BLOGS DE DIREITA

6 comentários sobre “BLOGS DE DIREITA”

  1. Marcelo,

    Obrigado pelo elogio, mas vamos devagar com o andor! ;)

    Digamos que ser diplomático ou não depende de dois movimentos: o primeiro deles é o fato de eu precisar fazer um esforço hercúleo para, mesmo sendo impossível ter um lado para defender e outro para contestar, precisar tentar me colocar no lugar do outro, a fim de fazer valer o meu ponto-de-vista através da razão e não da emoção.

    O segundo é quando estou cansado, mau humorado e até mesmo desiludido, decepcionado, deprimido com o estado das coisas: aí, a diplomacia acaba. Porém, mesmo sem diplomacia, ainda assim, procuro ser no mínimo educado, sem acusar nem perseguir.

    Ainda sou um aprendiz de acadêmico, pois minha banca de qualificação deverá ser no fim de maio ou no começo de junho e a banca de defesa da dissertação será em dezembro ou em janeiro. Minha caminhada é muito longa, pois estou diante de meus primeiros artigos e de minha primeira grande pesquisa.

    Apesar de uma breve experiência docente (breve porém extremamente gratificante, onde aprendi muito sobre burocracia, sobre pedagogia e sobre o fato de diferentes turmas apresentarem diferentes motivações e interesses sobre o mesmo conteúdo), para tornar-me um pesquisador reconhecido, maduro e de qualidade, o processo demora pelo menos 10 anos.

    Com o passar do tempo, as informações que for acumulando e as conclusões a partir das investigações futuras dos fenômenos midiáticos e da comunicação mediada por computador certamente irão fazer melhorar muito a minha capacidade discursiva.

    Portanto, o que tenho a apresentar hoje ainda é muito pouco. Depois da Copa de 2014 aí, sim, acho que estarei mais maduro.

    Por hora, minhas falhas ainda são muitas! ;)

    []’s,
    Hélio

  2. Olá Hélio,

    Admiro teus dotes diplomáticos, os quais manifestaste inclusive em uma postagem minha, porém creio que certos casos simplesmente são perdidos. Há evidências de que a ignorância é como ácido: corrói neurônios de um modo irreversível. Tal, me parece, é o caso que analisaste. E o pior é ter que suportar uma espécie de condescendência que parte dessa classe média semi-alfabetizada dedica a seus detratores, por conta de seu “nível superior”, de suas “leituras” e de suas “especializações”.

    E esse raciocínio vale para ambos, ou mesmo quaisquer, lados.

    Um abraço.

  3. Zé,

    Curto pra caramba o teu trabalho. É realmente muito bom! ;)

    É verdade: dá pra matizar e fragmentar ainda mais a imensidão dos blogs. Porém, é preciso estabelecer uma série de critérios que precisam ser exaustivamente justificados através da repetição de padrões observáveis.

    Afinal de contas, existe um hibridismo entre aquilo que poderia chamar de raciocínio tipicamente direitista e de raciocínio tipicamente esquerdista, já que há demandas de esquerda que não interessam a uma parte dos próprios esquerdistas e demandas de direita que não interessam a uma determinada parcela dos próprios direitistas.

    Pra mim, esquerda e direita são conceitualizáveis, sim. Porém, não existe purismo em parte alguma – nem mesmo na mídia corporativa, que vive de patrocínios e precisa vender sua desinformação como uma simples mercadoria.

    []’s,
    Hélio

  4. Caro Hélio,
    obrigado pela referência elogiosa ao Ainda a Mosca Azul, mas eu diria que um pouco menos. “Excelente”? :))
    Agora, a respeito do que falas no teu “post”, eu matizaria e fragmentaria ainda mais a imensidão de blogs, que há por aí.

  5. Oi, Letícia!

    Em primeiro lugar, não analisei a personalidade e nem tampouco onde, como, por que ou com quem cada um trabalhou ou deixou de trabalhar. E não fiz uma análise do particular para o geral.

