PONTOS CORRIDOS: A FÓRMULA DA GERAÇÃO INTERNET

O colunista Hiltor Mombach do jornal Correio do Povo de Porto Alegre/RS é um defensor veemente da fórmula de um campeonato brasileiro no qual haja uma fase preliminar classificatória, que levará oito clubes a decidi-lo no formato de pareamento conhecido como “mata-mata” ao invés da disputa por pontos corridos, todos contra todos, em ida e volta.

Ele justifica como necessária tal fórmula porque sua visão acredita que o capital financeiro decorrente da megaindustrialização e da explosão populacional da megalópole que vai de São Paulo até o Rio de Janeiro sempre será muito mais abundante do que aquele que patrocina o sul, tido por muitos como uma região periférica, de menor apelo mercadológico. Sendo assim, argumenta que não haverá mais paridade. Dessa forma, crê na raridade de títulos nacionais para clubes de fora do eixo RJ-SP, em particular a dupla Grenal.

Há muitas pessoas que pensam como ele, assim como há um grupo significativo que é contrário, apoiando o atual formato de disputa baseado em pontos corridos.

Minha observação pessoal como mestrando em Ciências da Comunicação na UNISINOS (onde tomo contato com um amplo referencial de Sociologia, Antropologia, Ciência Política, Filosofia e Teoria da Comunicação), minha formação anterior como publicitário pela UFRGS e o conhecimento acumulado em três semestres do MBA em Marketing na ESPM já me fornecem argumentos suficientes para um bom debate.

O mundo pós-moderno não segue mais a lógica da produção em série, da repetição exaustiva de tarefas e da valorização de bens materiais que permeou a modernidade taylorista e fordista de grande parte do século XX. Atualmente, os bens simbólicos possuem muito mais valor do que os bens materiais e não há mais dependência econômica territorial, isto é, a proximidade do consumidor com o fornecedor de produtos e serviços não significa consumo massivo nem imediato. A economia do fluxo é ubíqüa, ou seja, tanto o serviço como o capital estão em um lugar e em todos os lugares ao mesmo tempo.

Uma partida de futebol tem um público territorial mais próximo que apresenta uma ligação de empatia e de afetividade com algum clube de futebol, mais notadamente em sua própria cidade ou região. Este é o consumidor do transporte coletivo (ou do combustível e do estacionamento), dos produtos licenciados pelo clube (ou não) e das opções gastronômicas do entorno do estádio (desde restaurantes sofisticados até o cachorro-quente da van da esquina).

No caso do GRÊMIO, embora a capacidade oficial do Estádio Olímpico Monumental seja de pouco mais de 51000 lugares, por medida de segurança, o máximo que costuma-se oferecer de ingressos à venda é 45000. Durante a Libertadores 2007, a média de público foi superior a 40000 espectadores. No Brasileirão 2006, a média foi superior a 25000 e, em 2007, houve uma queda de cerca de 20%, girando na casa das 20000 pessoas.

Credito tal queda a cinco fatores principais: 1) à majoração do valor do ingresso mais barato, que é o da arquibancada inferior (popularmente conhecida como ‘geral’), que era sempre de R$20,00 em 2006 e, em 2007, às vezes chega a custar R$30,00; 2) ao excesso de jogos em casa no péssimo horário do fim da tarde de sábado às 18:10h; 3) à prioridade de uma vasta gama de torcedores gremistas à Libertadores, estourando o seu orçamento em 14 partidas onde o valor médio dos ingressos superou de longe os do Brasileirão deste ano; 4) os torcedores com maior poder aquisitivo, locatários de cadeiras ou os proprietários de cadeiras perpétuas, têm mais opções de lazer e, à exceção da Liberatadores, comparecem em menor número aos jogos do Brasileirão; 5) apesar do rejuvenescimento de boa parte dos freqüentadores do estádio, do aumento da participação feminina nos jogos e do aumento do número de associados em dia com suas mensalidades, muitos estudantes ainda não podem ser considerados integrantes da população economicamente ativa. E há muitos sócios-torcedores que, mesmo com 50% de desconto no valor do ingresso, pertencem à classe C e dependem de mesada.

