FLAMENGO, O CAVALO PARAGUAIO DE 2008

2008 Agosto 6

Celso Meira/Ag O Globo

Nada como um dia após o outro: a passionalidade daqueles que têm como principal “valor” de vida torcer e “dar a vida” por um clube de futebol geralmente resulta em um comportamento bipolar.

Desta vez, não foi a mídia quem criminalizou a ala bipolar da torcida do Flamengo. Também não foi a mídia quem transformou um jogador medíocre em ídolo e, como se tivesse puxado-lhe o tapete em uma fração de segundo, tornado-o um pária da bola para todo o sempre.

Foi a passionalidade de um pichador que, muito provavelmente, costume pensar e agir da mesma forma que os 20 e poucos “torcedores” que atiraram uma bomba em pleno treinamento do time do FLAMENGO.

Nada pessoal nem contra, nem a favor de OBINA: basta entender um pouco de futebol para compreender que ele apresenta falhas de posicionamento e de conclusão que não condizem com um profissional contratado por um dos clubes de futebol mais populares do mundo.

Os números contam a história do espetáculo. Portanto, contra fatos, não há argumentos:

- Qual a média de gols do atleta desde os tempos de VITÓRIA?

- Ele já atuou em algum grande centro da Europa?

- Com que freqüência e com qual montante clubes pouco tradicionais de centros periféricos contactam a diretoria rubro-negra oferecendo alguma proposta pelo centravante?

- Já foi convocado para a seleção?

- Já foi diretamente decisivo na conquista de algum título mais significativo do que um campeonato estadual?

Todas as respostas acima são pífias ou negativas. Portanto, a história de OBINA com a torcida rubro-negra não condiz com sua performance tanto quanto a performance de CARLINHOS PERNALONGA não condizia com o apreço que a torcida do GRÊMIO tinha por esse atacante. O agravante de OBINA é que ele é proporcionalmente algumas centenas de vezes mais caro do que o serelepe perdedor de gols feitos da I Era Segundina e do início do Período Entre-Segundas do GRÊMIO.

O mais engraçado é que triplicaram o salário do técnico CAIO JÚNIOR para cobrir uma proposta do mundo árabe e, certamente, a manutenção do meia IBSON na Gávea não foi obtida em um almoço grátis.

Finalmente, tanto a venda de RENATO AUGUSTO para o BAYER LEVERKUSEN como a de SOUZA para o PANATHINAIKOS escangalharam a qualidade técnica e o entrosamento do MENGÃO, que investiu com critérios pouco técnicos no veterano centroavante uruguaio de 1,96m RICHARD MORALES e ainda estão tentando um articulador vindo do Prata.

Com 20 anos de atraso em relação aos critérios antigos do GRÊMIO e do nosso tradicional adversário, a direção flamenguista adota aquele pensamento mágico de que “se o ‘gringo’ detonou contra a gente pela LIBERTADORES, então ele é bom”.

Enfim… A tendência de queda ladeira abaixo segue em frente.

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