CANDIDATOS DE ESQUERDA X PIG

5 comentários sobre “CANDIDATOS DE ESQUERDA X PIG”

  1. Maia,

    Tu só conheces a Venezuela através do PIG. Conheço pessoas que foram para lá e se misturaram de verdade com o povo.

    Quem é empresário e é de direita não fala mais mal da política externa brasileira que, agora, é soberana, não beija mais a mão dos EUA e acabou de vez com a ALCA. Afinal de contas, eles nunca ganharam tanto dinheiro exportando muito mais para a Venezuela do que para Chávez. O Brasil investe em autopeças, em construção civil, educação e em outros mercados altamente lucrativos tanto aqui como lá. O que eles mais querem é que a Venezuela seja admitida como membro permanente e sem restrições do MERCOSUL.

    Esse tipo de informação sai até em veículos do PIG que não brigam com a notícia e não misturam notícia com opinião, como o Valor Econômico.

    Quanto a fomentar a briga com a classe média, com as multinacionais e com os ricos, isso não é segregação e nem tampouco brigar de graça ou colocar irmãos contra irmãos: a impossibilidade de falar, de aparecer e de reivindicar dos miseráveis venezuelanos (proporcionalmente representam uma parcela da população maior do que a dos miseráveis brasileiros), o Eduardo Guimarães e o Azenha que estiveram lá disseram que, simplesmente, quem cultiva o ódio são os ricos e a classe média. Os pobres não odeiam os ricos, apenas querem distância. Quem fomenta o confronto é quem tem dinheiro.

    A Venezuela vivia uma situação extrema, na qual mesmo que felizmente não haja uma guerra civil (e estava-se encaminhando para isto ANTES de Chávez assumir), é impossível conciliar as partes apenas conversando de maneira polida e cortesa.

    Em certos contextos, o modus operandi não necessariamente pode ser o mais educado e parcimonioso.

    Além disso, eu acho que a classe média reúne o que há de melhor em uma pequena parcela de seus integrantes, ao passo que reúne o que há de pior em uma sociedade na maioria de seus membros.

    Já dei os meus motivos a respeito dessa minha opinião antes e ainda não apareceu ninguém que os contestasse sem maniqueísmos ou direitismos.

    Sobre Serra, acho que tu não conheces as 67 CPIs engavetadas pelo PSDB desde o Governo Covas. Não sabes que Serra liga pessoalmente para o diretor de redação de qualquer jornal, revista, rádio ou TV caso saia uma linhazinha falando a verdade sobre o governo dele, que é tão ruim como o de Yeda.

    PSDB, DEM, PP, PTB e grande parte do PMDB são o que há de pior na política brasileira.

    Pessoas inteligentes e bem-informadas não votam na pessoa mas, sim, no partido. Afinal de contas, independentemente da personalidade, do carisma, da ética, da honestidade e da iniciativa do indivíduo, o programa do partido e todas as relações que ele mantém com a sociedade civil, com os movimentos sociais, com os empresários e com os campos sociais da medicina, da ciência, da religião e militar é que definem o que, quando, como e para quem efetivamente será feito.

    Pessoalmente, acredito em um índice pequeno de pessoas pouco inteligentes. Afinal de contas, o QI baixo decorre de uma série de patologias mentais, subnutrição, etc.

    O que há é uma terrível desinformação por falta de acompanhamento do pensamento único. A classe média brasileira é um dos maiores rebanhos ovinos do planeta.

    []’s,
    Hélio

  2. O racismo de direita e o preconceito também é fomentado por Chávez. Existem formas melhores de resolver esses problemas e não é através do conflito, mas da inclusão social. É possível incluir socialmente os excluídos sem fomentar antagonismos sociais, como faz, por exemplo, o Partido Socialista chileno. É evidente que certos conflitos vão ocorrer, mas é muito melhor colocar panos quentes e seguir a luta do que colocar a boca no trombone e fomentar antagonismos sociais que não levam a lugar nenhum. Servem apenas para alimentar o ódio e o preconceito entre os cidadãos. Chávez aposta no confronto e não apenas contra a elite que sempre se beneficiou do petróleo, fomenta esse preconceito contra a classe média. E o ideal de uma sociedade moderna no mundo que estamos embutidos é uma sociedade de classe média responsável, pluralista e com respeito às diversidades. Assim está fazendo o Lula. Mas acho que existem sim opções melhores e mais competentes para levar o Brasil e a Venezuela à universalização da boa e responsável qualidade de vida. Serra, por exemplo, é um ótimo nome.

