MST: OU SE MIDIATIZA, OU SERÁ ETERNAMENTE CRIMINALIZADO

5 comentários sobre “MST: OU SE MIDIATIZA, OU SERÁ ETERNAMENTE CRIMINALIZADO”

  1. olha o mst tem um problema grave.
    não sei onde tu moras.
    mas a agricultura não é pra qualquer um.
    pode-se aprender ( se tiver vontade ), e suar muito.
    assim como nem todos tem aptidão para marceneiro, médico, pedreiro,eletricista, advogado.
    o mesmo ocorre no campo.
    ou seja, queira ou não queiras as 1ª pessoas q deveriam estar eram as que ja eram da agricultura.
    não adianta apenas pegar desempregados, e largá-los na terra. tem q ter gosto da coisa.
    e saber q na lavoura não tem domingo, feriado, tem tempo bom para a lida.
    outra coisa nos acampamentos do mst, assentamentos, o pessoal é orientado a fazer um controle de natalidade. pois qdo ganham a terra, o pedaço não é muito grande….e ai ja sabe o q vai acontecer no futuro, vai faltar terra denovo?
    é isso aí

  2. Miguel,

    A forma pós-moderna de resistência envolve o uso intensivo, descentralizado, pulverizado e em rede de transmissão de informação alternativa e de reunião de companheiros dispostos a participar para ações presenciais.

    Há apenas dois exemplos no planeta que estão funcionando: a Frente Zapatista de Libertação Nacional (FZLN) no México, que não usa a internet mas que compreendeu perfeitamente que não é para tomar o poder nem para transformar o sistema capitalista em outra coisa mas, sim, para buscar atender às suas reivindicações. Eles usam panfletagem de uma forma inteligente.

    O outro exemplo é aqui no Brasil: é este embrião que está nascendo chamado MSM (Movimento dos Sem Mídia).

    Seria interessante que tu te inteirasses do MSM no site de seu idealizador, além de fazer buscas no Conversa Afiada do Paulo Henrique Amorim e no Vi o Mundo do Luiz Carlos Azenha, assim como sua repercussão no portal Terra.

    Tem o manifesto no blog do Eduardo e toda uma intenção de agir de maneira pacífica, sem interromper o fluxo, sem ofender ninguém, sem invadir lugar nenhum e – acima de tudo – agindo dentro da lei.

    Obrigado pela força, pela audiência e pela chance de debater com alguém veradeiramente bem-intencionado e inteligente. Segue aparecendo no PALANQUE DO BLACKÃO e indica a leitura para teus conhecidos, sejam eles favoráveis ou desfavoráveis àquilo que eu escrevo! ;)

    []’s,
    Hélio

  3. Caro Helio,

    Entendo perfeitamente tua posiçao, e a acho clara e com profunda razao, mas enquanto o futuro da midia internet nao tiver o alcançe necessário há de se fazer nas vias revolucionarias. Nao sei se assistiu A Revoluçao Nao Sera Televisionada, neste documentario da BBC, mostra claramente que se Chaves nao tivesse uma TV publica, provavelmente nao teria revertido o golpe..e porque reverteu? porque mostrou a realidade do momento, teve o contra-ponto na altura da midia burguesa e porque teve povo na rua, protestando e fazendo pressao nas portas do palacio. A revoluçao se faz na rua, no corpo a corpo….a midia fará a repercusssao, mas o agente da mudança é a organizaçao da massa real e nao virtual. Experimenta fazer uma campanha politica só virtual, nao teras a minima chance.
    Um abraço e parabens pelo conteudo e formato do teu blog!

  4. Miguel,

    Aí é que está o problema: tu ainda pensas como Adorno, Horkheimer, Kant, Weber, Gramsci e Marx.

    Embora possamos ver nesses autores clássicos diversos fundamentos básicos de formação do Estado, definição de classes sociais e a origem das lutas e dos conflitos que devem ser travadas na busca de uma sociedade menos desigual, esse modo de resistência que interrompe o fluxo não tem a menor possibilidade de ser bem-sucedido.

    É preciso saber utilizar a internet, os meios sociotécnicos de produção midiática e ser assertivo no contato pessoal. A mobilização não morre, ao contrário do que pensas. A mobilização deve ser DESCENTRALIZADA: muito mais pessoas dispersas no corpo a corpo e sem interromper o fluxo funcionam de maneira muito mais eficiente do que um aglomerado ou reunido por medo, ou reunido para se defender, ou visando prioritariamente o confronto.

    O convencimento e as novas adesões tendem a funcionar muito mais eficientemente se houver assertividade e disposição de argumentar através dos meios de comunicação.

    Se a internet ainda não é massiva, um dia será. E ela atinge o grosso da classe média rural e urbana, que é o principal empecilho para desfazermos o poder da mídia corporativa. O discurso não chega até essa classe média de outra maneira que não seja através da televisão, do rádio e do jornal, salvo se o contato pessoal se der através das escolas e de parques, porém sem camisas vermelhas, sem bandeiras, sem foices, sem martelos, sem acusações e sem ofensas.

    Repito: invasões são autofágicas.

    Escreverei mais sobre as novas formas de guerrilha pós-modernas no próximo post.

    []’s,
    Hélio

  5. Concordo em parte,
    Vivemos um fenomeno muito profundo e que talvez possa ser explicado por profissionais da comunicaçao, coisa que nao sou. Mas o poder financeiro nao procura mais ( num primeiro momento) fomentar revoluçoes e deposiçoes. A investidura é na concentraçao e dominio das midias. O que nao é publicado pelo grosso midiatico nao existe…
    Qualquer ato de greve, passeata, nao repercutirá na midia, pois a ela nao interessa, a nao ser para criminalizar..mas as pessoas do entorno tem condiçoes de ver os motivos, e podemos mudar por este caminho.Fazer uma manifestaçao que nao incomode o fluxo é o mesmo que nao fazer, e é exatamente isto que a midia burgues quer nos dizer: – Nao adianta fazer! nós nao ecoaremos suas pretensões….
    Se e eu digo SE, a esquerda tivesse uma midia propria em poder de fogo, aí sim poderiamos mudar a forma das manifestações. Mas como dizia Gramsci. O poder proletario se dá na razao de seu tamanho e repercussao, e nunca será do povo pela via pacifica…
    Abstermos de greves, passeatas, protestos, é desistir da luta, nao que seja este o unico ou melho meio, mas numa guerra toa desigual, nao podemos nso desfazer de qualquer tipo de manifestaçao..
    À luta!!

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