A Puma está satisfeitíssima com o patrocínio ao GRÊMIO: a loja Gremiomania recentemente foi transferida para um prédio na entrada do Largo Patrono Fernando Kroeff (antigo Largo dos Campeões – nome genérico e muito mais simpático), com 400 m2 e uma nova administração. O vice-presidente de planejamento Eduardo Antonini afirmou em um podcast no qual foi entrevistado pelo conselheiro recém eleito pela chapa 3 Ducker que há uma enorme fila de espera para a locação de camarotes por parte de empresas e de torcedores mais ricos.

Devido a um fator econômico que os gaúchos não admitem porque a mídia corporativa não os informa corretamente, o desemprego diminuiu um pouco e os salários médios aumentaram um pouco com o Governo Lula. Mesmo assim, é preciso dizer que o Brasil e, em particular, a maioria do povo gaúcho e porto-alegrense, permanece com dificuldades financeiras.

O contrato com a televisão é o que sustenta os clubes. A receita do quadro social e da venda de ingressos representa uma parcela cada ano menor no orçamento do futebol. Nesse sentido, meu único ponto de concordância total e irrestrita no discurso habitual do comentarista é que é preciso renegociar os contratos de direitos de radiodifusão (o espectro de ondas eletromagnéticas compreendem áudio, vídeo e áudio + vídeo) através de uma redistribuição das cotas em função de uma nova base de cálculo.

Mombach sustenta que, em situação normal, os três grandes clubes paulistanos, o Santos (e, eventualmente, os quatro grandes cariocas (que possuem maior poder político e mais dinheiro do que os gaúchos mas que ora vivem uma crise de gestão pior até do que a do próprio GRÊMIO) tendem a erguer mais títulos e a participar mais freqüentemente da Libertadores do que os dois grandes do RS, de MG, da BA e os três grandes do PR e de PE, os maiores (e, provavelmente, os únicos minimamente estáveis) do país.

No entanto, como a economia segue fluxos digitais e não depende de atores locais, essa hipótese perde força.

Ele diz também que a competitividade aumenta e que se ganha em emoção com jogos decisivos. Para a mídia corporativa enunciar durante uma semana inteira ou até mais a mobilização total de duas torcidas para dois embates tensos, realmente é mais negócio. Afinal de contas, hoje em dia, o jornalismo trata muito mais a notícia como produto de consumo do que como informação capaz de produzir a diferença em uma sociedade. Já que há uma confusa mistura que resulta na espetacularização da notícia ou na noticialização do espetáculo, quem pratica essa forma de comunicar realmente sai perdendo.

Todavia, a média de público dos últimos dois anos tem sido bem mais alta do que em todos os anos da última década. O único campeonato nacional com uma média de público parecida ou superior à verificada em 2006 e 2007 foi a Copa União de 1987 que, apesar de contar com um único turno de classificação, apenas 16 clubes e de ter tido semifinais e final, foi uma fórmula relativamente simples de disputa, no início do Plano Cruzado, quando havia alto índice de empregabilidade, média salarial um pouco maior para a classe média e inflação tão reduzida quanto a atual.

Pois bem: apesar do êxodo das principais revelações do SUB-17 e do SUB-20 ano após ano e do amadurecimento do jogador brasileiro em nível de Seleção que vive cada vez mais tempo no exterior (só os velhos ou os medíocres retornam cedo), mesmo com um campeonato mais fraco e com a violência urbana, o que faz com que o público nos estádios esteja aumentando?

Eu aposto no rejuvenescimento do freqüentador dos estádios. Há muito mais mulheres e famílias indo aos estádios. Apesar de alguns torcedores praticarem furtos, brigas e de irem para os jogos bêbados e drogados e de quebrarem ônibus, essa minoria tão destacada negativamente pela mídia corporativa NÃO É REPRESENTATIVA DE SEQUER 10% DA QUANTIDADE DE JOVENS QUE GRITAM, QUE PULAM, QUE CANTAM, QUE PINTAM A CARA, QUE VESTEM BONÉ, CAMISETA, CACHECOL, AGASALHO E QUE LEVAM N FAIXAS E CARTAZES DE INCENTIVO AO SEU CLUBE NO ESTÁDIO!

