BLOGS DE DIREITA

Certamente deve haver, aqui no Rio Grande do Sul, muito mais blogs independentes de direita do que de esquerda. A grande maioria desses blogueiros certamente vive a crer cega e piamente na desinformação sobre política e economia ofertada como mercadoria de baixa qualidade para um público medíocre consumi-la e fazer um uso maniqueísta, preconceituoso, revanchista, sectário e racista a respeito daquilo que vê, lê e ouve.

Estava a navegar pelo excelente AINDA A MOSCA AZUL, do Zé Alfredo, quando cliquei em um link onde o autor fazia a seguinte ressalva:

Um blog com ‘banners’ com os quais eu não concordo, e com opiniões político-partidárias com as quais eu também não concordo. Mas…”

O Zé participou de uma tão em moda “blogagem coletiva” (que a queridíssima Rê Ramão também faz sempre que julga um tema relevante) sobre o Dia Internacional da Mulher.

Pelo menos do ponto-de-vista formalmente convencionado para se lembrar delas com carinho, com respeito, com admiração e com valorização e para que elas reflitam a respeito do papel que ELAS MESMAS querem para si em detrimento daquele papel que os machistas, que o patriarcado ou que o libertarianismo exacerbado espera delas, vivemos uma semana especial neste início de março.

Para todos os casos, não tenho absolutamente nada contra blogagens coletivas, nem tampouco contra o agendamento ou as pautas definidas por essa espécie de ação entre amigos, cujo objetivo é repercutir ao máximo uma demanda que eles julgam importantes para a sociedade neste exato momento.

Bem… Pela quantidade de links de blogs independentes que ela possui e pelos links de sites relacionados à mídia corporativa listados em seu blogroll (a lista de links na coluna do lado direito das entradas), verifica-se todas as referências nas quais ela acredita. Embora eu não acredite, não tenho o direito, a necessidade e sequer a obrigação de julgar se a blogueira em questão e seus links tratam-se de pessoas idôneas ou não. Afinal de contas, as crenças e aquilo que falam ou escrevem não podem servir de subsídios para desvalorizar ou desrespeitar a opinião de alguém, pois a desinformação só se corrige através da razão.

Razão não implica necessariamente em consenso. Ao mesmo tempo, a verdade varia de acordo com a quantidade de informação e com a credibilidade que o sujeito dá àquele que o informa. Tem relação com os valores de cada um. E só é capaz de mudar de posição em relação a um determinado tema aquele que possui a humildade e a flexibilidade necessárias para ver, ouvir, ler, vivenciar e tentar colocar-se no lugar do outro que apresenta um pensamento diametralmente oposto ao seu.

Como se chega à razão? Antes de mais nada, é preciso ser extremamente curioso, cuidadoso, paciente, observador para conferir a veracidade de um fato, ouvir mais de uma versão e ponderar sobre mais de uma visão diferente. A opinião deve necessariamente ser balizada por referências. Não se pode usar como suas as palavras de outros, que devem ser citados: quem, quando, onde e como chegar até o lugar de origem da referida citação (site, blog, livro, notícia, artigo, música, filme, etc.). A partir daí é que se tece a posição original do blogueiro.

Isso posto, não dá pra negar também que os blogueiros de direita consideram-se tão honestos, cultos, inteligentes, bem-informados e bem-articulados como nós. Tanto nós quanto eles possuímos preocupações sociais e interesses humanistas que visam a solidariedade, a justiça social, que demonstram amor, carinho, compaixão, respeito e assim por diante em relação a diversos temas (política, economia, religião, família, amizade, esportes, lazer, cultura, etc.

No entanto, os meios de realizar essas mudanças sociais e a quem ter como referência para a execução dessa mudança ou para a confirmação teórica dos eventos empiricamente vivenciados e observados são, na esmagadora maioria das vezes, diametralmente opostos.

Está mais do que óbvio que, por pior que nos sintamos, é fundamental acompanharmos a mídia de massa não por fruição nem tampouco na esperança de que nossas crenças estejam sendo contempladas mas, sim, para compreendermos as ações, os movimentos, as articulações e os objetivos que a mais ampla rede social de poder existente na humanidade possui em todas as opacidades e entrelinhas do seu discurso e da sua forma de produção. E eu não sei até que ponto interessa à maioria dos blogueiros de direita conhecer o pensamento contrário e regular o seu próprio pensamento em relação a uma informação diferenciada a ponto de produzir diferença. Em princípio, eles pouco ou raramente lêem o que a gente lê. Mas isso não há como comprovar.

