RBS E FEIJÓ: EXERCÍCIO FUTUROLÓGICO

3 comentários sobre “RBS E FEIJÓ: EXERCÍCIO FUTUROLÓGICO”

  1. MAIA: não é preconceito, não. Meu pai trabalhou a vida inteira na Viação Férrea do RS e, posteriormente, na RFFSA. No início da década de 1980, já no começo do desmonte da estatal, substituiu-se todo um sistema de treinamento e de atuação competente dos mecânicos de trens por uma empresa terceirizada.

    Simplesmente TRIPLICOU o custo de manutenção, enquanto uma empresa que monopolizava e não prestava um serviço de qualidade a um preço muito mais caro do que o de manter o mesmo sistema anterior enriquecia às custas dos cofres públicos.

    A telefonia no Brasil foi privatizada para um cartel organizado pelo Serjão (ministro de estado), pelo Mendonça de Barros (presidente do Banco Central), onde o DANTAS (PROER, grampos nos telefones de políticos para os quais precisava de favores) organizou tudo. Bem, sei muito sobre a ANATEL porque prestei concurso público, tive que devorar a Lei das Telecomunicações e conheci a política de preços e como se dão as votações dentro desse órgão.

    Te garanto que o aumento de 5x no valor da tarifa em relação aos tempos em que a telefonia era pública e também a falta de investimento em infra-estrutura (apenas as centrais são digitais; o cabeamento é de cobre, salvo em raros locais; não puxam cabo para qualquer grotão onde possa haver um único cliente) não foram medidas honestas e foram acatados pelo governo que idealizou esse programa de privatização e segue amarrando por contrato tanto este como os próximos governos, de quem quer que sejam.

    Convenhamos: liquidar a previdência, a saúde e a educação e deixar de investir em infra-estrutura não é mérito nenhum. Isso é exclusão social. Depois, ainda reclamam da violência urbana.

    O problema não está em privatizar mas, sim, em COMO, PARA QUEM e QUAL O RETORNO PÚBLICO.

    Como as privatizações no Brasil deram-se a troco de banana, através do favorecimento de amigos e a um preço caro para seus usuários, o modelo cleptocrático e neoliberal de concorrência no Brasil comprovadamente não promove melhorias na gestão nem inclusão social.

    Na China, o Estado é dono de metade das transnacionais que lá aportam.

    O Governo Lula cede a concessão, não privatiza. A diferença é gritante: compara o preço das tarifas dos pedágios na Dutra e nos pedágios em SP, RS e PR em estradas concedidas para o mesmo grupo espanhol.

    E dá uma olhadinha no site do PROJETO PESCAR. A iniciativa privada e o poder público aí obtém um ganho equilibrado, com benefício para todas as partes.

    Essa é a diferença entre a parceria de um modelo entreguista e a parceria de um modelo que visa redistribuir melhor a renda.

    []’s,
    Hélio

  2. Que viagem, Hélio. Nâo sei se a Yeda vai cair, mas que ela precisa explicar melhor a compra de sua casa, ah isso ela precisa. O interessante é que certa esquerda não toca no x da questão: o Estado do RS está falido, porque gasta mais do que arrecada. E a gestão da Yeda foi a que mais fez para melhorar essa situação. Olívio não fez nada, quis apenas aumentar impostos. Rigotto empurrou com a barriga e nenhuma medida tomou, conseguiu aumentar impostos por um ano. Yeda sim, essa fez e está fazendo, desestatizando certos serviços que podem muito bem ser realizados pela iniciativa privada (que mal há nisso, Hélio!!! Chega de preconceitos) com o controle efetivo da sociedade civil sobre todos os pagamentos e serviços realizados. Não é porque houve essas falcatruas do Detran que vai se chegar a conclusão que qualquer tipo de parceria entre Estado e iniciativa privada não presta. O Brasil precisa seguir os passos dos países que deram certo. Em qualquer país socialmente desenvolvido existe parceria salutar, transparente e eficiente entre Poder Público e empresas e que desoneram o Estado de certos gastos, como por exemplo, contratar pessoal. É isso o que o RS deve fazer e Yeda teve essa coragem, mas Feijó vai ter muito mais coragem para fazer isso….

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