GRÊMIO: COMO CHEGAR À LIBERTADORES 2008?

Quando estávamos no mês decisivo da Libertadores (quartas-de-final, semifinais e finais), eu fiz diferente: acreditei no GRÊMIO não acreditando, ou não acreditava acreditando muito. As limitações do time sempre estiveram escancaradas nos jogos fora de casa. Se fosse apenas o caso de ser um time limitado que tentava se fechar e, muito raramente, reagir ou jogar no contra-ataque a fim de evitar ser goleado para que a Geral fizesse a diferença no Olímpico lotado, seria uma coisa restrita à natureza da disputa dos mata-matas diante de adversários claramente mais ricos e tecnicamente superiores a nós.

No entanto, o fato está se repetindo em pleno Brasileirão, onde não há morte prévia porque não há fases eliminatórias. Não sei se nem como é tratada a Psicologia no clube. Todavia, o método de motivação e de memorização das precauções que o técnico Mano Menezes repete à exaustão nos treinos e palestras precisa ser trocado por outro, já que é fora de casa que vamos definir nossa presença no maior campeonato de clubes das Américas no ano que vem.

Me preocupa bastante o fato de alguns jogadores já terem manifestado em entrevistas recentes que sentem falta da nossa torcida fora de casa. É natural que o dono da casa procure ter a iniciativa de atacar e que procure conservar a posse de bola por mais tempo. E é óbvio que as dimensões de outros gramados, a quantidade e a atividade dos torcedores do mandante tornam a mecânica de jogo diferente daquela que o TRICOLOR DOS PAMPAS costuma impor aqui dentro.

Porém, se o futebol brasileiro está mesmo relegado a uma vala comum de mediocridade (da qual o GRÊMIO infelizmente não tem como escapar a curto prazo), parte-se do princípio que deve-se buscar o diferencial, isto é, qual a qualidade mais importante que o nosso time possui? O técnico visitante normalmente preocupa-se em corrigir falhas e em se defender – a não ser que tenha um plantel como o do São Paulo em suas mãos, um alçapão como a Vila Belmiro ou uma monstruosidade como o Maracanã lotado a seu favor.

E é disso que o GRÊMIO precisa: surpreender e fazer diferente do habitual fora dos seus domínios.

Daqui até o final do Brasileirão, nossos jogos são os seguintes:

21/10, 18:10h, Maracanã: FLAMENGO
28/10, 16:00h, Olímpico: NÁUTICO
31/10, 20:30h, Arena da Baixada: ATLÉTICO-PR
04/11, 16:00h, OIímpico: FIGUEIRENSE
11/11, 16:00h, Morumbi: SÃO PAULO
25/11, 16:00h, Machadão: AMÉRICA-RN
02/12, 16:00h, Olímpico: CORINTHIANS

Ao contrário do que muitos pensam, a tabela NÃO é camarada com o TRICOLOR DOS PAMPAS. Temos quatro partidas fora, sendo uma seqüência de duas seguidas: uma delas, que é uma derrota praticamente certa contra o bicampeão São Paulo (que será cinco vezes campeão brasileiro, no geral, sendo as duas últimas consecutivas); a outra, embora seja contra um time fraquíssimo, ocorrerá depois de uma longa e desgastante viagem até Natal.

Os dois primeiros adversários fora de casa são dificílimos: o Flamengo, que é bem treinado e vem em ascensão, dentro do Maracanã vibrante, totalmente flamenguista, com sua acústica e tamanho imponente e gramado enorme; e o Atlético-PR, um time dentre os mais fracos do campeonato, mas que não costuma perder para o GRÊMIO em Curitiba.

Mesmo o último jogo, contra o Corinthians, poderá ser complicadíssimo no caso de eles ainda não terem escapado da Série B. Pessoalmente, torço para que o Corinthians esteja fora da degola no dia 25/11, contra o Vasco.

O GRÊMIO precisa, necessariamente, ser muito mais do que foi até aqui para garantir a vaga sem depender de resultados paralelos, pois é preciso vencer pelo menos uma partida fora e ganhar todas em casa para garantir a sua classificação entre os quatro primeiros.

Todavia, eu já acho que precisa de um pouco menos: 11 pontos ou, com um pouco mais de sorte, 10 pontos. Mais em função de eu não acreditar no Cruzeiro e da entrada do Fluminense no G4 do que propriamente do GRÊMIO empreender uma mudança na sua forma de jogar.

Não será nada fácil o GRÊMIO chegar à última rodada em 5º ou 6º lugar, pois Palmeiras e Cruzeiro encerram suas participações contra Atlético-MG e América-RN no Parque Antarctica e no Mineirão, respectivamente.

Será que o raio cairia duas vezes no mesmo lugar? Lembram daquela última rodada da fase de classificação em 1998 quando precisávamos ganhar da Portuguesa (vulga ‘Loser’) e torcer para quatro resultados favoráveis em sete até o último minuto para entrarmos nos mata-matas e conseguimos?!

Mano Menezes e Tcheco têm toda a razão: a chance das vagas para a Libertadores definirem-se antes da última rodada é mínima.

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