ROSÁRIO: + COMPETENTE NA INTERNET

6 comentários sobre “ROSÁRIO: + COMPETENTE NA INTERNET”

  1. AGENTE: Continuando a resposta que dei acima ao Eugênio Hansen, há uma série de diferentes classes exploradas e de diferentes classes exploradoras. A classe média é exploradora da mais valia da empregada doméstica; o pequeno empresário é explorador de seus funcionários no ramo de serviços, que é anos-luz maior do que o meio rural ou do que o meio industrial hoje em dia. A luta precisa ser, acima de tudo, MAIS SIMBÓLICA DO QUE TEÓRICA.

    Para empreender a luta simbólica, é fundamental recuperar a classe média, que é oscilante e está sempre em cima do muro em questões sociais às quais ignora, pende à esquerda nas questões religiosas, e pende sempre à direita nas questões econômicas e éticas, pois ainda crê no modelo taylorista-fordista de sociedade.

    Prezo muito a maioria das idéias de Marx. O conflito entre classes ainda existe e também é preciso levar-se em conta o materialismo dialético. Todavia, ao contrário do que o fundamentalismo teórico e a falta de profundidade das lideranças de classe média excessivamente práticas ou das lideranças operárias de baixa escolaridade em relação à erros de leitura da obra de Marx imaginam, não é nada anti-ético ou vazio tentar conquistar votos através da construção de um capital simbólico capaz de rivalizar com aquilo que os patrocinadores e a própria mídia corporativa conseguiram fazer durante décadas.

    Eu vejo muita ignorância e pouquíssima capacidade de aceitação e de diálogo dentro do PT na hora de compreender como a sociedade atual anda. Absolutamente todos os autores clássicos de Filosofia, Antropologia, Ciências Sociais e Ciências Políticas são, apesar de grandes bases do pensamento de esquerda, totalmente insuficientes para observar, compreender e, acima de tudo, realizarmos ações que satisfaçam as demandas da esquerda.

    Se há sectarismo de direita, há também sectarismo de esquerda.

    O único partido no qual seria capaz de me filiar seria o PT. Mas somente quando eu sentir que haverá espaço para esse tipo de crescimento. Falta abrir a cabeça. Não é abrir a cabeça para a direita, nem para “o fim da história” e nem tampouco para uma “nova onda” ou “terceira via”: é, simplesmente, perceber que o caminho tomado não funciona mais.

    []’s,
    Hélio

  2. EUGÊNIO HANSEN: as falhas de comunicação e a insistência em considerar que o marxismo consiste sobretudo em uma sociedade dicotômica e em um conflito de classes entre uma única espécie de rico (o industrial) que explora a mais-valia (operariado) estão diretamente relacionadas.

    Isso precisa ser compreendido. Daí a desilusão de muitas pessoas que pretendiam entrar no PT vindas da classe média, que não conseguiram ser conquistadas por esse discurso.

    []’s,
    Hélio

  3. MIGUEL: embora eu pareça simplista, sectário e pouco observador das diferentes facetas, detalhes, interpretações e imbricações entre ideologias, programas de governo, cartas fundadoras de partidos, coerência ou incoerência nas alianças e nas coligações, acho que só há uma solução óbvia e rápida para evitar o pior problema da democracia brasileira, que é vender a alma ao diabo: reduzir o número de partidos tão-somente a cinco.

    Um de extrema direita, outro de centro-direita, outro de centro, outro de centro-esquerda e outro de extrema esquerda. Não faz o menor sentido um partido única ou predominantemente voltado para a satisfação de demandas pontuais ou que vislumbrem a solução do país privilegiando um único grupo social, profissão ou causa que prevaleça sobre todas as demais.

    Isso forçaria todos os políticos DE VERDADE a conviverem com aquilo que mais criticam na democracia legítima existente no PT: a divisão não apenas enrustida mas, sim, claramente explícita em correntes, alas, tendências ou o que quer que seja com os seus respectivos “caciques”. Diversidade e discussão real com favorecimento da fiscalização da ética e da corrupção por parte de seus próprios pares, assim como ocorre dentro do PT.

    Por que PDT, PTB e PPS que, no papel, seriam centro-esquerda (embora no RS sejam centro-direita), não são um único partido?! Porque DEM, PP e PL não são de extrema direita? Porque PSDB e várias siglas nanicas não são centro-direita?! Por que PT, PSB, PV e PC do B não são um único partido de centro-esquerda?! Por que PSTU, PCO, PAN, PSoL, PT do B e outros menos votados não são um único partido de extrema-esquerda?!