Caso a mídia estivesse certa em relação ao alarmismo e à suposta quantidade de pessoas violentas, imaturas ou de má-índole presentes nos estádios, não veríamos tantas meninas e tantas mães e avós no Olímpico. Creio que a mídia não encontra eco em quem vivencia o futebol ativamente. A sociabilidade via internet apresenta centenas de comunidades virtuais e informação alternativa através de blogs, através dos quais o novo público dos estádios busca a maior parte da informação que consome. Eles vão por que acreditam naquilo que seus olhos vêem, suas mãos tocam e seus ouvidos escutam. A EXPERIÊNCIA DO CONVÍVIO NO ESTÁDIO É DESEJADA E NÃO MEDIADA. A experiência mediada é de quem prefere ficar em casa.

O machismo do homem nos estádios diminuiu tanto que eles não ficam mais dizendo palavrões gratuitamente para as misses dos festivais de turismo do interior que desfilam pelo gramado antes e no intervalo dos jogos. Eles não ofendem mais as torcedoras que freqüentam a mesma arquibancada do que eles. As mulheres estão mais corajosas, mais seguras e dizem muito palavrão. Elas jogam, assistem, acompanham futebol na mesma mídia que generaliza e exagera no peso da violência verificada nas torcidas.

E mais: ESTÁDIO DE FUTEBOL VIROU LUGAR DE PAQUERA. Daí o respeito maior com as meninas. Afinal de contas, os meninos se interessam por elas e vice-versa. Mesmo que seja diferente de ir a uma balada, onde as relações se dão mais através de um jogo de aparências no qual tanto homens quanto mulheres vistam-se e vistam uma máscara que esconde as suas fragilidades a fim de seduzir e de levar alguém para a cama naquela relação efêmera, os torcedores e as torcedoras vão para o estádio para torcerem pelo seu time antes de tudo. Vários grupinhos têm um lugar cativo no estádio e, assim como o torcedor mais antigo costumava ir ao estádio e bater papo com um desconhecido que senta quase sempre ao seu lado como se fossem amigos íntimos, o torcedor mais jovem interessado em paquerar tende a apresentar uma particularidade: ao invés de beijar na boca e tentar levar a menina para o motel (ou vice-versa, no caso das meninas mais extrovertidas e de personalidade forte) depois do jogo, pequenas turmas se misturam e se conhecem tanto a partir das comunidades do Orkut como dos leitores de blogs e a idéia é desenvolver a relação em um grau menos efêmero do que quando se conhece alguém nas noitadas.

O rejuvenescimento do público (hipótese minha) também deve levar em conta que a maioria dos novos associados (não apenas no Grêmio, mas também no tradicional adversário e em muitos clubes pelo país afora) pertence à classe C. Não possuem casa na praia, não têm muito dinheiro disponível sobrando e o seu maior momento de diversão é o jogo do seu time do coração, que custa menos do que a balada.

A fórmula de pontos corridos proporciona o tão desejado equilíbrio técnico: joga-se tão-somente duas vezes contra o mesmo adversário, uma como mandante, outra como visitante. Todos pertencem a um grupo único e basta acompanhar a simplicidade da tabela de jogos que, ao invés de diminuir a rivalidade local dos desnecessários campeonatos estaduais (verdadeiras caravanas da miséria) ou de exacerbar rivalidades estaduais em torneios de mata-mata, faz com que TODOS OS JOGOS SEJAM IGUALMENTE IMPORTANTES. O torcedor está acostumando-se a torcer pelo seu time e a “secar” não apenas seus rivais tradicionais mas, sim, todo e qualquer adversário que esteja ao seu redor na tabela de classificação.

