MIDIATIZAÇÃO, MOVIMENTOS SOCIAIS, PÓS-MODERNIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO: O PAPEL DA NOVA ESQUERDA

6 comentários sobre “MIDIATIZAÇÃO, MOVIMENTOS SOCIAIS, PÓS-MODERNIDADE E DEMOCRATIZAÇÃO: O PAPEL DA NOVA ESQUERDA”

  1. Hélio!
    Que fôlego rapaz! Mas, vamos discordar de alguns preceitos. A mídia como um todo, é um tanto vago como silogismo. Mas, manda sim e maquiavelicamente falando, manipula, sim. Daí seu poder. Ela é mais importante no que não diz do que no que diz. Ao omitir dados importantes, ela mantém os atores sob pressão e ao mantê-los sob pressão ela os manipula. Só para citar um exemplo próximo, enquanto lhe convinha, ela nunca atacou Calheiros, mantinha-o sob pressão, quando achou que ele não mais servia, entregou sua cabeça, aos poucos, um pedaço cada semana e tenha certeza, tinha muito mais pedaços para servir.
    Não, meu amigo, a mídia não é feita para os pobres mortais, ele é feita para mandar recados, promover os atores que no momento interessam e pisotear os que já foram deglutidos, tudo em nome do Nosso Santo Senhor, o Mercado. Enquanto vender, está ótimo, mais publicidade, mais lucros, mais poder. Em nosso país, a ditadura celebrou o Jornal Nacional, criou nas mentes a imagem que, se passou no JN é verdade. Isso continua no imaginário médio e faz com que telejornais de sucesso, no Brasil, nada mais sejam do que clones do JN, quem não agir assim, fica sem patrocínio. O estilo JN e a palavra impressa, no Brasil, são sinônimos de verdade. A média não questiona, pelo contrário, cita. Vide outro exemplo aqui de nossa aldeia, no aniversário da RBS, nenhum deputado deixou a data passar em branco, todos, entusiástica ou sucintamente elogiaram…
    É lógico, que possui brechas, furos e lacunas. Mas isso, todos os outros três poderes têm de sobra. Note-se, que quem observa o que não foi dito, são somente os críticos, principalmente os que não estão na… mídia. Hoje, observa-se o fenômeno dos Blogs e aí se abre um espaço para a crítica, mas a mídia não está omissa em relação a esta nova forma(vide campanha do Estadão, os Blogs dos articulistas dos Jornais, das revistas semanais).
    Quanto à audiência da TV aberta, você está coberto de razão. Há tempos, o Faustão dava mais importância ao seu programa do que aos comerciais, chamava-os de reclames, etc… Mas, no interior do programa, cada quadro era patrocinado, ou seja, o grosso da publicidade estava no bojo do programa. Atualmente, notei que invés de chamar os reclames do plim-plim, como sempre fazia, ele disse mais ou menos assim, agora fiquem com o show de nossos publicitários, no intervalo, prestem atenção na qualidade e nas ofertas, ora, agora poucos quadros são patrocinados dentro do programa, o grosso da publicidade se transferiu para o intervalo.
    Se a sociedade é de fluxos reais ou virtuais, deve-se, sim pensar novas formas de interagir, de reivindicar, de reclamar. Mas isso não significa jogar velhas fórmulas no lixo. As festas da adolescência refletem a …adolescência, sempre foi assim, ninguém ia, em 1960 á uma festa de arromba, a fim de buscar uma esposa ou um marido. Ficar, já ficavam nossos avôs, a fórmula pode ter mudado um pouco, mas a essência é a mesma. Hoje, as meninas também tomam a iniciativa, coisa que deixaria nossas avós ruborizadas, mas não vai muito além disso não.
    Sim, somos frutos da mídia, pensamos em ritmo de vídeo-clip, mas também redigimos eruditas e enormes teses sobre a 13ª parte do movimento cultural de 22. O mundo, pode ser bem diferente dos tempos de Paulo Freire, Piaget e Marx, mas o homem, como essência continua o mesmo. Vide teu próprio exemplo, Chiapas.
    Devem os movimentos agregar as novas técnicas ao que já existe de bom no movimento. Não acho que o MST pose de coitado, agora, imagine, o MST com um canal de TV, com as marchas filmadas, com as assembléias lotadas registradas em sites e Jornais. Porque não um Jornal do MST, não para ser distribuído entre os sem-terras ou entre os seus apoiadores, mas distribuído ao povo, nada de panfletos mal escritos e reproduzidos. Usar a tecnologia a seu favor é o grande desafio para os movimentos nestes novos tempos. Imaginem, a grande Marcha de Mao, totalmente documentada em vídeo e sendo acompanhada em tempo real pela Internet, ou a coluna Prestes, ou a revolução Cubana?
    Acho, por final, que devemos continuar com nossos filósofos, mas usando o olhar deles para ver o mundo atual.
    Abraços
    Paulovilmar

  2. Referente a influência da mídia recomendo ver o documentário “Muito além do cidadão Kane”, deve estar no YouTube, e isso é apenas 1:23 de tudo!
    Leia Conflitos no campo Brasil, da CPT – Comissão Pastoral da Terra.
    Na NET há muitas vozes que a mídia ainda não pode calar “mas tenta”…

    Prova:
    -Futebol, política e religião não se discute.
    Bom o interessante é que são os três núcleos mais corruptos do nosso país.

