GRÊMIO 2008: O QUE FAZER? O QUE PRECISAMOS?

Agradeço a todos os leitores que já comentaram e também àqueles que ainda comentarão os posts que anunciei na comunidade GRÊMIO do Orkut. ;)

Para os dois únicos comentários deletados porque seus autores preferiram restringir-se a meramente escrever palavrões: dizer que eu não entendo nada de futebol não seria nada de mais, desde que eu nunca tivesse deixado bem claro que não sou profissional do ramo e nem tampouco melhor do que ninguém, embora tenha, sim, uma opinião que pode ser contestada à vontade, desde que se use fatos, argumentos, estatísticas ou meramente um otimismo saudável. O tempo se encarregará de me dar razão ou não.

Além disso, muitas vezes, o fato de eu argumentar com veemência rumo a uma certa direção não significa necessariamente que eu prefira ou que eu concorde com o desfecho que estou porventura desenhando. A crítica esportiva é mais gratificante para quem arrisca e aceita numa boa quando erra do que para os oportunistas que fazem previsões depois da mula estar viva ou morta. Na pior das hipóteses, levanto lebres que servem pelo menos como sinal de alerta: se eu acertar, é sinal de que o clube não levou em consideração a possibilidade que eu observei. E se tudo ocorrer do contrário, é sinal de que souberam se prevenir.

Agradeço muito a quem passa por aqui e não apenas lê ou comenta mas, sim, indica o APITO DO BLACKÃO para seus amigos. Mas eu não sou ninguém, mesmo que eu só conheça duas pessoas que disseram antes da Copa de 2006 começar que Itália x França eram os favoritos, sendo a Itália um pouco melhor: eu e meu amigo Daniel André Rech. Eu, comentando no início deste blog; o Daniel, ao ganhar sozinho em um grupo de apostas.

Outro disse que eu sou colorado. Olha, depois de mais de 650 jogos no Olímpico e de quase ter morrido na decisão da Copa do Brasil em Criciúma 1991ainda preciso ler isso… Tsc, tsc, tsc…

O terceiro só disse palavrões. Então, faltou qualquer argumentação racional. Toda pessoa é inteligente e capaz de observar o mundo. Me proponho, com este blog, a falar sobre futebol internacional e sobre o GRÊMIO, mas sob uma ótica diferente. Se eu pensar igual à midia especializada ou se eu não utilizar o que ela divulga para associar com fatos pouco observados para dar uma luz à questão, não vou passar de um mero papagaio. E de papagaios já estamos cheios.

Voltando: o André K pergunta qual nome EU sugiro para treinar o Grêmio. Independentemente se foi em tom desafiador, desconfiado, inconformado ou, simplesmente, de dúvida, mesmo, adianto dizendo que não sou eu que não quero mais o Mano no GRÊMIO. Apenas acho que, se a vaga à Libertadores 2008 for a pique, ele não fica. Pessoalmente, tentaria, NESTA ORDEM: Geninho, Caio Jr. (mas esse não vem, pois o Palmeiras vai para a Libertadores, sim), Cuca (se o Botafogo não melhorar, lá ele não fica) e o “Mano piorado”, que é Celso Roth. Os demais ou custam muito caro, ou são inexperientes, ou vivem enganando por onde passam.

O Guillermo entendeu o espírito da coisa: EU QUERO MUITO ESTAR REDONDAMENTE ENGANADO! Por isso, o TRICOLOR DOS PAMPAS precisa voltar a jogar como o EXÉRCITO DE FERRO COM A ALMA CASTELHANA de memoráveis batalhas. Infelizmente, o empate contra o Atlético-MG, a derrota para o Palmeiras e os vários desfalques contra o Goiás (que é pior do que o GRÊMIO mas não é bobo e não está morto) representam a pior seqüência para o nosso time em 2007. Eu acho que os dois resultados ruins e a dificuldade muito acima do esperado prevista para o próximo jogo representam um momento que exigiria uma mobilização ainda mais forte do que aquelas para os jogos contra São Paulo e Santos pela Libertadores. Daqui pra frente, vai ter que ser assim. E, caso eu seja surpreendido no dia 02/12, só mesmo depois de muita transpiração. Será que ainda existe gás, motivação e mobilização para isso?! Eis o desafio que eu faço para o clube.