A diferença mais profunda entre nossos pontos-de-vista é que os blogueiros de direita atribuem credibilidade ao poder da marca e à empatia com o comunicador relacionados ao pacote de notícias e opiniões que recebem da mídia corporativa e aceitam receber como verdade incontestável aquele mesmo padrão. Tal atitude deve-se à crença de que o Pensamento Único da Mídia (PUM) é verdadeiro por ser único. Se há uma oposição (não necessariamente política ou econômica, mas de idéias) e esta oposição é minoritária e não consegue ter suas demandas satisfeitas nem pelo poder público e tampouco pelo “mercado”, então essa visão antagônica deve ser desprezada ou ridicularizada, pois ela não serve ao universo vivenciado por eles. Há, ainda, o contentamento com o fato de receberem toda essa ampla gama de meias-informações mastigadinha e embrulhada em um pacote pronto para consumo, repetido por todos os concorrentes (ou pseudo-concorrentes). A conseqüência da crença nesse pacote resulta na perda da historicidade e em um interesse muito reduzido pela investigação e pela convivência e aceitação das diferenças.

Embora o mais óbvio seja encontrarmos endosso, fontes, referências e concordância em um ambiente de crenças semelhantes, nossa preocupação deve ser a de PRODUZIRMOS DIFERENÇA. Contudo, a polaridade prevalece sobre a ponderação e somos uma minoria que reflete idéias que são muito mais observadas do que postas em prática na sociedade. No caso deles, trata-se de uma maioria que reflete idéias que são muito mais postas em prática com poucos questionamentos do que observadas em seus prós e contras.

Um pequeno exemplo do estrago imensurável que a ditadura militar e os diversos ismos têm produzido na visão de mundo do receptor midíocre (expressão muito feliz do prof. Juremir Machado da Silva, que ministrou um seminário chamado A SOCIEDADE MIDÍOCRE em um evento na PUCSP em 2006) pelo menos desde a década de 1920 no Brasil é tanto a entrada citada aqui como seus respectivos comentários, aos quais devemos dedicar atenção especial.

Quanto ao blogroll, é interessante verificar que, neste blog em particular, não podemos considerá-la extremista, pois possui links que não são necessariamente de direita. Então, podemos passar a observá-los não no sentido dicotômico entre esquerda e direita mas, sim, entre não-conservadores e conservadores. Creio que deva verificar-se um padrão semelhante na maioria dos blogs, assim como temos também diversos blogs em nossa rede social auto-identificada como de esquerda que são extremistas e não-plurais convivendo com uma grande quantidade de demandas em comum junto a blogueiros que apresentam uma flexibilidade maior.

Certos e errados, mocinhos e bandidos… BULLSHIT!!! Não há culpados nem inocentes na blogosfera.

Só posso afirmar sem restrições duas coisas a respeito do modus operandi padrão da maioria dos blogueiros de direita de classe média alta ou alta:

1) O pensamento tipicamente conservador majoritariamente representado por teorias e práticas de correntes políticas, econômicas e sociológicas de direita é, do ponto-de-vista social e de distribuição de renda e desenvolvimento sustentável, absolutamente paradoxal: enquanto criticam severamente as escolhas do “povo pobre, faminto, inculto, doente, ignorante, preto, nordestino e interiorano” (eis o estereótipo que reverberam a partir da mídia de massa) por causa de sua ampla aceitação das políticas de inclusão social e de distribuição de renda proporcionados pelas políticas do Governo Lula, espelham nesses cuja realidade desconhecem a sua própria e ainda mais gritante ignorância;

2) A crença na existência desse eleitor e cidadão que escolhe “errado” com uma origem étnica, religiosa, geográfica, econômica e cultural bastante específica conflagra um racismo e um preconceito velados que jamais serão admitidos.

A ignorância de quem tem casa, comida, roupa lavada, uma profissão consolidada, acesso a cultura, lazer e consciência de seus direitos e deveres sociais é infinitamente maior do que a ignorância de quem tem pouco ou quase nada daquilo que possuem. E a falta de conhecimento a respeito do fato de serem racistas e preconceituosos porque foi essa a educação que receberam de seus pais, da sua escola, da sua igreja e do seu ambiente de trabalho constantemente bombardeada por padrões de consumo, de beleza e de comportamento difundidos pela publicidade significam a mais pura forma de naturalização da intolerância.

