SAI, MANCINI, ENTRA ROTH

1) O Mancini foi a solução possível de pagar, imaginariamente promissora e que evitaria o retorno de Tite ou Celso Roth. Todo e qualquer outro bom técnico custa no mínimo o dobro do “Avancini”;

2) À exceção de Léo, Anderson (ex-Pico), Adilson (voltando de cirurgia no ano passado), Bruno Teles (lesionado), Teco (também lesionado), Eduardo Costa e do ótimo goleiro Victor, todo o restante grupo de jogadores sem Roger, Perea e Jean é PODRE. Sejam titulares ou reservas, são técnica e fisicamente inferiores até mesmo a muitos dos insuficientes e insuportáveis “bruxos” do Mano Menezes. Ao contrário da minha postura anterior (predominantemente pessimista), da metade de janeiro pra cá, prefiro crer que só se deveria cobrar mais e melhores contratações da direção e um padrão de jogo do técnico na metade de maio, lá pela segunda ou terceira rodada do Brasileirão. Nem Felipão e Cacalo dariam jeito em quem está razoavelmente entrosado e totalmente em forma disponível no plantel hoje;

3) Paulo Pelaipe foi desonesto, eleitoreiro e oportunista ao apertar a mão de cada um dos associados que foram votar na eleição para o Conselho Deliberativo no final de setembro de 2007 olhando nos olhos de cada um, sorrindo e dizendo que já havia acertado a renovação com Mano Menezes. Foi inábil como dirigente por não ter respeitado o Boca (chamou-o de ‘Caxias com grife’ como uma tentativa rasteira de motivar o grupo tricolor, que era anos-luz pior do que o legítimo campeão da Libertadores). Demonstrou ser inconseqüente, intempestivo e de baixo nível ao brigar com dirigentes do Atlético PR. Logo, é um dirigente de péssima qualidade, que só é bom mesmo no comando do vestiário.

Diria até que nem nisso Pelaipe é suficientemente bom: afinal de contas, a reação do diretor de futebol publicada hoje pelo GloboEsporte.com sobre uma mera opinião pessoal do CAPITÃO Eduardo Costa (que é o representante dos jogadores dentro do grupo) sem que este sequer tivesse utilizado adjetivos ou ironia contra ou a favor de nenhum dos envolvidos no episódio foi veementemente desprezada com o autoritarismo de quem não sabe lidar com problemas de forma serena.

COSTA: “Fomos os últimos a saber. É uma situação que realmente não nos agrada, porque estávamos no começo do trabalho. Além do mais, bem ou mal, os resultados estavam chegando. Agora é ter paciência, o futebol nos reserva essas coisas, que nem sempre é gratificante para nós jogadores. Se há algum responsável por talvez a equipe não estar jogando o futebol que agrade a todos, acho que somos todos nós.”

Qual o jogador ou o torcedor que não estaria preocupado com a demissão de um técnico em início de trabalho com um grupo incompleto à sua disposição?!

PELAIPE: “Dirigente é que comanda a equipe, jogador exerce sua função jogando bola. Eu não discuto, jogador é funcionário do clube e como funcionário, acata a decisão da direção. Aqui no Grêmio tem hierarquia e tem comando.”

Depois dessa, não sei se haverá mesmo respeito à hierarquia e se o comando de Paulo Pelaipe será mesmo tão sólido quanto ele imagina. Quando o plantel perde a credibilidade nas decisões vindas do comando do clube, as coisas desandam. Lembram do triste episódio das “ovelhinhas” de Tite? À época, o dirigente de futebol era alguém com um perfil bastante parecido com o de Pelaipe – Luiz Eurico Vallandro.

É bom lembrar que o GRÊMIO de 2002 vinha razoavelmente bem. Manteve o técnico vitorioso da temporada anterior e grande parte daquele plantel. O diretor de futebol daquela gestão, a exemplo de Pelaipe hoje, também teve uma ou duas temporadas de acertos antes de degringolar. Só esperamos que a coisa não chegue ao nível extremo daquela vez.

Voltando ao atual diretor de futebol, ele justifica sua decisão da seguinte forma:

“O Felipão quando veio não podia sair do túnel, também era vaiado pela torcida. Futebol é assim. Jesus Cristo não teve unanimidade, não vai ser o Celso Roth que será unanimidade. Não quisemos cometer o mesmo equívoco que aconteceu com o De León, só depois de eliminado da Copa do Brasil que nós trocamos o treinador.”

Ou, seja: repete-se a falta de convicção ao trazer um técnico barato e pouco experiente.

4) A falta de dinheiro e a falta de medalhões disponíveis (já que os jovens de qualidade tomam o caminho da Europa e da Ásia cada vez mais cedo) tornam o GRÊMIO uma incógnita para jogadores experientes: não é qualquer dia que aparece um Roger supostamente disposto a se reabilitar longe de RJ e SP;

5) Foi fácil demais permitir que a estrutura se desmanchasse. Começar do zero custa muito mais caro. Se houve muito tempo perdido tentanto manter Diego Souza (hoje, no Palmeiras de Luxemburgo) e uma série de especulações caríssimas sobre jogadores que estão bem na Europa (como o caso de Fábio Rochembach) durante a janela de inverno na Europa, mesmo que a janela de verão ainda esteja fechada na segunda quinzena de abril (um prazo de três semanas para entrosar jogadores antes do Brasileirão), certamente haverá alguns titulares brigados com os técnicos e alguns bons reservas capazes de se encaixar no TRICOLOR DOS PAMPAS dentre os semifinalistas desclassificados dos principais estaduais (Carioca, Paulista, Mineiro, Paranaense).

Mesmo para isso, não considero Pelaipe o cara mais adequado. Chegou a hora e a vez de um verdadeiro profissional, Rodrigo Caetano, assumir a bronca.

Encerro copiando o Cristiano Bonatto, do Blog do Torcedor do GRÊMIO no GloboEsporte.com:

“Demitiram o assador. A carne foi fora. Chama uma tele-entrega da solução fast-food.
Mata a fome na hora, não alimenta, mas tem gente que gosta.

Valeu Mancini, primeiro técnico demitido invicto.

Pelaipe, novo herói dos cornetas. Se merecem.”

Vejam também o que o grande Guga Türck publicou no ALMA DA GERAL a respeito da decisão pelaipeana. Ele vai mais além, dizendo que a direção está mais preocupada em resolver a questão da Arena do que em montar o time e também lembra que o técnico Vagner Mancini declarou que não admite intromissão de dirigentes na escalação do time.

Sabendo da postura autoritária, centralizadora e, portanto, tão amadora quanto retrógrada no trato com o negócio principal do clube que é obter resultados positivos no futebol profissional da atual diretoria, apesar da possibilidade de acerto não poder ser negada e nem medida, em termos de profissionalismo e de gestão a TENDÊNCIA é de que Celso Roth seja apenas o de sempre: um mero “bombeiro”, cujas duas passagens anteriores pelo GRÊMIO resultaram em 58% e 50% de aproveitamento respectivamente.

Um clube do porte do TRICOLOR DOS PAMPAS não pode se resignar a menos de 60%, que é a margem de segurança para classificar-se para a Libertadores. 58% e até 55% podem classificar. Porém, isto seria a garantia de sofrimento até o final.

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Publicado em ATIVISTAS
Um comentário em “SAI, MANCINI, ENTRA ROTH
  1. Guga Türck disse:

    O negócio é se manifestar na arquibancada…

    Abração!

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