PORQUE A PEDAGOGIA TRADICIONAL NÃO FUNCIONA NA ERA DIGITAL

6 comentários sobre “PORQUE A PEDAGOGIA TRADICIONAL NÃO FUNCIONA NA ERA DIGITAL”

  1. Cláudia,

    Já te mandei um recado pelo Orkut pra te dar os parabéns pelo teu aniversário! ;)

    Claro, é isso, mesmo. E eu também assisti a uma entrevista sensacional do Paulo Freire no You Tube outro dia (se não me engano, dica do DIALÓGICO).

    Eu notei, na minha viagem ao Rio de Janeiro, que o ensino de história PULSA. Que os professores municipais e aquela multidão de crianças pobres nos museus são o melhor exemplo que eu já presenciei de entusiasmo em ensinar e aprender, apesar dos pesares.

    Isso falta aqui. O gaúcho é sisudo, pouco alegre, extremamente pessimista e muito travado e preconceituoso. Fora a construção subjetiva alimentada pelos oligarcas decadentes, pela mídia corporativa e pelo falso tradicionalismo, não vejo NENHUM motivo de “orgulho” por ter nascido ou deixado de nascer, morado ou deixado de morar no RS.

    O RS é um estado atrasado na educação.

    Já cantei essa pedra aqui: https://heliopaz.wordpress.com/2008/04/15/no-rio-a-historia-pulsa-no-rs-murcha/

    []’s,
    Hélio

  2. Há muitos anos que se discute, em pedagia, que ensinar não é transmitir. Foi uma dos meus primeiros ensinamentos no magistério do Instituto de Educação lá nos idos de 1979e, provavelmente, das gerações que me antecederam tb.
    E muito antes de ter contato com Paulo Freire, que, na época, era proibido de ler e estudar, em virtude da ditadura.
    Freire já dizia que não existe teoria, sem prática e vive e versa. e mais, que tanto aluno como professor são aprendentes no ato de ensinar. Ninguém ensina ninguém, aprende-se em comunhão.
    Se o ensino parece ser o mesmo do século XIX, deve-se justamente aos impecilhos na formação dos professores. Primeiro, pela própria formação em tempos de ditadura. Tenho 44 anos e minha formação em magistério deu-se naquela época. Segundo, pelos problemas elencados pela Zinda, na qual a curiosidade epistemológica – essa coisa que deveria ser a força motriz do professor – é enterrada pelas necessidades vitais do dia-a-dia.
    Então, base teória que sustente uma mudança radical na relação ensino-aprendizagem já é antiga. A coisa é trazer esse acúmulo para os dias de hoje, bem como agregar as novas ferramentas que dão sustentação prática à teoria esboçada por grandes edcuadores, entre eles, Paulo Freire.
    Abraço!

  3. Zinda,

    Eu não ignoro e nem tampouco acho que sejam pequenas as questões da exclusão digital, da fome, da violência doméstica, das famílias desagregadas, da falta de tempo, de espaço, de privacidade e de treinamento à introspecção necessária ao estudo.

    Também não nego que os professores ganham muito pouco, que dever-se-ia fazer um investimento monstruoso em esportes e artes nas escolas, que dever-se-ia oferecer refeições de qualidade sem superfaturamento e que as escolas deveriam ser em turno integral.

    Todavia, a realidade das lan houses a R$1,00/hora e dos telecentros nas grandes metrópoles está aí para quem quiser ver.

    Conheço um monte de jovens bacharéis em História, Geografia, Letras, etc. que simplesmente ignoram a importância da internet e como utilizá-la a seu favor ao invés de vê-la como algo frívolo ou como a maior causa da distração dos alunos em sala de aula.

    Nesse ponto, os baixos salários, a falta de atualização pedagógica e o fato de que ser professor não é mais profissão de senhoras bem educadas de classe média com seus filhos criados e marido profissional liberal ou concursado de médio escalão como antigamente passam para o terreno das desculpas.

    []’s,
    Hélio

  4. Tecnologia sozinha nao mudará isso. Com professores desvalorizados, deprimidos, cansados, pessimamente pagos e trabalhando em 4 empregos, todas essas atividades mais criativas se tornam impossíveis, porque o professor nao tem tempo nem motivação, e daí os alunos também nao. No Projeto do Nassif há um documento bom de análise de causas dos problemas do ensino no Brasil, que nao dá a palavra só a tecnocratas, mas OUVE professores, alunos, e diretores. Vale a pena ler.

    1. São inequívocas as afirmações sobre jornada de trabalho, cansaço, falta de valorização, etc,, porém é urgente dar um passo a frente. As constatações não podem ser ocasiões para a estagnação.
      Precisamos enxergar de frente e perceber que boa parte dos educadores se distanciaram da realidade de seus alunos em função da defasagem dos mesmos no que diz respeito à formação tecnológica.
      O aluno em casa ou nas lans house’s manipula com maestria um “joistck” com mais de uma dúzia de teclas dominando perfeitamente as respectivas funções além de compreender com rapidez e eficiência o funcionamento de cada jogo e ao chegar em sala de aula se torna desinteressado e com um baixo rendimento.
      Por quê?
      Porque a sala de aula, diga-se, a escola, é uma instituição totalmente fora e distante da sua realidade e os professores não ficam longe disso. Por não terem intimidade com a tecnologia, dentre elas a digital, trazem consigo uma dinâmica e uma concepção de mundo imensamente diferente e muito longe do aluno.
      Outra marca terrível da pedagogia hoje é a incapacidade de pensar a educação de maneira crítica.
      O pensamento pedagógico atual é altamente tecnicista e positivista.

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