O importante não é evangelizar, catequisar e nem tampouco fazer a cabeça de quem pensa diferente de nós: basta que seja lançada a centelha do estranhamento em relação a pelo menos uma dentre tantas contradições para que eles sintam-se impelidos a levantar a bunda da cadeira ou pelo menos a traçar um caminho de leitura hipertextual bastante diferente daquele caminho ao qual estão habituados.

Enfim, o mundo e a vida como eles são não passam na mídia de massa.

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Publicado em ATIVISTAS
6 comentários em “BLOGS DE DIREITA
  1. Hélio Sassen Paz disse:

    Marcelo,

    Obrigado pelo elogio, mas vamos devagar com o andor! ;)

    Digamos que ser diplomático ou não depende de dois movimentos: o primeiro deles é o fato de eu precisar fazer um esforço hercúleo para, mesmo sendo impossível ter um lado para defender e outro para contestar, precisar tentar me colocar no lugar do outro, a fim de fazer valer o meu ponto-de-vista através da razão e não da emoção.

    O segundo é quando estou cansado, mau humorado e até mesmo desiludido, decepcionado, deprimido com o estado das coisas: aí, a diplomacia acaba. Porém, mesmo sem diplomacia, ainda assim, procuro ser no mínimo educado, sem acusar nem perseguir.

    Ainda sou um aprendiz de acadêmico, pois minha banca de qualificação deverá ser no fim de maio ou no começo de junho e a banca de defesa da dissertação será em dezembro ou em janeiro. Minha caminhada é muito longa, pois estou diante de meus primeiros artigos e de minha primeira grande pesquisa.

    Apesar de uma breve experiência docente (breve porém extremamente gratificante, onde aprendi muito sobre burocracia, sobre pedagogia e sobre o fato de diferentes turmas apresentarem diferentes motivações e interesses sobre o mesmo conteúdo), para tornar-me um pesquisador reconhecido, maduro e de qualidade, o processo demora pelo menos 10 anos.

    Com o passar do tempo, as informações que for acumulando e as conclusões a partir das investigações futuras dos fenômenos midiáticos e da comunicação mediada por computador certamente irão fazer melhorar muito a minha capacidade discursiva.

    Portanto, o que tenho a apresentar hoje ainda é muito pouco. Depois da Copa de 2014 aí, sim, acho que estarei mais maduro.

    Por hora, minhas falhas ainda são muitas! ;)

    []’s,
    Hélio

  2. Olá Hélio,

    Admiro teus dotes diplomáticos, os quais manifestaste inclusive em uma postagem minha, porém creio que certos casos simplesmente são perdidos. Há evidências de que a ignorância é como ácido: corrói neurônios de um modo irreversível. Tal, me parece, é o caso que analisaste. E o pior é ter que suportar uma espécie de condescendência que parte dessa classe média semi-alfabetizada dedica a seus detratores, por conta de seu “nível superior”, de suas “leituras” e de suas “especializações”.

    E esse raciocínio vale para ambos, ou mesmo quaisquer, lados.

    Um abraço.

  3. Hélio Sassen Paz disse:

    Zé,

    Curto pra caramba o teu trabalho. É realmente muito bom! ;)

    É verdade: dá pra matizar e fragmentar ainda mais a imensidão dos blogs. Porém, é preciso estabelecer uma série de critérios que precisam ser exaustivamente justificados através da repetição de padrões observáveis.

    Afinal de contas, existe um hibridismo entre aquilo que poderia chamar de raciocínio tipicamente direitista e de raciocínio tipicamente esquerdista, já que há demandas de esquerda que não interessam a uma parte dos próprios esquerdistas e demandas de direita que não interessam a uma determinada parcela dos próprios direitistas.

    Pra mim, esquerda e direita são conceitualizáveis, sim. Porém, não existe purismo em parte alguma – nem mesmo na mídia corporativa, que vive de patrocínios e precisa vender sua desinformação como uma simples mercadoria.

    []’s,
    Hélio

  4. Jose disse:

    Caro Hélio,
    obrigado pela referência elogiosa ao Ainda a Mosca Azul, mas eu diria que um pouco menos. “Excelente”? :))
    Agora, a respeito do que falas no teu “post”, eu matizaria e fragmentaria ainda mais a imensidão de blogs, que há por aí.

