PROFISSÕES, VIZINHANÇA, ENSINO E INFLUÊNCIAS

2 comentários sobre “PROFISSÕES, VIZINHANÇA, ENSINO E INFLUÊNCIAS”

  1. RODRIGO,

    Também penso da mesma forma. Tenho quase 35 anos e sou muito criticado pela família e pelos amigos de infância por não ter dado continuidade em nenhuma empresa, por não ter tido a capacidade de engolir sapos para mostrar que sou útil, tornar-me conhecido e enriquecer meu currículo.

    Perdi namoradas (hoje, felizmente, tenho plena consciência de que não me amavam o suficiente e que, mesmo que tivesse dinheiro, fama e casa própria minha vida com cada uma delas teria sido um porre) e deixei de conviver com vários amigos que considero como irmãos não por brigas ou divergências ideológicas mas, sim, porque a opção deles por freqüentar restaurantes caros, seguir conselhos de clientes e de conhecidos que são empresários ditos de sucesso e pelo total esquecimento e despreocupação em relação àquilo que mais defendiam (assim como nós) criou um obstáculo entre nós.

    Demorei muito e ainda tenho um logo caminho pela frente. Confesso sentir certa vergonha por ainda ter que depender de casa, comida e roupa lavada da minha mãe. Aliás, mesmo que cada um tenha sua profissão, seus filhos, seus amigos e suas próprias casas pra cuidar, eles fizeram a opção conservadora e 100% submissa ao sistema e todos estão ferrados, já beirando os 50 anos.

    A minha escolha é por crescer sempre, aprender sempre e me misturar com todos, sem exceção – muito embora sinta-me intimidade e pouco à vontade entre quem tem muito dinheiro e não pretenda atingir o padrão de vida deles da mesma forma.

    []’s,
    Hélio

  2. Hélio, citaste o exemplo de uma amiga tua, e eu também tenho um caso semelhante. Uma amiga minha, bastante envolvida em projetos sociais, mas que em 2004 votou Fogaça por causa da “burocracia do PT” e também porque “as ruas da cidade estavam esburacadas” e ficava ruim para ela andar com o carro dela.
    Tem também meus ex-colegas de 2º grau, que tem boa formação, cultura, mas são “anti-PT”. Tem um deles que era petista até demais (bem mais do que eu era), e hoje tornou-se extremamente reacionário, acha que “bandido bom é bandido morto”, dentre outras coisas. Há outros ex-colegas que eram PT e hoje só votam em Rigottos, Yedas e Fogaças da vida.
    Em comum entre eles, o fato de estarem “com a vida definida” ou em vias disso. Estão formados, trabalhando, pensando em constituir família (ou com ela já constituída) etc. Satisfeitos com a vida que levam, deixaram de sonhar com grandes mudanças, tornaram-se conservadores.
    Sinceramente, se o preço do “amadurecimento” for virar um conservador raivoso, quero ser “imaturo” a vida inteira. :D

    Abraços

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