    Se tu parares pra ler zilhões de posts que já escrevi, verás que nunca fui filiado a partido algum e que eu tenho severas críticas em relação ao Governo Lula. Por exemplo: a reforma agrária e a política de meio ambiente são vergonhosas (tão horrorosas quanto em FHC e anteriores), assim como o gigantesco arrego para as grandes fortunas, o toma-lá-dá-cá que impede a baixa dos juros e o corte na cobrança de taxas de serviços nos bancos e a obrigatória composição com o PMDB a fim de poder ter seus projetos votados.

    Quanto à corrupção, só mesmo os mais ingênuos para acreditarem que todos são “bons” ou “maus”: qualquer curva de análise social de grupos possui um número raro ou nulo de extremos (‘bons’ e ‘maus’), enquanto o topo da curva está no meio ou quase no meio. Portanto, todas as pessoas são capazes de ser assassinas, corruptas, ignorantes, intolerantes, ditatoriais, míopes e, ao mesmo tempo, extremamente competentes, cultas, humanas, simpáticas, honestas, éticas e por aí afora.

    A grande questão é que não podemos ficar indignados por causa daquilo que lemos, ouvimos e assistimos a partir da mídia de massa, que é extremamente articulada na produção de subjetividades. Ela publica apenas aquilo que não fere os interesses de seus patrocinadores, que nunca estiveram do lado esquerdo do espectro político, social, cultural, esportivo e religioso.

    A maior parte da classe média é pouco crítica porque não passam de meros papagaios dos telejornais. São conservadoras (em especial os gaúchos, que acreditam no maior estelionato cultural que é o chamado ‘tradicionalismo’) e pouco solidárias, na maioria das vezes. Não se encontra em nenhum outro lugar do Brasil uma concentração média tão alta de racistas, sexistas e praticantes de toda sorte de arbitrariedade, preconceito e arrogância como aqui no RS. Para se dar conta disso, é preciso morar fora do Estado e, sempre que viajar de férias, se misturar à população local, vivenciando a sua rotina para só aí poder encarar de frente o estranhamento consigo mesma, aceitando que a sua criação, as pessoas com as quais convive, a maneira de administrar a sua cidade, o sistema de saúde, de educação e as alternativas culturais de cada lugar não são melhores e nem piores do que as suas mas, sim, que todas possuem riqueza através da DIFERENÇA, que deve ser aceita e tolerada sem exceções.

    Eu entendo a tua decepção cheia de maniqueísmos (bom/mau, certo/errado, bonito/feio) e contradições (opiniões humanas e solidárias qualificadas misturadas à crença nas subjetividades produzidas pela mídia de massa). Afinal de contas, vivemos em uma época na qual o espaço de discussão pública na cidade foi transformado em um mero caminho de fluxo. Com isso, ao invés de formar sua opinião política e social a partir daquilo que vivencia diretamente, o cidadão urbano de classe média discute o que chega a ele através da mediação que alguém fez de uma informação completa e bruta, que chega até ele totalmente incompleta e descontextualizada.

    Porém, pessoalmente, acho inadmissível votar (ou, pior, pregar o voto) em branco ou nulo, isso é dar um cheque em branco para que qualquer um te represente. Pecar por comedimento ou por omissão é muito pior do que pecar por excesso: é dar o direito a outros decidirem por ti ou, pior – jogar tudo e todos em uma vala comum.

    Ao mesmo tempo, não se deve votar na pessoa, pois ela deve prestar contas a um partido que possui uma ideologia e um projeto de gooverno que poderá ou não ser realizado através de coligações e alianças muitas vezes incoerentes. Do contrário, não há como governar. Infelizmente, o sistema institucional e legal que determina o formato político-partidário brasileiro obriga todo mundo a isso.

    A diferença é que eu não me balizo pela mídia corporativa, que cresceu no Brasil a partir da ditadura militar e que sempre esteve ao lado das grandes corporações, do latifúndio, das multinacionais, que não abriu a boca sobre corrupção, tortura e assim por diante.

    Só o fato de eu conhecer esses fatos já deveria ser suficiente para justificar a minha opção baseado na história.

