CLASSE MÉDIA GAÚCHA LANÇA BOATOS À VONTADE

12 comentários sobre “CLASSE MÉDIA GAÚCHA LANÇA BOATOS À VONTADE”

  1. Com o endosso do presidente da república, que apertou a mão do senador Zambiasi.

    Quanto mais eu assisto aos programas da série PLANET GREEN do DISCOVERY HOME & HEALTH (canal 55 da Net), mais me convenço de que vivemos em um mundo atrasado.

    Brabo é que o RS consegue ser ainda mais atrasado do que 23 dos 27 estados brasileiros. Isso prova que uma economia voltada para o latifúndio, para as megacorporações globais e para o rodoviarismo sem investimento em saúde, educação básica e técnica e com um ainda incipiente investimento FEDERAL em ciência e tecnologia é pouco demais.

    Tem gente que prefere esse modelo. Fazer o que?! Prefiro ir embora daqui e deixá-los morrer abraçados. Não me dá prazer algum me esforçar por eles.

    []’s,
    Hélio

  2. Paulo – acrescento que o projeto de tornar o estado um grande deserto com o avanço da monocultura está em andamento e será bem sucedido.Tenho a impressão de que foi feito um pacto de mediocridade.

  3. Maia,

    O problema do Brasil é que TODAS as privatizações deveriam ter sido feitas como na China: 50% + 1 pertence ao Estado como sócio. Vocês usam a marca de vocês, vendem os produtos e fazem o marketing como quiserem, desde que de maneira ética e legal. Estamos aqui para dividir os lucros. Assim, nossos impostos não serão tão altos e teremos dinheiro para investirmos em infra-estrutura.

    Se não houvesse trabalho escravo, degradação do meio ambiente nem falta de liberdades individuais, seria um sistema ideal de gestão de grana e de produção de infra-estrutura para toda a população.

    Se tanto as TVs 100% públicas como as 100% privadas de todo o planeta tivessem como paradigma uma BBC, teríamos uma sociedade mais bem informada, menos omissão, menos mentira, menos partidarismo.

    O governo Yeda NÃO SABE avaliar o ensino, pois só sabe enxergar o mundo sob o prisma receita, despesa e lucro. Não sabe trabalhar com o valor intangível do sensível e da descoberta de si. Esses são os verdadeiros valores da educação, capazes de alavancar o verdadeiro desenvolvimento.

    []’s,
    Hélio

  4. Então eu sou comuna, porque falta no RS um razoável serviço público de saúde e educação. Mas para que isso ocorra, o EStado tem que ter grana, tem que funcionar. E vocês ficam discutindo e berrando porque a OSPA vai se tornar uma OSCIP!!! A filarmônica de Berlim é parceria do município de Berlim com o Deutsche Bank. Por que não pode ser assim? E quando o governo Yeda quer fazer avaliação no ensino, o CPERS abre a boca. É muito complicado no RS mudar o status quo. A oposição — que é conservadora e perdeu a eleição quer impor sua agenda a fórceps. Quer impor agenda? Então que ganhe uma eleição. Agora, o governo Yeda, do ponto de vista político, é uma catástrofe.

  5. Concordo com o Maia. Acho a Yeda a melhor governadora dos últimos cem anos no estado. Essa história de escândalo no Detran é intriga do PT, aquele pessoal ( Lair e cia) são todos de confiança da Yeda. Tudo gente boa. O relatório da CPI feito pelo Troca foi perfeito. Quanto à educaçao achei o máximo ela ter fechado várias escolas no estado, afinal, pra que escolas se somos o “povo mais politizado” e educado do Brasil. Na minha turma da UFRGS todos fizemos uma boa escola particular e um bom cursinho e estamos todos felizes. Quanto à classe média gaúcha, ora, quem cresce num estado com os maiores índices de desenvolvimento do Brasil (ao nível de países europeus) ainda por cima lendo todo dia Zero Hora ( o melhor jornal do Brasil) e sabendo um pouco do que acontece acima do Mampituba pelo Jornal Nacional e pela revista Veja ( adoro o Reinaldo Azevedo e o Mainardi) , só pode ser uma classe de idéias oxigenadas e progressistas ,aliás muitos de nós só votamos no Partido Progressista. A saúde também vai muito bem, por exemplo quando alguém adoece na minha família é sempre muito bem atendido pelos médicos da UNIMED do RS. Isso é mania de comuna de dizer que não temos saúde nem educação.

