[G'08] GRÊMIO 2X3 JUVENTUDE

2008 Abril 7


Há pouco o que dizer quando uma direção passa ao longe das decisões fundamentais para o crescimento sustentado da atividade-fim de um clube de futebol profissional, centenário e reconhecido no mundo inteiro em uma manobra diversionista que procura tapar o sol com uma peneira.

Há pouco o que dizer quando era de conhecimento público que, mais dia, menos dia, isso iria acontecer porque a água não vira vinho nem o vinho vira água: um técnico reconhecidamente incapaz de ser bem-sucedido ousando ir além do velho feijão-com-arroz dá uma de Prof. Pardal em duas partidas consecutivas – que, por sinal, resultaram em derrotas justamente no momento em que não se poderia perder.

Lembram-se de 2000? Copa João Havelange contra o São Caetano, semifinal; Lembram-se de 1998? Brasileirão contra o Corinthians, quartas-de-final.

Há pouco o que fazer diante de fatos que não parecem mutáveis a curto prazo nem sob a responsabilidade das mesmas pessoas: quando Paulo Sérgio jogou aonde não sabe e Nunes torna-se homem de confiança do treinador; quando Dos Santos se esforça horrores e, mesmo assim, é substituído porque a convicção de Celso Roth considera mais importante a sua velocidade limitada do que a sua capacidade de permanecer mais tempo com a bola no pé e de acertar mais passes do que a média do futebol brasileiro; quando um time limitadíssimo e em formação sofre com uma instabilidade emocional imperdoável para o momento e perde quase meio time titular e alguns reservas úteis; e, finalmente, quando a subserviência, a falta de coragem, de autonomia e de personalidade impede que todo o plantel (à exceção de Roger, que de chupa-sangue como contaram-me os cariocas não tem nada) chame o jogo para si, arrisque, ouse.

Há pouco o que fazer enquanto Odone e Pelaipe forem os principais dirigentes de um clube que pensa muito mais em fazer arranjos políticos, econômicos e comerciais a fim de construir um novo estádio do que em trabalhar essa questão paralelamente à formação e à manutenção de um plantel de qualidade, trazendo um técnico de posições e competência reconhecida (mesmo que jovem e barato) capaz de realizar um PROJETO de médio e longo prazo que defina um ESTILO de jogo e um CRITÉRIO CLARO de contratações.

ZETTI é um bom técnico. O vice-presidente de futebol do JUVENTUDE, Sr. JOSÉ ANTÔNIO BOFF, é um EXCELENTE DIRIGENTE. Futebol se ganha dentro do campo. O resto são detalhes.

O GRÊMIO é dominado pela arbitrariedade, pela arrogância e pelo baixo nível personificados no dirigente PAULO PELAIPE.

Mais importante do que eu escrevi neste post do final do ano passado são os comentários lúcidos dos leitores Rodrigo Aguiar, Paulo Sanchotente e Rômulo. Escrevi em 12/04/2006 que o GRÊMIO era um time fraco e fui naturalmente contestado porque tal time fraco conseguira classificar-se à LIBERTADORES 2007. Mais adiante, confirmando a minha opinião, o BOCA enfiou 5×0 no TRICOLOR na decisão.

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  1. 2008 Abril 9
    Marcos Almeida permalink

    continuação do resumo:
    -tomamos gol de futevôlei, Leo presente mais uma vez, Marcelo tem reação d Taffarel (toma gol paradinho)
    -Julio Cruz cabeçeia bem goleiro pega
    -Roger cava falta na frente da área
    -Mailson sofre penalti e cabeceia na trave, rebote, falta de marcação na saída de bola, Eduardo Costa omisso e sem noção que devia fazer falta de jogo em Lauro com o ombro…. segundo gol
    -Vaias a mil e Burro, Burro, Burro
    -Pereia perde um gol feito, como em caxias, e erra um rebote de dentro da área
    - dai pra frente o segundo tempo foi pior e tendo o Juiz dado os 5 ou 8 minutos de acréscimo sei não…..