    E eu procuro ler aquilo que é contrário ao que acredito. De uma maneira ou de outra, sempre tenho a esperança de que possa haver alguma possibilidade de alterar eventualmente parte do meu conjunto de crenças. Não vejo a oposição como inimiga e não acredito que só haja gente boa do meu lado.

    Eu não faço política partidária, mas defendo veementemente aquilo em que acredito.

    Simplificando: o PT é, de 0 a 10, nota 4. O resto é nota 2.

    Obrigado pela visita! ;)

    []’s e :*
    Hélio

  6. clap, clap, clap…Palmas.
    Antes de falar qualquer coisa do que tu lê no meu blog e fazer um post sobre isso…Acredite me sinto lisonjeda, quero só fazer algumas observações importantes para que tu não te percas nos próximos comentários…
    Fui filiada em um Partido político durante anos, e tive a humildade necessária de reconhecer que na política não existem partidos bons ou maus…O que existe é uma incrível igualdade, ninguém vai salvar o Brasil…Nem o PT, nem nenhum partido. Política se faz com pessoas, e essas que são agentes (candidatos eleitos ou não) tem o objetivo de enriquecer o seu bolso e não o País!
    Sou bem esclarecida, sou pedagoga formada e tranquei meu pós graduação faz pouco tempo, leio muito inclusive leituras que não me apraz, gosto de saber as diferentes opiniões.
    Já defendi com unhas e dentes o meu partido, como é o teu caso no teu blog, mas convivendo com as pessoas um pouco mais, vi que não conseguiria mudar o mundo. É um sonho frequente em crianças,e em jovens de partidos políticos… que na prática não funciona para nada! Na minha longa passagem pelo meu partido tive somente um cc que foi na Secretaria de Educação do Estado, trabalhei na minha área e nunca fui “cupincha” de político, tenho orgulho de dizer que nunca mamei em “teta” nenhuma, até pq acretidava política não como meio de sustento e sim como fazer a diferença.
    Não faço parte da classe média de Porto Alegre, trabalho pra caramba e ainda não atingi esse objetivo.
    Mudei minha opinião sobre o voto e recomendo vote em branco na próxima eleição, nenhum político que se apresenta aí hoje é novidade e todos são farinha do mesmo saco! Dizer que o voto muda o Brasil, é papo de candidato que quer ser eleito, não condeno…Estão batalhando pelo seu sustento próprio…Pq é assim que funciona!
    Tenho no Zé Alfredo, um grande amigo que não concorda comigo e eu tb nãoconcordo com ele…O Zé não é extremista e eu um dia fui…Hoje não faço política partidária mais e duvido de gente que faça na blogosfera…Não é errado, mas tb não é certo!
    Quanto aos links que tenho em meu blog, muitos não falam absolutamente nada de política, mas são pessoas que gosto de ler, sinta – se a vontade para visitar…Só não tente doutrinar pq a maioria já é vacina!
    Os link´s do teu blog não faço questão nenhuma de visitar, e minha opinião sobre o teu pensamento, que tu não pediu…Mas como tu deu a tua sobre o meu, me sinto no direito de escrever…é que tens o direito de pensar o que quiser, e acreditar até onde puder na política! Continuar acreditando que estamos vivendo um momento de desenvolvimento do País, que as discrepâncias sempre existiram, e não vamos condenar o Lula pq o FHC tb fez! Graças a Deus, não votei nel nunca, pq no mínim deve ser uma traição ver a maneira que o PT Governa!
    E quanto ao teu primeiro parágrafo que achei totalmente absurdo te falo, nunca discriminei ninguém…Respeito as diferenças entre todos, não somos todos iguais e nunca vamos ser! Uma das minhas características é sempre respeitar as diferentes opiniões, e não vou mudar. Só vou te fazer um apelo, não escreva no teu blog opiniões não embasadas sobre os outros, isso é muito feio menino…Não me lembro de ter feito isso no meu blog…Viu não sou tão má quanto pensas…Só não sou fácil de enrolar!
    Lembre – se ninguém é dono da verdade…Leia mais um pouco de História e entenda sem pensar em ideologias políticas!
    Abraço

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