ARENA: ESCLARECIMENTOS DO CONSELHEIRO CACAIO

Eis mais uma colaboração muito oportuna do conselheiro Antônio Carlos de Azambuja, o Cacaio, reeleito pela chapa 3 – Grêmio Imortal e Unido:

“Amigos,

Minha participação na dita reunião foi a de mero informante. Quis dizer é que não se está mais discutindo os lineamentos básicos do negócio, eis que já chancelados pelo Conselho, bem ou mal compreendidos pelos participantes da reunião de maio. “Álea jacta est”. A ata está aprovada e se se quiser fazer reversão, tem-se de observar o estabelecido no Estatuto, art. 75 e §. Vale dizer, firma de 50 conselheiros e aprovação da alteração com votos de 1/3 do Sodalício. Lá, questionei o tipo de financiamento da obra, se sociedade em conta de participação, consórcio, “joint venture”, empréstimo ou pura e simples S/A. Segundo o sr. presidente, isto estava por ser decidido, não se tendo ao certo que papel a Grêmio Empreendimentos S/A. (existência irreversível, pela aprovação de sua constituição). terá no contexto do empreendimento “Arena”. Trata-se da sua formatação jurídico-econômica. À parte essas considerações, tenho a dizer-lhes que não constituiu-se meu objetivo, naquele dia, entrar no mérito de tudo isso. Na verdade, desde que escrevi um livro sobre Clube-Empresa, editado pela Sérgio Fabris, em meados de 2000 (ver www.gremiounido.com.br) sou totalmente favorável ao ingresso do Grêmio no risco empresarial. Fundamentalmente, porque se lhe abriria, ainda que com enorme atraso, em velocidade baiana, duas enormes fontes de financiamento diretas, a emissão de ações e as debêntures, e indiretas, a exploração comercial ostensiva de seu inútil acervo imobiliário e de sua engessada marca. Para mim, isso é que importa nessa questão “Arena”. Ao demais, com todo o respeito que me merecem opiniões contrárias, passo-lhes artigo que remeti aos meus pares do Grêmio Unido, antes das eleições, verbis ARENA

Há uma confusão em torno do chamado Projeto Arena. Embaralham-se a obra civil “Estádio-Bairro Arena” com os meios para desenvolvê-la – o “Negócio Arena”. Aquela tem por pressuposto o prévio exame de questões de localização e aprazamento, além das concernentes à espécie ( arquitetônicas, construtivas, e etc.) resolúveis a partir da definição da necessidade-oportunidade dela e da conclusão sobre o seu efetivo proveito material. O outro diz com a formatação do negócio, aí compreendida a participação do clube, como agente ou co-agente, beneficiário ou co-beneficiário de sua consecução. É que inexistem fontes de financiamento nacionais, públicas ou privadas para isso. Demais, como o clube não é uma empresa, veda-se-lhe ir a mercado, via emissão de ações e debêntures Dada a gigantesca demanda de recursos, restam os investidores internacionais, seja para envolverem-se via capital de risco ( participações societárias) ou capital de empréstimo (mútuos ). Ora, se evidencia que nenhuma corporação ultra marinha se disporia a investir num burgo do sul da América do Sul pelo simples ideal olímpico, ou em homenagem aos cem anos de glória do nosso imortal tricolor. Para atraí-los, dispensáveis os palpites e estudos de risco de nossos entusiasmados ou céticos executivos gaudérios, meros coadjuvantes nessas avaliações. O dinheiro não é deles, nem do Grêmio. A este cabia apenas a sedução. Isso foi alcançado, já, com sucesso insuspeitado. De outra parte, ainda que coincidentes os interesses das partes, inafastável que a formulação desse negócio haveria de passar pelas conveniências da banca, suporte solitário desse formidável investimento.Etapa também atingida, com a concordância do Grêmio, já chancelada pelo Conselho. Viabilizou-se a Grêmio Empreendimentos S/A..Resta a cautela de um Plano B (remember ISL) e o detalhamento final, ainda submisso à conta crítica do Conselho, E aí, o importante é a vigilância sobre o atual patrimônio do clube e o resguardo dos direitos dos sócios, nessa jornada e desafio. Toda outra discussão é de todo dispensável, por inócua – inclusive o assembleísmo decisório (plebiscito) sobre o bairro ou sobre a gratuidade ou não da aquisição do terreno. Bobagens. No primeiro espirro, os europeus vão embora, com medo da malária (burrice) tupiniquim. (Antonio Carlos de Azambuja, advogado, OAB/RS 4094, Conselheiro do Grêmio)”

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