ARENA: NOVOS ESTÁDIOS EM TODA A ÁFRICA

3 comentários sobre “ARENA: NOVOS ESTÁDIOS EM TODA A ÁFRICA”

  1. A rede social, política e econômica da RBS é enorme. Não sei se tu fazes ou se já fizeste política dentro do Grêmio mas, certamente, se não fazes nem fizeste, deves conhecer quem o faça.

    Em comparação à política partidária, há uma grande semelhança: salvo raras e honrosas exceções, os princípios maquiavélicos dominam o espaço. Todavia, como praticamente não há presença da esquerda constituída e institucionalizada dentro de grande parte dos grandes clubes de futebol, o que se convencionou chamar de situação e de oposição nada mais é do que a briga entre panelas com demandas particulares não-coincidentes.

    Se não existe direita x esquerda e se o espaço dado em estatuto para a renovação do Conselho Deliberativo possui um monte de cláusulas excludentes como era no Brasil da época da política do café com leite, não há tampouco conflitos de interesses que possam ser considerados verdadeiramente contrários e nem tampouco conflitos de classes.

    O futebol é utilizado midiaticamente pela torcida como um catalizador de emoções, funcionando como uma válvula de escape relativamente barata e bastante popular para as mazelas da sociedade, independentemente do tamanho do bolso do torcedor: cada um tem suas fobias, seus preconceitos, suas demandas. E tanto o poder econômico como o legislativo, o executivo, o judiciário e o coercitivo mais graúdos e mais ramificados em todos os setores públicos e privados da sociedade estão fortemente arraigados dentro dos clubes de futebol. Como não poderia deixar de ser, o totalitarismo se dá quando uma mesma casta faz-se presente no poder decisório de instituições pertencentes a todos os espectros sociais.

    O mercantilismo do futebol contemporâneo tem contribuído para a elitização de um esporte que, para sobreviver, infelizmente, ainda não encontrou mecanismos através dos quais possa prosperar fora dessa lógica.

    Mas, não adianta: a gente ama essa abstração tricolor chamada GRÊMIO, que também constitui parte da identidade falsamente forjada por pseudovirtudes gauchescas e não temos o menor poder de decisão, a não ser votarmos nos “democratas” ao invés dos “republicanos” do clube.

    []’s,
    Hélio

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