ESTALEIRO TRICOLOR

O leitor Gremista Vigilante corrige minhas perguntas do post anterior sobre alguns jogadores lesionados, através do meme da matéria de ZH publicada neste domingo. Adilson fez a segunda cirurgia no pé em 2007 – e eu nem sabia da primeira. Logo, de dois jogadores promissores no meio-campo, um está recuperando-se e só volta aos gramados no ano que vem; o outro, Danilo Rios, ainda está muito “verde” para assumir a posição.

Ramon passou por uma cirurgia nos meniscos do joelho direito e voltou a correr em menos de 30 dias. Ele é outra opção de ataque que – pasmem – tem feito muita falta, diante da quase obrigatoriedade de escalar dois homens de área juntos (Tuta e Marcel) cujos resultados são comprovadamente ineficientes, desde que Carlos Eduardo foi vendido para o Hoffenheim da segunda divisão alemã (a 2.Bundesliga) e quando Jonas não conseguir vencer a marcação, estiver lesionado ou suspenso.

Tcheco tem atuado como volante, cobrindo o lateral direito, seja ele Patrício ou Bustos. Como nunca mais cobrou faltas como em 2006, seus escanteios não são bons e ele arrisca muito pouco de fora da área, sinto que ou sua lesão no púbis não foi 100% curada. Além disso, ele joga com o freio de mão puxado. Basta ver a diferença de velocidade e do controle de suas passadas entre a primeira e a segunda temporada do capitão no Olímpico para perceber a diferença. Ele é útil. Porém, pouco eficiente na ligação com o ataque.

Rodrigo Mendes mal chegou, sequer reestreou e já teve que operar os ligamentos de seu joelho esquerdo. Kelly foi equivocadamente contratado após ter passado por uma limpeza no joelho direito no início do ano e, depois de várias chances e um único gol, também está parado por outra limpeza – desta vez, no joelho esquerdo.

O lado esquerdo da defesa tricolor ficou também muito mais fraco no apoio e consideravelmente mais vulnerável na marcação e no bote depois da ida de Lúcio para o Hertha Berlin e das cirurgias do zagueiro Teco e do lateral esquerdo Bruno Teles – ambos nos ligamentos do joelho esquerdo. O lateral esquerdo peruano Hidalgo, por sua vez, também sofreu cirurgia nos meniscos do joelho esquerdo.

A cirurgia de emergência para a remoção do apêndice do centroavante Marcel e a dos ligamentos do tornozelo direito do péssimo atacante Everton não comprometeram a eficiência e as opções do plantel. Da mesma forma, parece que não há opções confiáveis no SUB-20 prontas para assumir uma posição no grupo profissional.

Logo, 2007 parece um ano fadado à lembrança de feitos importantes: primeiro, o Ruralito, por obrigação e para satisfação do ego do torcedor-flautista, apesar da competição não possuir nenhuma expressão; depois, o quase improvável vice-campeonato da Libertadores, com um plantel tecnicamente limitado, porém dotado de muita garra, “dopado” pela sua torcida e fisicamente privilegiado.

A competitividade sempre no limite, a falta de qualidade técnica, a idade avançada de alguns jogadores, a falta de opções táticas e o plantel reduzido dizimaram o GRÊMIO neste segundo semestre. Até certo ponto, pode-se considerar que, classificando-se ou não para a próxima Libertadores, só o fato de chegarmos muito bem posicionados no Brasileirão 2007 (aquele que talvez seja o campeonato nacional de primeira divisão em um país de ponta do futebol mundial mais parelho nas pontas de cima e de baixo da tabela) talvez possa ser considerado uma vitória.

Todavia, não apenas a necessidade financeira da dívida impagável e da venda de peças importantíssimas como Lucas, Lúcio e Carlos Eduardo como também a incessante gana por conquistas de um clube ENORME como o GRÊMIO forçam-me a querer sempre mais e a não ser condescendente com falhas individuais recorrentes dos mesmos jogadores e nem tampouco com escolhas equivocadas do técnico Mano Menezes.

Pode parecer exagero de cobrança em relação a um time que estava no inferno da Série B há menos de dois anos. Pode parecer excesso de preciosismo em relação a um plantel que sofreu tantas baixas significativas em menos de quatro meses.

Contudo, mais caro e mais doloroso é se contentar com pouco e perder tempo e dinheiro – dois quesitos cruciais para pensar no futuro do time a curto prazo. Afinal de contas, 2008 está logo ali, dobrando a esquina.

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