  3. Maia,

    Chávez não é um gênio nem o melhor político possível. Mas é a menos pior das possibilidades para o contexto da Venezuela. O mesmo posso dizer de Lula aqui.

    Eu conheço pessoas que foram à Venezuela e se misturaram de fato à população. Há um racismo e um extremismo de direita lá que jamais houveram no Brasil (exceto no RS que, infelizmente, está muito próximo da realidade venezuelana): um chavista não pode pisar num cybercafé sob risco de levar porrada já do lado de dentro da porta.

    O Chávez erra da mesma forma que errou Fidel. Porém, o erro deles (que não é pouca coisa) é bem menor e bem diferente daquilo que a mídia corporativa considera como erro político, ideológico, de gestão ou emocional: é o de tomar para si a marca, o perfil, o ícone da revolução social na Venezuela.

    Esse personalismo e o fato de ele ser falastrão – contando até segredos de estado que deveriam ser mantidos guardados a sete chaves – é que prejudicam muito a condução da Venezuela.

    Como já se provou, ele é um democrata que aceita a derrota. Só por isso, para o estado em que a Venezuela se encontrava, pode-se dizer que os avanços são, embora longe do ideal (assim como aqui), notáveis.

    O erro dele não é peitar uma oligarquia extremamente acostumada a ganhar uma fortuna com algo que deveria ser de todos – o petróleo. O mesmo vale para as multinacionais estado-unidenses.

    Com o dinheiro do petróleo (isso não sai na mídia corporativa), todos os habitantes pobres do país têm medicina preventiva doméstica três vezes por ano. Indígenas, camponeses e a população que ficava escondida e desamparada lá nas grotas agora vai à escola aprender a ler (primeiro passo para a aprendizagem da autonomia e da cidadania).

    No mais, como é que o cara vai trabalhar direito se estão sempre querendo se intrometer na auto-determinação de seu povo?!

    Nota bem que eu já falei sobre meu pensamento social, político e econômico não faz muito tempo. Nele, aponto aquelas que considero as falhas do capitalismo (muitas), do socialismo (poucas) e explico por que o comunismo não funciona.

    A capacidade que as pessoas têm de achar que socialista é contra o capital e a meritocracia e de confundir socialismo com comunismo é um dentre tantos constructos da mídia corporativa que tornaram-se símbolos de algo negativo quando, na verdade, não é o que está escrito nos livros nem o fato de acreditar e de querer implantar o sistema o problema mas, sim, o como, quando e por quem.

    Mas que nenhuma forma de capitalismo evita a exclusão da maioria, isso é mais do que certo. Uns não podem viver melhor do que uma maioria que não tem nada.

    []’s,
    Hélio

  4. Hélio, aumenta a letra do comentário. Levei um tempo para achá-lo. O interessante neste discurso é que existe apenas um caminho que é verdade e vida para tudo. O caminho á esquerda. Ou seja, a esquerda é a solução. Mas o que é ser de esquerda, afinal? Eu me considero e sempre me considerei de esquerda, desde meus tempos de trosco. Mas vejo equívocos imensos em certa esquerda que ainda aposta no conflito. Você disse que Chávez não tem outra alternativa – senão o confronto — para buscar a soberania de seu povo. Mas o que é afinal soberania? Soberania é um conceito vago, completamente discutível e que não enche barriga de ninguém. Ninguém come soberania. Os ditadores do Brasil, da extrema direita, também diziam a mesma coisa. Estamos fazendo o duro regime para a defesa da nossa soberania. Isso é discurso de quem defende lei de segurança nacional, isso chega perto da xenofobia. O que vai dizer se o governo Chávez é bom ou ruim são as estatísticas. Quantas pessoas ele tirou da miséria ? quantas ele incluiu? Mas os dados estatísticos da Venezuela foram pífios em todos esses anos de chavismo. A situaçaõ do povo da venezuela continua a mesma. O crescimento do IDH em 10 anos de Chávez é igual ou parcido com o do Brasil. Mas Chávez comprou brigas com o mundo inteiro e essas brigas não melhoraram as condições econômicas (que hoje são péssimas na Venezuela, por conta da inflação alta e desabastecimento) e sociais. Vale a pena comprar essa briga? Nenhum país, Hélio, se desenvolveu econômica e socialmente atiçando e alimentando antagonismo social. Não existe nenhum exemplo nesse sentido.

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