GREMISTAS NO MARACA


Finalmente, o APITO DO BLACKÃO está de volta após 12 dias de férias no Rio de Janeiro. A foto acima foi tirada por mim nas cadeiras azuis do Maracanã, que são as mais baratas (R$20,00 no Campeonato Carioca sem entrada franca para associados dos mandantes Fluminense e Flamengo) e as mais próximas do gramado (localizam-se onde antes ficava a Geral, aquela arquibancada de degrauzinhos baixos onde o torcedor mais humilde se aglomerava em pé).

Em redução ao próprio Maracanã antes das obras para o Pan, a visibilidade dessa parte do estádio melhorou significativamente em função do conforto proporcionado pelas cadeiras plásticas com estrutura e braços em alumínio, pelo rebaixamento do gramado e pela redução do fosso. A iluminação do estádio também ficou muito mais forte, semelhante à do estádio do tradicional adversário do nosso GRÊMIO.

Porém, nem tudo são flores: apesar do altíssimo investimento de cerca de R$90 MILHÕES nas obras de remodelação do estádio e de recuperação estrutural, ainda há uma série de problemas sérios que são insolúveis mantendo o mesmo modelo inaugurado em 1950.

Pelo material das cadeiras e pela manutenção do claustrofóbico pé direito entre o anel mais baixo do estádio (antigas cadeiras baratas protegidas da chuva + Geral, hoje cadeiras azuis com um grande contingente que leva chuva na cabeça) e o anel superior (com muito mais degraus e repleto de cadeiras, com uma visibilidade mais distante, novas cabines de rádio e camarotes), há uma comparação entre as novas arenas planejadas e a remodelação de um estádio antigo que pende favoravelmente à construção dos novos estádios.

Os bares do anel interno ficaram mais amplos e a higiene melhorou bastante. Os bares internos vendem um cachorro-quente que vem em uma embalagem de design atraente, porém custa mais caro e possui muito menos ingredientes do que o cachorro da tia do bar maior da Social do OLÍMPICO MONUMENTAL. O uniforme dos funcionários ou as roupas próprias proporcionam uma melhor apresentação pessoal aos vendedores.

Já os bares externos, por sua vez, continuam sendo administrados pela rede Bob’s, que é 100% nacional, de origem carioca e concorrente mais barato que oferece um mix de produtos diferenciado de seu principal concorrente, a multinacional MacDonald’s. Contudo, no estádio, a oferta do Bob’s é muito menor do que em sua rede de franquias e lojas próprias.

Outra melhora significativa na segurança e no acesso foi o sensível alargamento de todos os portões.

O estádio também está mais limpo, apesar do público proporcionalmente muito menor do que o da dupla GREnal no Gauchão teoricamente sujar os banheiros bem menos do que quando o estádio está cheio. Claro que são banheiros novos, amplos e menos mal-cheirosos do que os do OLÍMPICO. Porém, esperava que eles limpassem com maior freqüência durante o jogo.

Por algum motivo técnico ou físico que desconheço, minha modesta câmera digital Canon SD1000 não conseguiu capturar nenhuma imagem difundida pelos dois telões do estádio: tentei diversos ISO, com ou sem flash, com ou sem zoom, mais próximo ou mais distante e nada – apenas um clarão.

Um telão torna o espetáculo mais informativo: colorido, apresenta fotos dos jogadores, número, nome, fundo com as cores do clube e distintivo identificando-os sem erro para a torcida. Isso parece óbvio, mas é um senhor upgrade para quem não está acostumado com a novidade.

Eles até mostram alguns lances do jogo e, no intervalo, gravam imagens da torcida que, assim como na NBA, ao se ver no telão, começa a exagerar nos gestos, tal qual previra o visionário comunicólogo canadense Marshall MacLuhan na década de 1960, que dizia que, em um futuro próximo (que é até passado para nós), todos teriam os seus 15 minutos de fama.

O placar eletrônico é extremamente funcional e simples, com o plus das cores. Mas percebam logo abaixo dele a quantidade de remendos não-pintados que denotam infiltrações antigas ou recentes que não se sabe se foram devidamente consertadas: paira uma dúvida no ar quanto à qualidade da restauração daquilo que não foi reformado nem reconstruído.

Deixo a cultura das torcidas de Fluminense e Flamengo para o próximo post.

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