O comportamento da geração de usuários nata da Era da Internet presume o uso simultâneo da navegação em mais de um site ao mesmo tempo, da conversa paralela com vários interlocutores em um mensageiro instantâneo e de baixar músicas e assistir a vídeos no You Tube ao mesmo tempo, além de “espionar” perfis alheios e discutir seriamente os assuntos de seu interesse nas comunidades do Orkut.

Minha segunda hipótese: todos esses atravessamentos facilitam a compreensão da relação EM REDE de vários jogos simultaneamente. Para não dizer que apenas a internet ajuda a determinar a ampla aceitação da fórmula de pontos corridos dos 10 aos 25 anos de idade (e, daqui para a frente, de maneira cada vez mais precoce), o hábito de acompanhar vários jogos ao mesmo tempo também decorre do zapping, isto é, de trocar de canal para ver dois ou três jogos do Brasileirão ao mesmo tempo.

Essa nova geração também segue a estética, a interatividade e a velocidade dos games (jogos de computador). Os jogos de futebol como FIFA e Winning Eleven, que permitem a compra, a venda, a escalação e a mudança de posicionamento dos jogadores e simula jogos de futebol verdadeiros inclusive com diversas posições de câmera e opções de replay disponíveis permitem um contato maior e um conhecimento total sobre clubes e campeonatos europeus por onde atuam todos os jogadores que o gamer-torcedor acompanha na TV, desde seus ídolos brasileiros que atuam no exterior como também os novos ícones globais de sucesso no futebol.

Logo, a vivência da fórmula por pontos corridos atravessa fronteiras e não tem hora pra acontecer. É uma preferência de quem DESEJA PASSAR PELA EXPERIÊNCIA DE VIVENCIAR O ACONTECIMENTO em uma sociedade na qual parte da sociedade ou passa tempo demais em casa na TV ou no computador (talvez por valorizar mais o conforto e a segurança do casulo), ou passa tempo demais na rua “borboleteando” quando o casulo não for suficientemente seguro.

Segundo vários autores que lidam com a questão da pós-modernidade, o individualismo busca desamarrar-se do “ensimesmismo” através do ritual da torcida, da vivência na tribo e de preferir viver o presente, já que as pressões sociais por status, dinheiro e poder se tornaram tão pesadas que é preciso se agarrar a uma válvula de escape. Céticos e pouco ligados em política partidária ou em movimentos estudantis, também não fogem para a religião, embora o estádio seja uma igreja e os jogadores sejam os sacerdotes.

A missão comum dentro do estádio nesse culto é empurrar o time cada vez mais para vitória: é cantando, pulando, xingando O TEMPO INTEIRO. A midiatização nos trouxe um contato maior com os sites de notícias e com o televisionamento de partidas de clubes argentinos e italianos. Particularmente no Rio Grande do Sul, onde há uma concentração de renda um pouco menor do que no resto do Brasil, o acesso a esse futebol globalizado propiciou a assimilação da estética estrangeira também através de vídeos legendados ou não e das letras e dos MP3 dos cânticos das torcidas dos principais clubes da América do Sul e da Europa. Depois, as torcidas do Sudeste seguiram a onda provavelmente iniciada por GRÊMIO e INTERNACIONAL, recriando (ou realimentando) rivalidades regionais sob a desculpa de que “cariocas e paulistas estão nos imitando”.

De volta à globalização: muitos argentinos também aumentaram o sentimento de rivalidade sobretudo com o GRÊMIO porque a torcida conhecida como GERAL DO GRÊMIO apenas canta em portunhol músicas conhecidas das torcidas de Boca Juniors e River Plate da Argentina.

Essa missão quase messiânica de cantar “vou torcer pro Grêmio benendo vinho/O Mundial é o meu caminho” (ou sua variante vascaína ‘Vou torcer pro Vasco ser campeão’) contagia o estádio inteiro, fazendo com que antigos torcedores que detestavam ter que sentar e levantar a cada lance de gol agora aceitem mais facilmente o fato de que, seja sob a sombra de uma marquise ou sob o conforto de uma cadeira, eles também fazem parte desse desejo épico de ser ator da vitória ou o maior incentivador da “volta por cima” em caso de derrota.