    -O brasileiro não tem orgulho de seu país.
    Esta sensação é devido a mídia.

    -Piadinhas pejorativas da pátria ou do povo, ou região contra região.

    -Avalanche de más notícias “já estamos acostumados”

    Isso tudo baixa a auto-estima do povo, quebra o sentimento de nação.
    A Globo sempre enfatizou “A nação brasileira está em festa”, em em casos de tragédia “o povo de tal lugar”, “a região”, emntão em momentos de crise é povo não é nação.

    faça uma enquete de rua e verá, como as pessoas criaram uma imágem distorcida de nação.

    MST ha é aquele povo tá com problema!

    Que povo?
    O problema de uma pessoa numa nação deve ser visto por toda a nação é o papo, um por todos e todos por um.

    Um exemplo triste é o caso GURGEL, lutaram bravamente, vários tentaram ajudar mas não teve jeito fechou. É a crise mundial. Diz isso pra China, Taiwan, Coreia…

    E sabe porque fechou?
    Ordem das montadoras de fora. Será?

    Por comentar de montadoras e a Volks não ia fechar as portas no Brasil?
    Há, tá certo era campanha do Lula, metalúrgico, sindicalista, iria pesar na campanha hã… a dívida milhonária … ops! … que dívida?

    Exportamos 48 sacas de soja (R$) para compra de um Processador (U$), beleza a balança comercial está equilibrada, mas para produção da soja é necessário adubos e defensivos agricolas importados (U$). E o lucro que lucro a terra te deu de graça e eu utilizo alta tecnologia. Então sigamos o exemplo de Taiwan e China.

    Resumindo:
    Nossos políticos e imprensa são marionetes, comprados e manipulados a servirem aos interesses de outras nações ou empresas, a nós resta oque temos e somos hoje.

    Provo com uma pergunta:
    Você já viu noticiar o nome de alguma empresa multinacional envolvida em algum escândalo no Brasil?

    O citado caso Aracruz e MST, a imprensa pôs pele de cordeiro numa empresa com milhares de hectares de terra, adquirida de forma duvidosa via grilagem (ROUBO de terra), e mostraram o tamanho da destruição do MST três galpões com no máximo 200 m2, com destruição de uma quantidade de mudas relativa ao plantio de dois campos de futebol. Foram perdidos 10 anos de pesquisa, vai plantar eucaliptos na Australia, eucalipt e pinus não são plantas nativas, ambas empobrecem e danificam o solo, não foi feito estudo de impacto ambiental, etc.
    Outro foco:
    As arvores tiram o carbono do ar (mentira as plantas retiram CO2 e não CO “monóxido de carbono” o principal poluente)
    Preocupação com aquecimento global (quem polui deve se preocupar mais que nós)
    Os países ricos pagarão por isso (não foi nada definido, e se houver os beneficiários serão a Empresa e o governo que com certeza desviará a verba)
    Vamos viver de esmolas?
    Papel, Madeira e ar puro para os estrangeiros?
    Enquanto nossos sem terra não tem nem papel higiênico.
    A mídia fez com que réu virasse vítima, em menos de 3 minutos, se isso não é poder então…

    E a mídia cria moda e nos obriga a aderirmos ou seremos questionados e julgados pelos colegas e os que nos rodeiam, como quando escutamos alguma piadinha que degrada nossa nação e engolimos a seco com uma risadinha medíocre, para evitar-mos o vexame ou passar-se por ridículo.

  3. Hélio, boa tarde. Foi graças a uma ação do FNDC que, em 2002, foi adiada a decisão da TV Digital japonesa ser implementada ainda naquele ano. Em 2003, o Min. Das Comunicações Miro Teixeira assina o decreto da criação do SBTVD – Sistema Brasileiro de TV Digital – destinando 50 milhões de reais para a pesquisa do sistema brsileiro. Com a decisão final, em 2006, pelo sistema japonês, o FNDC denunciou que o Brasil deixou de ser protagonista e soberano naquilo que é patrimônio nosso: “inteligência” industrial.
    Concordo contigo, quando afirmas que existem brechas na relação mídia X pensamento humano autônomo e que devem ser exploradas. As derrotas midiáticas globais no que concernem ao mensalão e à eleição do Lula são exemplos típicos. Porém pautou o afastamento do Calheiros, bem como a decisão do STF em processar 40 pessoas supostamente envolvidas num esquema que, até agora, ninguém provou – o “mensalão” de novo. Talvez porque os “influenciáveis” sejam da mesma classe social dos donos da mídia…
    E acho teu pensamento contraditório. Ao mesmo tempo que afirmas não existir o poder midiático (por existirem brechas), falas em “midiatização”. Ora, se 80% daquilo que as pessoas conversam são pautas midiáticas; se os gastos em publicidade são gastronômicos, como uma coisa é dissociada da outra?
    Abraço!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s