A RESISTÊNCIA INTELIGENTE SEM TECNOLOGIA

8 comentários sobre “A RESISTÊNCIA INTELIGENTE SEM TECNOLOGIA”

  1. RODRIGO,

    O Bovinão é apenas o 23º estado brasileiro hoje em dia em termos de crescimento econômico. A mentalidade média da sociedade ainda é oligárquica, colonial, taylorista-fordista.

    Os bons empresários não se envolvem em política nem ambicionam cargos de dirigentes em suas confrarias patronais. Os bons políticos fazem política fora dos partidos. Os movimentos sociais inteligentes precisam aparelhar-se para lutar na pós-modernidade com as mesmas armas daqueles que detém a hegemonia do poder simbólico.

    Nesse ponto, a resistência da multidão (que não é mais a luta entre capital x trabalho nem entre burguesia x proletariado) contra o império global (que não é mais baseado no Estado-Nação) de Negri e Hardt é, até o momento, a teoria mais adequada ao momento pelo qual passamos na contemporaneidade.

    Eu realmente sinto muita falta de uma análise histórica e sociológica profunda com alcance amplo na sociedade. A mídia corporativa não irá divulgar um trabalho desses, salvo se for para demonizá-lo e exacerbar ainda mais esse ridículo mito guasca.

    O caminho é insistir sem desistir.

    []’s,
    Hélio

  2. Grande, Hélio!
    Lerei cada linha de cada um dos posts do Feil sobre a ideologia guasca.
    Ano que vem me formo, e ainda preciso definir e delimitar um tema de pesquisa para o TCC, o certo é que a desconstrução do mito guasca fará parte da minha monografia.
    Dando uma olhada por cima, vi que o Feil fala sobre o “emancipacionismo” dos gaúchos, o que me fez lembrar de uma passagem do “Era dos Extremos” de Eric Hobsbawm, em que ele fala do “separatismo egoísta” do final do século XX – em que os movimentos emancipatórios partem de regiões mais ricas que não querem “sustentar vagabundo”: “(…) os únicos sinais de separatismo significativo na América Latina vinham do estado mais rico do Brasil, Rio Grande do Sul” – e lembro muito bem que o movimento da “República do Pampa” do Irton Marx era abertamente racista.
    O Hobsbawm concluiu “Era dos Extremos” em 1994, hoje o RS deixou de ser “o mais rico”, “o mais desenvolvido”. Mas continua se achando…

    Abraços!

  3. Conceição querida,

    Brigadão pelas tuas palavras. Mesmo que isso me envaideça um pouquinho, sei muito bem que o que eu conheço ainda é muito pouco. O que importa é estabelecer essa conversação com todos os leitores interessados em comentar, em indicar seus blogs e outros links em busca de um mundo melhor. :)

    Quanto ao mito positivista gaúcho, quem mais saca sobre ele na blogosfera é o sociólogo CRISTÓVÃO FEIL, do blog DIÁRIO GAUCHE (leitura diária obrigatória, assim como o DIALÓGICO, o ALMA DA GERAL, o A CARAPUÇA, o RS URGENTE, o LA VIEJA BRUJA e o PONTO DE VISTA).

    O Feil já escreveu sobre isso em uma série de posts da Semana Farroupilha de 2007. É uma verdadeira aula, que poucos historiadores, sociólogos e psicólogos conhecem:

    http://diariogauche.blogspot.com/2007_09_01_archive.html

    Há NOVE posts do autor intitulados “Por que o Rio Grande é assim partes I a IX” que são fundamentais!

    []’s e :*
    Hélio

  4. Querido Hélio, venho acompanhando sua luta no Palanque, persevere, pois assim podemos ter um outro lado da história.

    Força aos gaúchos realmente de bem.

    PS. Tá na hora de escrever um texto sobre o mito positivista gaúcho, ele é próximo do mito do quatrocentão paulistano, reforçado no 50º aniversário da cidade.
    abraços
    Conceição

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