  6. Outro detalhe importante: a humanidade é extremamente multifacetada e multicultural inclusive nos menores grupos. Podem ter passado a vida inteira no mesmo lugar, estudando juntos, trabalhando juntos e recebendo aproximadamente a mesma renda que, mesmo diante de uma influência bastante forte de uma maioria que freqüenta a mesma religião, o mesmo clube, o mesmo sindicado, a mesma cooperativa, as mesmas ruas, os mesmos bares e assim por diante, há infinitos valores de julgamento e avaliação estritamente individual, cada um apresenta diferentes formas de enxergar uma mesma questão (com maiores ou menores pontos de concordância entre si).

    Para simplificar tudo, as pessoas sem treinamento adequado em Ciências Humanas Aplicadas e o discurso midiático hegemônico (que, para não ter que passar trabalho nem perder tempo efetuando pesquisa de maneira decente, joga a todos em uma vala comum).

    É possível, sim, identificar uma série de semelhanças dentro de grupos, que trará um retrato ora mais homogêneo, hora mais heterogêneo desse nicho em relação ao geral. No entanto, é essa tendência de generalizar sem cuidado que reflete no pensamento reinante no senso comum, isto é, nos influenciados pela classe mérdia, e não pela classe média.

    []’s,
    Hélio

  7. Maia,

    Essa é uma grande falácia na qual tu acreditas. Estudei em escola estadual de 1979 a 1987. De 1988 a 1990, fiz escola particular (muito mais fraca, diga-se de passagem). A base que me propiciou passar na UFRGS de primeira veio toda do Daltro Filho, não do IPA.

    Na minha família inteira, de quatro filhos, sou o único que passou na UFRGS. Todos os outros três estudaram no Santa Inês e no Rosário. Nenhum deles tem baixo QI e nem foram de matar aula. Ao mesmo tempo, não sou nenhum gênio.

    A diferença é que os vestibulares de universidades públicas fazem perguntas que induzem o candidato a PENSAR. Como tive professores de História que não omitiram de minha geração a verdade durante a ditadura, tive condições de aprender desde cedo a enxergar o mundo não com o olhar dos poderosos e nem com o olhar de quem banca a mídia corporativa.

    De Brizola a Collares, o ensino público era muito bom, mesmo durante os biônicos Thompson Flores, Sinval Guazzelli e Amaral de Souza. A maioria dos aprovados na UFRGS durante todas essas décadas vinha do Instituto de Educação, do Becker, do Julinho, do Aplicação, da Escola Militar e da Escola Tiradentes. Sobrava uma reba para o Rosário, para o Anchieta, para o Farroupilha e para o João XXIII. Os outros particulares eram fracos, só tinham nome.

    Agora, em função da enturmação (que, segundo meus amigos professores – inclusive alguns raros anti-petistas – atingiu a muito mais municípios, bairros, escolas e salas do que a mídia bancada pelos corruptos por detrás de Yeda divulgou) os alunos estão tendo aula em gélidos ou escaldantes contâineres, assim como ocorria na gestão Alckmin em SP: NINGUÉM APRENDE, NINGUÉM TEM SAÚDE NEM CONFORTO PARA PROGREDIR. Tem foto n’O SUL do último domingo na capa.

    Meus amigos professores sequer pisaram no CPERS, fora pra pegar suas carteirinhas do Tri com desconto.

    Portanto, a questão da educação é vista de maneira verdadeiramente excludente, incompetente e desumana.

