O TRABALHISMO LULO-PETISTA

6 comentários sobre “O TRABALHISMO LULO-PETISTA”

  1. Caro Marcelo…
    Não é privilégio seu pagar impostos. Qto a ser “cretino, reacionário, despolitizado, ignorante e retrógrado”, se o chapéu serviu, faça bom uso. Penso que o comentário não generaliza a adjetivação pela classe social, mas sim, pela postura que grupos desta classe assumem nos debates políticos. Algumas situações são inegáveis no Brasil de hoje:
    1º – corrupção existe? claro. Mas nunca foi tão combatida.
    2º – Há preconceito com Lula? Lógico. FHC ficará na sua sombra. Imagine: um letrado multi-lingue não se elege nem para sindico, enquanto o metalúrgico entra no SEXTO ANO de mandato com aprovação recorde.
    3º – A mídia é golpista? Sem dúvida.

    Agora, se você não admite estas três situações como factíveis, realmente és um “cretino, reacionário, despolitizado, ignorante e retrógrado”.

  2. Hallo, Pessoal!

    Ah sim, muito obrigado por te me chamado de cretino, reacionário, despolitizado, ignorante e retrógrado, ainda que eu pague em dia todos os meus impostos e veja, seja no atual governo federal seja nos anteriores (e futuros também), com muita frequência o político corrupto se safando, ou aquele outro que desvia quase dois bilhões de reais (isso mesmo, R$ 2.000.000.000,00) de uma superintendência para bem próprio, ou então o que abusa de sua condição e autoridade para dar carteirada na cara do cidadão comum…

    Mas lá estou eu, trabalhando para pagar meus impostos que sustentam essa canalha de pilantras, sejam estes da esquerda ou da direita!

    Eu, se pudesse, trocaria todo o congresso brasileiro por meia dúzia de políticos suecos. Poderiam ser também filandeses, noruegueses ou islandeses.

    []’s

    Marcelo

  3. Rapá, vou lhe dizer uma coisa: o esvaziamento começou já na escolha do alencar como vice. tava escrito o que seria o primeiro mandato, só não viu quem não quis (e eu fui uma). Enfim, Lula tinha tudo pra ser o melhor presidente da redemocratização… acabou por se consagrar o “menos pior”. Azar o nosso.
    Quanto à TV pública… honestamente, acho uma tremenda picaretagem. Bem melhor teriam feito redemocratizando o acesso à transmissão, tirando da ilegalidade as rádios comunitárias e fomentando a criação de TVs comunitárias.
    Sorte e saúde pra todos!

  4. Hélio,

    Muito diletantemente, venho comentar o post, e dizer que considero pertinente a tua análise a propósito das várias questões políticas do que considera-se como estratégicas para o avanço progressista da nação no governo Lula, tal como o combate as desigualdades brutais, e da forma como vem sendo conduzidas as políticas públicas para as citadas áreas:sobretudo o MDA,Bolsa Família,ENEM, ProUni,Pac,etc.

    “Como há uma enorme incompreensão por parte de todas as correntes políticas (desde a extrema direita até a extrema esquerda) sobre o que de fato é, e representa o Governo Lula” (palavras tuas)…

    Efetivamente VC, o PHA, tocaram no fulcro de potência, sustentáculo e estrangulamento: a compreensão do que está ocorrendo, características políticas do governo Lula, historicamente falando.Os limites.

    O que fazer?
    Política.

    De fato, isto vem acontecendo,(a incompreensão)desde a primeira gestão. Agora, na segunda, estamos melhor observadores e um pouco mais agudos na compreensão do fenômeno político que é o presidente Lula e suas estratégias políticas de viabilização de um projeto de país e para quem. As consequências, começam a aparecer com mais clareza e portanto já podemos dar “palpites” políticos com mais consistência.

    Uma das análises mais objetivas que li ultimamente, foi a sua , postulando PHA, quando se refere ao Trabalhismo. Esta dificuldade política de compreendermos de que governo se trata, quais os referenciais político-ideológicos do Governo Lula, é fato.