O Ricardo Kawano disse que, se o Grêmio tivesse me ouvido, não teria contratado o Baltazar nem o Zinho e teríamos menos títulos importantes. Bem… Não entendi direito a comparação e gostaria que ele respondesse. Provavelmente porque eu disse que o (se não me engano) ótimo vice-presidente de futebol da maior parte da gestão do presidente Hélio Dourado foi Rafael Bandeira dos Santos e porque considero José Alberto Guerreiro como o pior presidente da história do clube e foi com a ISL e Zinho que ganhamos a Copa do Brasil de 2001. Pessoalmente, como sou mestrando em Comunicação, absorvo muito conhecimento em Sociologia e em História. Então, hoje, não consigo mais me prender a fatos isolados em si. Tudo possui antecedentes, um desenvolvimento, um final e apresenta um embrião para o próximo ciclo. Os fatos precisam ser avaliados dentro de um contexto político, financeiro e legal além dos resultados de campo. Isso posto, uma gestão competente teria dado um Brasileirão e uma Libertadores durante a pajelança chamada ISL e, ao final, não deveria ter deixado dívidas impagáveis. Um título importante em quatro anos deixou um legado pré-falimentar.

Ao querido amigo Caco Vaccaro, digo que a mudança de treinador não é por ruindade, nem tampouco por haver opções melhores em conta. O ponto é: não sei se ele vai querer ficar sem poder tentar vencer a Libertadores. Se a mesma velharia ineficiente e se os resquícios da Série B forem mantidos, o ambiente como um todo no ano que vem estará  inevitavelmente saturado. É nesse sentido que eu questiono a permanência do Mano Menezes no GRÊMIO. Basicamente, precisa partir DELE uma mudança de fotografia e a percepção de que muitos de seus “bruxos” já não possuem mais lenha pra queimar. Se o plantel permanecer quase o mesmo, então prefiro uma nova visão, capaz de mudar o ânimo e de encontrar uma forma de motivação e de adequação tática diferente.

Concordo que o Mano é um excelente estrategista em meio à severa limitação de material humano a qual sempre foi submetido desde que chegou ao Olímpico. No entanto, ele precisa provar não a mim, mas, sim, ao Brasil e até mesmo ao mundo que tem condições de ser excelente e de trabalhar diante de um nível de exigência e de pressão muito mais difíceis de suportar do que no nosso TRICOLOR. Dois anos e meio ou três é, no Brasil, de acordo com os resultados obtidos por diversos técnicos vitoriosos, o ponto de saturação. Se Mano Menezes for mesmo mais do que o que temos visto ele desempenhar no GRÊMIO, o momento de mudar de voar é em dezembro/janeiro.

A comparação entre ele e Celso Roth se faz em várias direções: uma, que eu não acho nem nunca achei Celso Roth burro. Em todos os lugares por onde ele passou, obteve de 55% a 65% de aproveitamento e já trabalhou em lugares muito pesados, desde os momentos difíceis do tradicional adversário até ter de suportar a cornetagem no Flamengo, no Palmeiras, no Atlético-MG, no Botafogo e, atualmente, no Vasco. Duas, que o Mano soa bastante parecido com o Roth em uma característica desfavorável – a de ser excelente para tirar um time do buraco, em fazer um grupo medíocre virar um bom time, porém PARECE faltar-lhe aquele “ALGO MAIS” capaz de levar um time a ser várias vezes campeão em torneios verdadeiramente fortes, como Brasileirão ou Libertadores.

Sobre o Patrício (e aí acrescendo Pereira e Sandro Goiano – o queridinho da Geral), entendo que um grupo vitorioso passa por equilíbrio em todos os setores, mescla juventude com experiência e o banco não pode destoar muito dos titulares nem na técnica e nem no físico. Nesse sentido, o Sandro Goiano terá 35 anos em 2008. Patrício, 34. Nenhum deles é um primor técnico ou físico, pois o passe dos dois é horroroso e o fôlego tem deixado principalmente o centromédio na mão. Ambos deixam o time e o toque de bola muito mais lento. Se formos somar Tcheco, Kelly, Rodrigo Mendes, Pereira e outros menos votados, não é nem pela idade em si mas, sim, pela idade associada a um comprovado baixo rendimento. Reparem no Milan desta temporada: virou um asilo!

Ao João, que parece ter vindo com um tom imperativo para afirmar que a arena vai sair querendo ou não, basta apenas repetir que ele deveria ter lido com bastante atenção a todos os posts que eu escrevi a respeito do tema. É só digitar ARENA no campo de busca. É provável que ele tenha lido apenas os posts iniciais, quando eu ainda me manifestava contrariamente. O importante é: transparência, autonomia, progresso. Ela só vai ser amplamente positiva para o clube se seguir essas três palavras como um mantra. É preciso estar vigilante quanto à lisura do processo.

O Rodrigo Cardia entendeu bem o espírito da coisa: manifestei pura e simplesmente minha profunda preocupação com base em indícios. Tropeços são previsíveis e naturais. No entanto, o GRÊMIO segue sem saber vencer fora de casa e, independentemente de eventuais desfalques, está perdendo pontos para quem não pode perder. Quando se erra ainda podendo errar, é uma coisa; mas quando não há mais gordura pra queimar, o alerta está dado: se não mudar de atitude, dança mesmo.

Sigamos conversando! Um abração a todos e um excelente feriadão! ;)

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