  5. Hélio Sassen Paz disse:

    Oi, Letícia!

    Em primeiro lugar, não analisei a personalidade e nem tampouco onde, como, por que ou com quem cada um trabalhou ou deixou de trabalhar. E não fiz uma análise do particular para o geral.

    Se tu parares pra ler zilhões de posts que já escrevi, verás que nunca fui filiado a partido algum e que eu tenho severas críticas em relação ao Governo Lula. Por exemplo: a reforma agrária e a política de meio ambiente são vergonhosas (tão horrorosas quanto em FHC e anteriores), assim como o gigantesco arrego para as grandes fortunas, o toma-lá-dá-cá que impede a baixa dos juros e o corte na cobrança de taxas de serviços nos bancos e a obrigatória composição com o PMDB a fim de poder ter seus projetos votados.

    Quanto à corrupção, só mesmo os mais ingênuos para acreditarem que todos são “bons” ou “maus”: qualquer curva de análise social de grupos possui um número raro ou nulo de extremos (‘bons’ e ‘maus’), enquanto o topo da curva está no meio ou quase no meio. Portanto, todas as pessoas são capazes de ser assassinas, corruptas, ignorantes, intolerantes, ditatoriais, míopes e, ao mesmo tempo, extremamente competentes, cultas, humanas, simpáticas, honestas, éticas e por aí afora.

    A grande questão é que não podemos ficar indignados por causa daquilo que lemos, ouvimos e assistimos a partir da mídia de massa, que é extremamente articulada na produção de subjetividades. Ela publica apenas aquilo que não fere os interesses de seus patrocinadores, que nunca estiveram do lado esquerdo do espectro político, social, cultural, esportivo e religioso.

    A maior parte da classe média é pouco crítica porque não passam de meros papagaios dos telejornais. São conservadoras (em especial os gaúchos, que acreditam no maior estelionato cultural que é o chamado ‘tradicionalismo’) e pouco solidárias, na maioria das vezes. Não se encontra em nenhum outro lugar do Brasil uma concentração média tão alta de racistas, sexistas e praticantes de toda sorte de arbitrariedade, preconceito e arrogância como aqui no RS. Para se dar conta disso, é preciso morar fora do Estado e, sempre que viajar de férias, se misturar à população local, vivenciando a sua rotina para só aí poder encarar de frente o estranhamento consigo mesma, aceitando que a sua criação, as pessoas com as quais convive, a maneira de administrar a sua cidade, o sistema de saúde, de educação e as alternativas culturais de cada lugar não são melhores e nem piores do que as suas mas, sim, que todas possuem riqueza através da DIFERENÇA, que deve ser aceita e tolerada sem exceções.

    Eu entendo a tua decepção cheia de maniqueísmos (bom/mau, certo/errado, bonito/feio) e contradições (opiniões humanas e solidárias qualificadas misturadas à crença nas subjetividades produzidas pela mídia de massa). Afinal de contas, vivemos em uma época na qual o espaço de discussão pública na cidade foi transformado em um mero caminho de fluxo. Com isso, ao invés de formar sua opinião política e social a partir daquilo que vivencia diretamente, o cidadão urbano de classe média discute o que chega a ele através da mediação que alguém fez de uma informação completa e bruta, que chega até ele totalmente incompleta e descontextualizada.

    Porém, pessoalmente, acho inadmissível votar (ou, pior, pregar o voto) em branco ou nulo, isso é dar um cheque em branco para que qualquer um te represente. Pecar por comedimento ou por omissão é muito pior do que pecar por excesso: é dar o direito a outros decidirem por ti ou, pior – jogar tudo e todos em uma vala comum.

    Ao mesmo tempo, não se deve votar na pessoa, pois ela deve prestar contas a um partido que possui uma ideologia e um projeto de gooverno que poderá ou não ser realizado através de coligações e alianças muitas vezes incoerentes. Do contrário, não há como governar. Infelizmente, o sistema institucional e legal que determina o formato político-partidário brasileiro obriga todo mundo a isso.

    A diferença é que eu não me balizo pela mídia corporativa, que cresceu no Brasil a partir da ditadura militar e que sempre esteve ao lado das grandes corporações, do latifúndio, das multinacionais, que não abriu a boca sobre corrupção, tortura e assim por diante.