    Porém, digo yo, como escreveu um chileno num cartaz numa passeata em defesa do governo de Salvador Allende: “el gobierno es una mierda, pero es mi gobierno”.

    Ainda sobre Os paradoxos do PAC, diz Miro, (deixei o link da matéria para vc no meu blog, onde reproduzi, para meu gáudio absoluto, o seu post de hj). Ah, o Miro:

    “Expressão cabal desta contradição encontra-se no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado com toda pompa e circunstância no início do segundo mandato. Por um lado, ele dá sinais positivos ao reforçar a necessidade do papel indutor do estado, ao fixar metas de investimentos e ao planejar as prioridades – como em obras de saneamento e habitação. É melhor debater propostas de desenvolvimento do que ficar discutindo a estabilidade monetária, como no reinado neoliberal do ministro Antonio Palocci. Por outro lado, o PAC não enfrenta os verdadeiros gargalos do crescimento econômico nem fixa qualquer controle social sobre os investimentos, que podem servir apenas às poderosas empresas.”

    “O tripé neoliberal da política macroeconômica – política monetária restritiva dos juros elevados, arrocho fiscal do superávit primário e libertinagem cambial – mais uma vez não foi tocado para alegria do capital especulativo.”

    “Num extremo, mantém intocados os privilégios dos banqueiros – que neste ano voltaram a bater recordes de lucratividade – e incentiva as poderosas corporações e o agrobusiness. Na outra ponta, adota políticas sociais que beneficiam os setores mais excluídos da sociedade. Na prática, ele não enfrenta os interesses da burguesia, em especial do capital financeiro, e não promove reformas estruturais que reduzam a brutal desigualdade na distribuição de renda – na qual o país é campeão mundial. Como diz o teólogo Frei Betto, esta ausência de projeto só agrava as disparidades sociais. “Em 2006, o Bolsa Família doou R$ 15 bilhões para 11 milhões de famílias pobres. Já o ?bolsa especulador? deu R$ 150 bilhões para 20 mil famílias de credores da dívida pública. Não há futuro para um país que beneficia dessa maneira a camada mais rica”.

    Destaco no artigo do Miro, “Os dilemas do presidente Lula”, os seguintes ítens:

    “Alguns riscos iminentes”

    “A opulência dos ricos”

    E mais: “Pressão urgente”, ainda que neste último, e do meu ponto de vista importantíssimo parágrafo, o Altamiro não aprofunde a questão.

    Maaaas, levanta a lebre, até pq, no corpo do texto, ele foi mt claro e diria, até bastante severo na crítica aos rumos que esta segunda gestão possa vir a seguir.

    Concordo,”Pressão urgente”, a sociedade se divide em classes e não entre fumantes e não fumantes, como querem alguns vis, torpes e não fumantes. ;)

    Fazer política, os movimentos sociais organizados, de modo consequente, deverão apontar os rumos e azimutes, caminhos e direções
    do que convém à nação.

    Fui no site da presidência, ler, copiar e colar, a seguinte finalização de apresentação da trajetória política-pessoal do Presidente Lula:
    http://www.presidencia.gov.br/presidente/

    “Na última semana de junho de 2002, a Convenção Nacional do PT aprovou uma ampla aliança política (PT, PL, PCdoB, PCB e PMN) que teve por base um programa de governo para resgatar as dívidas sociais fundamentais que o país tem com a grande maioria do povo brasileiro. O candidato a vice-presidente na chapa era o senador José Alencar, do PL de Minas Gerais.

    Em 27 de outubro de 2002, aos 57 anos de idade, com quase 53 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito Presidente da República Federativa do Brasil.

    Em 29 de outubro de 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, se reelege Presidente da República com mais de 58 milhões de votos (60, 83% dos votos válidos) vencendo em segundo turno o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin.”

    A parte da ‘comunidade’ excluída, está portanto referendada. Elegemos por duas vezes, com louvor, dele e do povo do Brasil, o Lula presidente, para nos representar politicamente. Parabens pelo post tão esclarecedor.

    PS:Este governo, tambem “merece a minha defesa porque erra menos e acerta mais”, portanto, dá-lhe Miro:”Pressão urgente”!

    Abraço.

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