    []’s,
    Hélio

  8. O serviço público de saúde e educação sempre foram ruins no RS, inclusive no desgoverno Olivio, mas esse é o primeiro governo que está fazendo alguma coisa razoável nessa gestão, mas o CPERS é contra qualquer medida, inclusive em relação à avaliação e reenturmação. Qualquer coisinha diferente que modifique o status quo, o CPERS é contra. E agora vai ser mais contra ainda, porque os radicais tomaram conta do movimento. Esse RS é mesmo muito complicado. No mais, não vejo diferença entre classe mérdia e classe média. É tudo classe média e não se pode generalizar, porque existem picaretas em todos os lugares e em todas ideologias. A esquerda não gosta da classe média, porque é ela que decide as eleições no RS e no sudeste e sul do país e o PT tem perdido todas ultimamente. Por que será???

  9. Maia,

    A classe média que pode e deve crescer, desde que seja incentivada a aprender a consumir com consciência e a classe média que ocupa essa condição há muito tempo são mais honestas, mais conscientes socialmente e muito menos hipócritas do que a classe mérdia.

    Porém, o RS é o lugar do Brasil onde a classe mérdia prevalece sobre a classe média.

    Quanto às tuas considerações sobre educação, saúde, etc., tu acreditas piamente nas notícias que não são notícias mas, sim, trabalhos de relações públicas e de propaganda feita por colunistas que recebem por fora. Por outro lado, as notícias que não possuem esse caráter e que são veiculadas passam em branco.

    É sinal de que os técnicos em comunicação são competentes e realmente crêem na falta de relevância social do resultado de seu trabalho.

    []’s,
    Hélio

  10. A questão antropológica envolvida no preconceito da classe média/alta gaúcha é bastante profunda. No interior, em regiões de colonização européia há um preconceito muito forte com “os de cor”, com os nordestinos e por aí afora. A polarização entre partidos de direita, fisiológicos e oportunistas (PP x PMDB) não por acaso, as chagas no Detran e Banrisul, representam a política suja e antiética em pequena escala: compra de votos, cargo, cimento, tijolo…essa é a política dos ‘grandes partidos’ no interior, sendo que em relação ao PT e a esquerda como um todo, há um asco e ódio cego, sem fundamento. Isso se faz presente também entre o empresariado, que pede respeito a sua condição, mas que esconde muitas vezes um rastro de sujeira até atingir este patamar ; se mostra na elite agropecuária e latifundiária…e tudos convergem para o Farol de Alexandria chamado RBS. Uns por defesa de interesses, outros, são simplesmente tragados pelo volume de informação que são bombardeados. São aqueles que julgam-se informados e intelectualizados lendo Veja, ouvindo Laziê e vendo o Jô e o William Waack no fim de noite….

    E o Maia que me desculpe, mas falo com conhecimento de causa de quem usa saúde pública, de quem tem irmã em escola pública e amigos na UERGS, primos que são instrutores de auto-escola e gente que vive o serviço público estadual na carne, e independente de cor partidária não ouço rosas sobre a ‘boa administração’ de Yeda…

  11. Eu votei em Yeda e assumo que votei em Yeda. Aliás, entre Olívio e um poste eu votaria num poste. Mas o governo Yeda, sob ponto de vista administrativo, não está indo tão mal assim. Temos no RS um bom secretário da Fazenda, como o AOD e estou de pleno acordo com a gestão da secretária Marisa da Educação e, sobretudo, a reenturmação que atinge a 0,4% das turmas, com média de 6 alunos por turma. Na saúde também o RS vai bem. O problema da Yeda é sua gestão política que é péssima e ela não anda lá muito bem da cabeça, também… Sobre a classe média, a atual política econômica, a mesma e tão criticada do governo anterior, está inserindo mais e mais brasileiros na classe média. E certa esquerda não gosta disso, porque esses brasileiros da nova classe média não tem nada de revolucionários.Eles querem mesmo é consumir, comprar artigos da moda, o carro no financiamento e manter seus empregos no mercado de trabalho. E é assim que o Brasil está evoluindo e tem que evoluir mais, porque um país é socialmente justo quando a imensa maioria da população integra o padrão classe média de vida. Né não?

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