( e ele sempre teve bons advogados) apenas aproveitaram aquele habeas preventivo para requerer a soltura do preso. Mas esse fundamental detalhe jurídico ninguém comenta, ninguém conta, ninguém revela. E por que ? Porque não interessa contar, o importante é pedir o impedimento de Mendes.

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