    Neste caso de regime político-partidário-eleitoral de cinco partidos, sou 100% a favor da proibição de coligações formais para todo e qualquer tipo de pleito entre o centro e qualquer outro; entre os da direita com os da esquerda e vice-versa.

    O centrão seria ocupado única e exclusivamente pelo PMDB, único partido proibido de fazer coligações por ser claramente de centro.

    Dessa forma, não poderia haver nunca menos de três nem mais de cinco candidatos às majoritárias: seria uma garantia para o eleitor decorar os nomes e se lembrar em quem votou na eleição anterior e, acima de tudo, não confundir propostas nem a quem tal partido defende e a que prioriza. Os debates seriam mais qualificados e todo mundo teria o mesmo espaço de exposição e de debate.

    Isso também implica na não-obrigatoriedade de possuir maior escolaridade ou da pertença a algum setor classista da sociedade civil organizada para poder compreender política e aprender a praticar a cidadania.

    Mas nem o PT parece estar interessado em oferecer uma reforma política desse porte, nem a mídia.

    []’s,
    Hélio

  4. Provocado, cá estou dando minha opinião. Sabe Hélio, sou marxista e busco na dialética e na análise de conjuntura me posicionar. Marx revolucionou o pensamento filosófico ao vinculá-lo à prática transformadora, ou seja, de nada adianta apenas olhar os lírios no campo.
    Ser de esquerda é estar na linha de frente, dar conseqüência e sentido àquilo que acreditamos: uma utopia possível em um mundo melhor para todos. Sozinho somos poucos, uma voz, juntos somos fortes e invencíveis.
    Não concordo que alguém com as virtudes que tens, ficar de fora do nosso principal instrumento de disputa do poder. A menos que avalies que o momento não é a via democrática, deves te juntar a um partido político. Deves disputar e buscar fazer dele tua voz em consonância com outros milhares e fazer a diferença. Te convido a filiar-se no PT. Pode ser outro partido, à tua escolha.
    Marx dizia que se uma sociedade mudava o seu modo de produção, a classe operária também deveria adequar a sua forma de luta para melhor combater seus inimigos. De 1884 pra cá o capitalismo mudou muito, o mundo é outro e a exploração é cada vez mais escamoteada (mais-valia cada vez mais relativa e menos objetiva). Nossas formas de luta devem se adequar aos novos tempos, internet, SMS, Banda Larga, música, arte,…, mas nunca renunciar a um partido político militante de esquerda e transformador!
    Assim, acho justa a tua causa, mas incompleta na essência. Valeu! Sou teu fã!

  5. Paz e bem!

    Lamentavelmente
    muitos grupos de esquerda
    de fato não compreendem a importância da comunicação
    e a urgência de se criar meios próprios para tal.

    Hoje não estou filiado ao PT
    mas o último grupo ao qual participei
    foi a Esquerda Democrática
    (Flávio Koutzi, Henrique Fontana,
    Stela Farias, Maria Celeste et al.)
    e deixei-o depois que tendo conseguido aprovar
    no Encotro Estadual da ED
    uma resolução sobre comunicação interna da ED,
    a resolução simplesmente não foi implementada
    e o mais trágico é que na ED militam muitos jornalistas.

  6. Esta é a questao.
    Exatamente em que ponto/momento, convicçoes politicas deixam de ser as protagonistas do processo e entra em cena a “venda” da ideologia?
    No meu modo modesto,nao sou profissional da área, mais importante do que vencer é como e principalmente COM QUEM vencemos. Se Rosario soube ser melhor nestes pontos, se ela é o melhor “produto”.exatamente aonde foi que a ideologia virou mercadoria?Quem decretou que a ideologia deve ser empacotada “de acordo”?
    No meu sinismo patologico digo que venceu as previas quem o capital queria, nao porque o apoia, mas porque será o candidato mais fraco e menos comprometido com as mudanças mais radicais…Rossetto venceu Simon em POA, algo inimaginável para a midia burguesa, logo deve ser “afastado” do jogo, porque quase ganha…Rosario nem mesmo foi a mais votada em POA. O eleitorado que pode votar em genero o fará em Manuela ( outra arma da midia) que será usada no momento oportuno. A direita aprendeu….nao espera mais apenas o oponente, escolhe-o e depois o afoga……Fogaça foi reelito e foi ontem…
    Sad but true.

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