    Só o fato de eu conhecer esses fatos já deveria ser suficiente para justificar a minha opção baseado na história.

    E eu procuro ler aquilo que é contrário ao que acredito. De uma maneira ou de outra, sempre tenho a esperança de que possa haver alguma possibilidade de alterar eventualmente parte do meu conjunto de crenças. Não vejo a oposição como inimiga e não acredito que só haja gente boa do meu lado.

    Eu não faço política partidária, mas defendo veementemente aquilo em que acredito.

    Simplificando: o PT é, de 0 a 10, nota 4. O resto é nota 2.

    Obrigado pela visita! ;)

    []’s e :*
    Hélio

  6. clap, clap, clap…Palmas.
    Antes de falar qualquer coisa do que tu lê no meu blog e fazer um post sobre isso…Acredite me sinto lisonjeda, quero só fazer algumas observações importantes para que tu não te percas nos próximos comentários…
    Fui filiada em um Partido político durante anos, e tive a humildade necessária de reconhecer que na política não existem partidos bons ou maus…O que existe é uma incrível igualdade, ninguém vai salvar o Brasil…Nem o PT, nem nenhum partido. Política se faz com pessoas, e essas que são agentes (candidatos eleitos ou não) tem o objetivo de enriquecer o seu bolso e não o País!
    Sou bem esclarecida, sou pedagoga formada e tranquei meu pós graduação faz pouco tempo, leio muito inclusive leituras que não me apraz, gosto de saber as diferentes opiniões.
    Já defendi com unhas e dentes o meu partido, como é o teu caso no teu blog, mas convivendo com as pessoas um pouco mais, vi que não conseguiria mudar o mundo. É um sonho frequente em crianças,e em jovens de partidos políticos… que na prática não funciona para nada! Na minha longa passagem pelo meu partido tive somente um cc que foi na Secretaria de Educação do Estado, trabalhei na minha área e nunca fui “cupincha” de político, tenho orgulho de dizer que nunca mamei em “teta” nenhuma, até pq acretidava política não como meio de sustento e sim como fazer a diferença.
    Não faço parte da classe média de Porto Alegre, trabalho pra caramba e ainda não atingi esse objetivo.
    Mudei minha opinião sobre o voto e recomendo vote em branco na próxima eleição, nenhum político que se apresenta aí hoje é novidade e todos são farinha do mesmo saco! Dizer que o voto muda o Brasil, é papo de candidato que quer ser eleito, não condeno…Estão batalhando pelo seu sustento próprio…Pq é assim que funciona!
    Tenho no Zé Alfredo, um grande amigo que não concorda comigo e eu tb nãoconcordo com ele…O Zé não é extremista e eu um dia fui…Hoje não faço política partidária mais e duvido de gente que faça na blogosfera…Não é errado, mas tb não é certo!
    Quanto aos links que tenho em meu blog, muitos não falam absolutamente nada de política, mas são pessoas que gosto de ler, sinta – se a vontade para visitar…Só não tente doutrinar pq a maioria já é vacina!
    Os link´s do teu blog não faço questão nenhuma de visitar, e minha opinião sobre o teu pensamento, que tu não pediu…Mas como tu deu a tua sobre o meu, me sinto no direito de escrever…é que tens o direito de pensar o que quiser, e acreditar até onde puder na política! Continuar acreditando que estamos vivendo um momento de desenvolvimento do País, que as discrepâncias sempre existiram, e não vamos condenar o Lula pq o FHC tb fez! Graças a Deus, não votei nel nunca, pq no mínim deve ser uma traição ver a maneira que o PT Governa!
    E quanto ao teu primeiro parágrafo que achei totalmente absurdo te falo, nunca discriminei ninguém…Respeito as diferenças entre todos, não somos todos iguais e nunca vamos ser! Uma das minhas características é sempre respeitar as diferentes opiniões, e não vou mudar. Só vou te fazer um apelo, não escreva no teu blog opiniões não embasadas sobre os outros, isso é muito feio menino…Não me lembro de ter feito isso no meu blog…Viu não sou tão má quanto pensas…Só não sou fácil de enrolar!
    Lembre – se ninguém é dono da verdade…Leia mais um pouco de História e entenda sem pensar em ideologias políticas!
    Abraço

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