IDENTIDADE: RS AGORA SIGNIFICA POUCO
Minha momentânea conclusão é a seguinte: caso o RS fosse mesmo tão relevante política, social, cultural, econômica e simbolicamente fundamental para o mundo, certamente atrairia um ativismo potente, articulado e globalmente atualizado em substituição ou em complemento às mal fadadas manifestações públicas partidarizadas e desarticuladas que o modelo da modernidade pode oferecer.
Em função dessa desilusão, o meu sentido de pertença e a minha alteridade estão deslocando-se para o ciberespaço. Ser ubíqüo é muito menos limitado, limitante e limitador em termos políticos e sociais do que ser porto-alegrense, gaúcho, brasileiro ou sul-americano. O contexto atual da pós-modernidade não colabora nem um pouco para que eu permaneça dando valor ou importância a sentir-me como se ainda fosse uma parte deste lugar, entendem?
Acho muito triste admitir tamanho desalento. Isso nada mais é do que a prova cabal de que a estupidez não vem só da direita, só dos magnatas, só dos ignorantes ou só dos viajados e poliglotas dos pacotes de turismo.
A conjuntura não favorece um RS com desenvolvimento sustentável para pelo menos mais 30 anos. E isso independe se a corrupção vai diminuir ou não; se a educação vai melhorar paulatinamente ou se irá piorar ainda mais, assim como a saúde.
Ficando ou não aqui após o mestrado, meu lema passa a ser o verso final da canção SWING, de PEDRO LUÍS E A PAREDE, em seu primeiro álbum, ASTRONAUTA TUPY:
“SE TODOS REALIZAM ALGO, O MUNDO SEGUE O SEU CAMINHO.”
CARÍSSIMO STUART HALL, POR FAVOR, DÁ-ME UMA LUZ!!!
Powered by ScribeFire.


Oi Hélio
Tu estas coberto de razão.A classe média gaúcha é muito atrasada,sem visão de mundo e sem perspectiva histórica.Meu desalento com tudo o que vem acontecendo também é muito grande.