EXEMPLOS DE BOVINOS POLÍTICOS
Sabem por que eu estou com raiva soltando as patas na classe mérdia? Porque ela é predominantemente bovina.
Como eu já falei, classe média não é classe mérdia. Mas é a mérdia que espalha que LULA tem uma fortuna de 47 milhões, que cria ASSOCIAÇÕES PELEGAS pra lutar pela queda nos impostos como serviçais dos ricos; que vestem preto na eleição perdida com antecedência e que considera PAULO SANT’ANNA, JÔ SOARES, ARNALDO JABOR, DIOGO MAINARDI & REINALDO AZEVEDO verdadeiros gênios; que dá moral para a “ABELHA-RAINHA” e que acha que o “mão calejada” e o “intelectual puro” (duas figuras inventadas por eles pra não justificarem seu conservadorismo e sua ignorância) não podem governar.
Tenho um conhecido que pertence à “JUVENTUDI PROGRESSISTA“. O sonho dele é ver a MÔNICA LEAL na Prefeitura de POA. COMO É QUE SE CRIA?! Pior é que o cara tá sempre mal de grana, trabalha como free-lancer e nunca houve ninguém sequer perto de ser empresário, latifundiário, banqueiro ou coisa parecida na família.
A ignorância da classe mérdia é a maior responsável pela INVERSÃO DE VALORES e por não admitir que o contexto da conjuntura brasileira atual não veio de longe como dizia o VELHO BRIZA, mas que há, sim, um PROJETO DE NAÇÃO em curso – algo que nunca ocorreu anteriormente – a despeito do ALTO PREÇO a pagar por esse progresso.
Enfim… Não tenho a menor vontade de ajudar a quem não se ajuda e não quer nem ouvir que precisa de ajuda.
O problema do modelo eleitoral brasileiro é esse: ao contrário de países com uma evolução econômica, cultural e humanística bem superior à nossa, aqui se ganha e aqui se perde eleição. Nos países nórdicos, ninguém faz do fato de ter sido preterido uma sangria desatada.
Definitivamente, este modelo não é o melhor. Teoricamente, é menos pior do que uma monarquia absolutista, do que um parlamentarismo oligárquico ou do que uma ditadura explícita. Contudo, ele está cada vez mais distante – e não mais perto – de funcionar para a maioria.
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Olha só, navegando na net cheguei até esse blog tosco. Maldita inclusão digital! (essa expressão me de faz “classe mérdia”? Que peeeeeeeeeeeeeeeena!)
Vejo que você fez uma mistureba das boas ali: Arnaldo Jabor e Reinaldo Azevedo, Paula Santanna – não tinha morrido? – e Diogo Mainardi, tudo no mesmo saco. Como diria Milton Leite: Que beleza!
Bom, uma viúvinha do Brizola – esse sim morreu, né? – só pode ter essas coisas na cabeça. Garanto que você deve frequentar aqueles botecos vagabundos da Cidade Baixa, para discutir com os “intelequituais” do Bom Fim o “outro mundo possível”, não é mesmo? Isso sim é classe mérdia. Burocratas, funcionários públicos, bolsistas de universidade, jornalistas que não conseguem emprego e todo tipo de parasitas, fracassados, recalcados e ressentidos. Eu tenho pena de gente como você, como esse mané aí de cima. Velho metido a hippie é demais pra mim. Só fica bem em filme do Spielberg.
Ótimos posts, Hélio! Tanto esse como o anterior.
A música do Raul Seixas, “Ouro de Tolo”, é de 1973, mas continua atual. Boa parte das pessoas que conheço, quando sonham, é com um emprego que pague bem (mesmo que o trabalho seja um porre) carro zero (blindado, por causa dos “vagabundos que não aproveitam as oportunidades”), uma casa na praia (para passar férias todos os anos no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, sem conhecer cidades, países e pessoas diferentes).
Isso é, definitivamente, o que eu NÃO quero para mim… Prefiro ser feliz com menos dinheiro (conquistado em um trabalho que me dê prazer), do que apenas aparentar felicidade – o que muito rico faz.
Abraços