A FAVOR DAS COTAS NAS UNIVERSIDADES

Um comentário sobre “A FAVOR DAS COTAS NAS UNIVERSIDADES”

  1. Caro Hélio,
    Parabéns pelo lúcido post. Teus argumentos são bem construídos e teu pensamento coincide com o meu a respeito deste assunto.
    Mas eu colocaria uma outra questão: para termos mais médicos, advogados, dentistas, arquitetos, economistas e engenheiros afro descendentes ou oriundos das classes menos favorecidas; teremos também de olhar para a outra ponta. Teremos de aplicar a mesma energia na educação básica, pois é aí que os problemas começam. Sem uma escola pública de qualidade com professores bem remunerados e estimulados não adianta termos políticas de cotas se elas dificilmente serão preenchidas, por falta de capacitados. Temos que ter uma política de combate radical a evasão escolar e a repetência. Devemos estimular a criança desde cedo a ter contato com os livros; isto não é tão difícil quanto parece. Pegue por exemplo alguma de nossas vilas em nossas periferias, conte quantos bares e lancherias existem; se em vez de um boteco houvesse uma pequena biblioteca, mesmo com livros usados, e uma política pública que favorecesse isto, como conseqüência teríamos mais crianças gostando de ler e de estudar, pois na minha opinião a leitura estimula o aprendizado (comigo pelo menos funcionou, a mesma técnica eu aplico com o meu filho e os resultados estão começando a aparecer).
    Pode-se argumentar que em comunidades em que tudo falta e o poder público não se faz presente isto parece utópico, mas se outros conseguiram, porque não nós? Os outros a que me refiro são por exemplo a Coréia do Sul e Cuba. Citei apenas estes dois exemplos nos dois extremos ideológicos para ver que isto sim é possível.
    O que era a Coréia antes dos anos 60, um país que foi explorado implacávelmente pelo capitalismo japonês e apesar de tudo, com investimentos massivos em educação deu a volta por cima a ponto de liderar a corrida tecnológica e em certos aspectos da um baile até no Japão e nos EUA. Cuba então nem se fala, além de erradicar o analfabetismo é um dos países que mais forma profissionais de nível superior na América Latina; a ponto de ‘exporta-los’ para outros países exercitando uma outra faceta do seu sistema político – a solidariedade.
    Espero ter me feito entender e para não me alongar mais te deixo o meu endereço de e-mail se quiseres aprofundar a discussão e talvez gerar alguma ação mais concreta.

    Abraços,
    José Luís (e-mail devidamente copiado).

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s