PROBLEMAS DO GRÊMIO EM 2008

Ao invés de um comentário, achei melhor escrever o que penso em relação à extremamente pertinente e pontual entrada do Guga Türck no ALMA DA GERAL apontando os erros do GRÊMIO contra o Caxias ontem à noite, no OLÍMPICO MONUMENTAL.

O Felipe Mattione não joga por uma das seguintes razões:

– É craque: quanto menos ele aparecer em um campeonato ridículo que, na minha opinião, não deveria sequer existir, mais tempo ele fica no Grêmio. Ele precisa completar um ano inteiro aqui sem ser vendido na janela do verão europeu. Se – e somente se – for este o motivo e houver ordem da direção do clube para administrar a entrada da jovem promessa sob este critério, sou plenamente a favor;

– Apóia, cruza bem e é lúcido demais: Celso Roth pôs Ronaldinho no banco, lembras? Nosso técnico (que não deverá durar mais do que seis ou sete meses, pois ele sempre vira o fio lá na frente) gosta de “impor-se” à vontade da mídia e também de usar a psicologia barata de forçar o guri a ser humilde;

– Sabe que, fora o Eduardo Costa e o William Magrão, não há volantes. E, do lado esquerdo, o único lateral que presta pra marcar é o lesionado Bruno Teles.

Hidalgo é um dos piores jogadores que eu vi jogar. Conhecidos que trabalham no tradicional adversário disseram que ele é fraquíssimo na marcação porque é lento, não sabe cruzar, não sabe apoiar e, ainda por cima, é extremamente medroso, pois foi preterido na final do Mundial de Clubes porque dava sinais de que amarelaria para o Barça.

Paulo Sérgio é também outra nulidade.

O que me irrita nesse estereótipo babaca criado de que o Grêmio tem uma “cultura” de raça e entrega e que não pode nunca jogar mais aberto nem tão bonito quanto poderia sempre que possui jogadores habilidosos (como é o caso agora) é que SEMPRE há lugar para um Paulo Sérgio, um Nunes, um Patrício, um Tcheco, um Ramón, entendes?!

Não é nem por lesão ou suspensão de um titular, mas todos esses jogadores fraquíssimos ou entram com freqüência, ou ja tiveram o seu momento como titulares.

Falta dinheiro? O interior não fornece nem goleiro reserva que preste? O SUB-20 agora não oferece mais jogadores maduros para o profissional porque, devido ao êxodo cada vez mais precoce, quem compõe o topo da base agora são meninos de 16 e 17 anos? Não adianta ir à África porque cada time europeu tem pelo menos OITO olheiros pra pegar os melhores antes de qualquer outro?

Bem… Clubes tão endividados quanto nós ou em uma longa reconstrução de credibilidade e de busca por títulos como o Flamengo e o Botafogo têm lá suas deficiências (até piores do que as nossas, em determinados setores). Mesmo assim, apresentam rompantes de uma tentativa de futebol mais bem jogado do que aqui.

Sabes por que, caríssimo Guga? Vou voltar um pouco atrás neste mesmo texto: PORQUE, AO CONTRÁRIO DO QUE SE PENSA, RAÇA É OBRIGAÇÃO DE QUALQUER BOLEIRO, SEJA DO ASA, SEJA DO MANCHESTER!!!

E UM TIME NÃO PRECISA DE UM PLANTEL ONDE PREDOMINE A FORÇA FÍSICA SOBRE A QUALIDADE TÉCNICA PARA SER ESTÁVEL.

Esse é o famoso MITO TRICOLOR. Te garanto que é muito melhor saber que há deficiências mas arriscar mais para fazer mais gols desde cedo do que jogar com o freio de mão puxado.

Se não há dinheiro nem material humano disponível para se ter um plantel homogeneamente habilidoso + fisicamente forte, prefiro ganhar de 3×2 do que empatar ou perder sem arriscar.

Essa verdade não anula o que disse em outro post, sobre o GRÊMIO finalmente estar jogando bonito e dando goleadas depois de ANOS sem ter jogadores como Roger, Perea, Eduardo Costa e William Magrão. Também já falei sobre a impossibilidade de jogar para a frente sem correr riscos em função da fragilidade de quase todos os laterais que temos.

Contudo, quanto maior o risco, maiores os ganhos.

Era sob essa ótica que pensava Wagner Mancini, independentemente se ele gritava ou não com os jogadores. Jamais saberemos até onde o GRÊMIO poderia chegar sob suas mãos. Já Odone, Pelaipe e a mídia gaudéria (que tenta vender também no futebol o engodo da virtude e da tradição farrapa e convence tanto a galera da GERAL quanto boa parte dos sócios de que o TRICOLOR DOS PAMPAS só obtém resultados se comportar-se como um EXÉRCITO ESPARTANO, ou como um EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA).

BULLSHIT!!! O São Paulo pentacampeão brasileiro, tricampeão da Libertadores, bicampeão Intercontinental e campeão Mundial, a despeito de sempre ter tido muito mais dinheiro do que nós quando conquistamos os nossos maiores títulos, se quisesse, poderia tê-los ganhado com menor brilho (ou não) contratando jogadores mais fortes, por exemplo. O mesmo vale para o Cruzeiro de 1976, para a Academia do Palmeiras do começo da década de 1970, para o timaço que o Luxa montou em meados dos anos 1990’s e até mesmo para as duas fases de ouro do nosso tradicional adversário.

A opção deve ser SEMPRE PELA QUALIDADE TÉCNICA E FÍSICA de homens com PERSONALIDADE. Porém, o GRÊMIO prefere técnicos autoritários que exijam sempre (mesmo quando a coisa não está dando certo dentro de campo e eles não têm uma solução instantânea para reverter o quadro) disciplina tática no limite do stress.

Hoje em dia, com o futebol extremamente nivelado em todas as suas instâncias, é preciso abrir a mão, mesmo que, para isso, seja preciso até mesmo rodar a bolsinha na esquina. Do contrário, os resultados permanecerão inexpressivos.

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2 comentários em “PROBLEMAS DO GRÊMIO EM 2008
  1. Falaste tudo, Hélio.
    Sabe-se lá porque tanta gente acredita nesse mito de que o Grêmio só consegue ser campeão “jogando feio”.
    Em 2001, o time do Tite jogava bonito, a ponto da conquista daquela Copa do Brasil não ser, pela primeira vez, contestada pela mídia do eixo Rio-São Paulo: nos títulos anteriores do Grêmio sempre diziam que o Tricolor “só batia” (o que é um estereótipo negativo que acompanha o Grêmio quando joga fora daqui), mas em 2001 não escreveram uma linha sobre isso, pelo contrário, derreteram-se de elogios.
    “Estilo argentino”? Bom, o Maradona tinha raça (que como disseste, é obrigação de qualquer jogador que se preze) mas com a bola no pé fazia chover. E também outros jogadores argentinos, como o tristemente lembrado por aqui Riquelme, que ganhou a Libertadores para o Boca, que tinha um time “meia-boca” e sem o craque foi presa fácil para o Milan no Mundial.
    E vale lembrar que foi com um técnico acusado de “mandar bater” (Felipão) que eu vi a Seleção Brasileira jogar seu futebol mais bonito, que foi o da Copa de 2002. Ele deixou os craques jogarem livremente e o Brasil deu espetáculo, marcando 18 gols em 7 jogos (todos vencidos).

    Abraços

  2. Érico disse:

    É o que eu digo sempre a respeito desse mito.
    Enquanto o Grêmio disputar campeonato brasileiro por pontos corridos com treinador gaúcho, nós NUNCA seremos campeões brasileiros.

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