Com isso, a fórmula de pontos corridos, invenção secular européia, sofre uma leitura diferenciada aqui nos trópicos: além dos argumentos da pós-modernidade e do comportamento social predominante na “geração Internet”, aconteça o que acontecer com o time dentro de campo, quase sempre todos saem vitoriosos, pois estão sempre CONCORRENDO, COMPETINDO, DISPUTANDO ALGUMA COISA: afinal de contas, mais do que no Velho Mundo, aqui há muito menos equipes que acabam o campeonato sem terem chegado a lugar algum do que em Portugal, na Inglaterra, na Itália, na França, na Alemanha ou na Itália, pois são quatro ou cinco vagas na Copa Libertadores, sete ou oito na Copa Sul-Americana e quatro clubes lutam para não serem rebaixados para a Série B. Portanto, de 20 clubes, apenas quatro ou cinco saem de mãos vazias.

Fora as razões sociais e emocionais do torcedor pós-moderno, há ainda as razões de ordem econômica sobre as quais o especialista em marketing esportivo João Henrique Areias, que trabalhou no nascedouro do Clube dos 13 em 1987 e também foi diretor de marketing do Flamengo discorre em entrevista ao programa Juca Entrevista veiculado pela primeira vez no sábado 20/10/2007 às 22h na ESPN International (canal 60 da NET).

A infra-estrutura dos clubes é caríssima e precisa ser mantida. Todos recebem 12 meses de salário. Porém, apesar de um ano ter 52 semanas, em apenas 46 é permitido por lei jogar. Há quatro semanas de férias coletivas dos jogadores e da comissão técnica e pelo menos duas semanas de pré-temporada. Os deficitários campeonatos estaduais consomem 14 semanas, sobrando então apenas 32 semanas para a realização de 38 rodadas do Brasileirão de 20 clubes na Série A e mais 20 clubes na Série B. Isso garante que as 40 estruturas mais caras e normalmente mais tradicionais do esporte no país mantenham-se na ativa durante todo o ano.

A fórmula anterior eliminava 60% dos participantes do campeonato oito semanas antes do final da temporada. Em termos financeiros, isso é um desastre. Prova disso é o fato de que os primeiros rebaixados das primeiras temporadas disputadas por pontos corridos e os últimos rebaixados das últimas três temporadas com fase classificatória curta e “mata-mata” foram justamente os times que mais vezes haviam sido desclassificados antes dos “mata-mata”.

Como a globalização implica em concentração, se a TV contribui para que torcedores do interior prefiram os clubes da capital ou até mesmo de outros estados ao invés do clube da sua cidade aumentando, assim, a rede de consumidores da macroestrutura em detrimento da microestrutura do esporte, também não se deve estranhar o fato de que há crianças brasileiras torcendo pelo Barcelona, pelo Real Madrid, pelo Milan, pela Roma, pelo Arsenal, pelo Manchester United ou pelo Bayern de Munique, assim como há jovens no Japão, em Hong Kong ou em Portugal torcendo pelo Grêmio, pelo São Paulo ou pelo Flamengo.

Embora esteja me estendendo demais, até mesmo a construção de um estádio e da estrutura viária e de serviços deve ser planejada mais para esse público do que para uma faixa mais abastada, de profissionais liberais com automóvel. A divisão do valor dos ingressos pela quantidade de torcedores com um perfil mais jovem que possui menos dinheiro deve ser prioridade. Os poucos lugares premium (camarotes, tribunas, cadeiras cobertas, aquecidas, com pouco vento, serviço de garçon, etc.) possuem demanda suficiente para financiar o espetáculo da geração Internet nos estádios de futebol.

Com ou sem drogas; adolescentes ou jovens adultos; trabalhadores, estudantes ou desempregados; ricos ou pobres… Não importa a origem, todos os atravessamentos de emissão, recepção e interação multimídia fazem da nova geração de associados dos clubes de futebol brasileiros uma parcela considerável da população que aglutina várias tribos distintas em uma rede social que não dissocia o presencial do virtual em torno de um elemento comum: o clube de futebol.

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