VOTAÇÃO DA CPMF CLAREIA IDEOLOGIAS

2 comentários sobre “VOTAÇÃO DA CPMF CLAREIA IDEOLOGIAS”

  1. Hélio;

    Aqui está meu comentário:

    Achei os apontamentos do Paulo Henrique Amorim muito infelizes, presos a uma conjuntura política, no meu entender, completamente ultrapassada (como o é com a grande maioria dos “opinadores” brasileiros). Dizer que o PT é “progressista” (seja lá o que isso signifique) ou “trabalhista” porque é a favor de um imposto e que os tucanos são a UDN porque são contra, etc, não me parece uma forma correta de analizar a questão da CPMF.

    Primeiramente, que fique muito claro que a CPMF não era um imposto só sobre os ricos, como muitos tentam insinuar, e em absolutamente nada contribuia para a distribuição de renda, como outros tantos dizem. A CPMF era um imposto horizontal, e atingia todos da mesma maneira, ricos ou pobres. Um aposentado que ganhasse um salário mínimo, por exemplo, e movimentasse sua conta corrente, pagaria CPMF: os poucos reais descontados dele certamente lhe fariam mais falta que os milhares descontados de uma pessoa de renda maior. Isso se chama regressividade: Impostos horizontais, mesmo em percentagem, causam mais perda de bem-estar aos pobres que aos ricos, pois quanto menos renda se tem, uma parcela maior dela se destina ao consumo de produtos de primeira necessidade. Ou seja, enquanto o rico, em virtude da CPMF, deixava eventualmente de ir à Disney nas férias, o pobre, em virtude dela, deixava de comprar um litro de leite, ou um remédio, ou de pagar sua conta de luz (sobre a qual, lembremos, também incidia a CPMF).

    Outro ponto importante, às vezes esquecido, é que a CPMF não era, e nunca foi, aplicada integralmente, como deveria, na Saúde (ou em Bolsa Família). Sinceramente, nada me leva a crer que isso seria diferente agora, em um ano de eleições em que jorram obras públicas e emendas parlamentares ao orçamento. Esse discurso de que “se tirou dinheiro da saúde, do Bolsa Família, dos pobres” me parece mais um apelo “sentimentalóide”, desesperado do Governo para manter sua receita – que, aliás, tem subido substancialmente nos últimos anos, acima do crescimento do PIB. Ao que tudo indica, na minha opinião, a CPMF era importante para o Governo manter o esforço fiscal sem prejudicar os repasses aos projetos que lhe interessam em ano eleitoral, como ocorre não somente no Brasil, mas em qualquer “democracia madura” do mundo.

    Outra: Eu nunca tinha ouvido falar, antes desse debate acerca da CPMF, que redução de impostos prejudica o pobre. Eu sempre soube do contrário. Ninguém nega os benefícios de uma boa estrutura de um estado de bem-estar social, mas também ninguém nega os pesados custos que isso tem para a sociedade (inclusive os pobres). Às vezes, se deixa entender que o país perdeu R$ 60 bilhões com o fim da CPMF. Ora, o país não perdeu nada: esses R$ 60 bilhões saíram das mãos do Governo e, agora, estão nas mãos da sociedade, o que pode permitir, por exemplo, que aquele aposentado que citei, que antes não podia comprar seu remédio (talvez não o encontrasse nas farmácias públicas, como muitas vezes ocorre), agora, com o aumento de renda que teve com o fim da CPMF, o possa obter, ou que possa compre um litro de leite, que talvez lhe faça muito bem à saude, ou que pague sua conta de luz, enfim. Ou seja, o fim da CPMF, ou o corte de impostos de forma geral, pode ser um programa social mais eficiente que o Bolsa Família ou outros tantos investimentos públicos que são feitos.

    O mesmo raciocínio vale para a política macroeconômica, que é tão criticada: a política de juros, a estabilidade externa e, principalmente, o controle da inflação foram, sim, responsáveis por grandes avanços sociais nos anos 1990 e 2000 (acessa o site do IPEA e do IBGE e veja as estatísticas). Estabilidade macroeconômica e políticas sociais, ao contrário do que às vezes se pensa, não são contrapostas: pelo contrário, são geralmente complementares.

    Abraço.

  2. PAULO (artigo e comentário publicados equivocadamente no blog sobre futebol http://blackao.wordpress.com/ agora transferidos aqui para o blog de política https://heliopaz.wordpress.com/):

    PÔ juro que não entendi se a matéria é tua ou do Anão do Paulo Amorin, mais conhecido como el macaquito. Se for tua, viajaste na maionese, como não te dás conta que o dinheiro que arrecada a CPMF, que foi criada sim por FHC, para a saúde e desvirtuada também, é infinitamente inferior ao que o governo(Meireles)paga de juros para os especuladores e banqueiros nacionais e Internacionais(que mala palavra esta). Tchê bastaria que cortasse 1 ponto percentual da taxa de juros que é a segunda maior do mundo para ter o dinheiro mais que suficiente para fazer a caridade. Sabes quanto é a dívida interna?? Conheces Orçamento?? pois estamos hoje em 1Trilhão e 340 bilhões de dívida Interna, pega a calculadora e põe 12,5% a.a. O governo tem que honrar agora ou depois a base de 167 bilhões por ano de juros, para poder fazer este governo que está ai.
    Então meu filho acorda, o problema não é a CPMF.
    E quem mandou o todo poderoso e comanmandante(Meireles)liquidar antecipadamente um montão de dívida externa, que tinham juros bem mais razoáveis que os que paga hoje internamente e quem sabe poderia ter discutido, renegociado, etc, etc.
    Agora meu filho se ele não cumprir os pagamentos dos juros dos títulos que financia todos os meses, tu, eu, e todos vamos pro beleleu.
    Entendeu?? Se não, me avisa que vamos a um bar tomamos uns chopes, falamos de nosso Grêmio e te explico melhor. Porque modéstia a parte de mercado financeiro entendo e muito e sei que hoje como nunca antes na história deste país, os Bancos, os especuladores, os investidores(Nacionais e Internacionais(olha ai de novo a mala palavra), estão ganhando como nunca.
    Abraços
    Paulo
    E seduz, não significa palavrão não, é a redução do nome de minha empresa.
    OK.
    PS:Gosto de teu blog, leio sempre que posso, escreves bem, principalmente quando falas do nosso Tricolor Imortal.

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