    Mas o time do Grêmio é muito fraco
    Quanto a chamar o técnico de inventor, acho uma grande sacanagem.
    Felipão colocava Arce e Adilson no meio, frequentemente. Mano cansou de por laterais no meio. Inverter laterais não é absurdo, não há no grupo ou banco jogadores incontestáveis pedindo passagem.
    Até a caveira do Ronaldinho a crônica desenterrou, pra malhar o Roth

  2. 2008 Abril 9
    Marcos Almeida permalink

    Resumo do jogo
    -Jogo desastroso de Goiânia: campo pesado, adversário veloz, gramado que pelas dimensões máximas representa cerca de 104 metros quadrados para cada um dos 22 em campo, perdemos um lateral e um volante, na terceira vez que os atacantes não retém a bola, tomamos o gol em cima do Leo, algo parecido com o jogo do Figueirense ano passado ( faltou apenas o William , logo atrás…) depois foi um terror
    -Treino fechado, campanha contra Nunes e Roth por parte da imprensa
    -Começa o jogo, Nunes é vaiado ao pensar (se é que ele é capaz)
    -erra ao primeiro passe e? Burro, burro, burro!!!!! time se perturba
    -ataca, e Mailson perde boa chance, por não ter calma?

  3. 2008 Abril 9

    André,

    O Gauchão é um torneio de importância pífia demais para ter que se preocupar com essas picuinhas – ainda mais agora que a diferença entre capital e interior está voltando a aumentar, independentemente da desclassificação do GRÊMIO ou das duas derrotas coloradas para o Juventude.

    O desequilíbrio já é tácito à medida que o presidente da FGF é praticamente dono do Zequinha, conselheiro do tradicional adversário, sócio da rede Multisom (uma das patrocinadoras do certame) e de um hotel no Centro de Porto Alegre onde ficam hospedados os clubes do interior quando vêm à capital.

    Entretanto, o vice-presidente da FGF é conselheiro do GRÊMIO e filho de um importante conselheiro que exerceu uma certa influência no clube até alguns anos atrás.

    Foi uma referência política muito mal aproveitada.

  4. 2008 Abril 8

    Hélio, só nesse ano o Inter reclamou duas vezes de arbitragem nesse gauchao. Nas duas foi atendido e teve Simon e Gaciba nos jogos seguintes.

  5. 2008 Abril 8

    André,

    O Juventude, independentemente de estar na Série A ou na Série B do Brasileirão ou de ter ou não torcida e capacidade de investimento, não vai para as profundezas do inferno enquanto tiver um padrão elevado de dirigentes, mesmo que esteja apenas adequado a um padrão acima da média para clubes de seu porte e ainda falte investir mais (se possível) para equiparar-se aos principais clubes do país.

    O Boff é um vice de futebol da mesma linha do (ex) presidente Iguatemi Ferreira. Nunca se ouviu falar nos últimos anos de problemas de indisciplina, de corpo mole e o Juventude, mesmo sem dinheiro para trazer um técnico de ponta (Leão ainda era barato quando passou pelo Jaconi), quase nunca trouxe um desconhecido para trabalhar com o grupo.

    Falta de dinheiro e erro na avaliação de jogadores, sim. Mas nota-se que, mesmo em seus piores momentos nos últimos anos, levou menos goleadas tágicas do que o Grêmio e o nosso tradicional adversário.

    Adianta condicionar a arbitragem?! Só adiantava – um pouco – quando eu era adolescente e os vermelhos foram tetracampeões gaúchos e nós enfiamos um hexa na seqüência.

    O Juventude não fez terra arrasada. Isso é fruto de um forte trabalho de coordenação e de execução coletiva, que o GRÊMIO teve até pouco menos de um ano atrás e se perdeu

    []’s,
    Hélio

  6. 2008 Abril 8

    Hélio,

    quero acreditar que tu conhece melhor o trabalho do Zetti e do Boff.

    Caso contário fica parecendo comentarista de resultado, ou um torcedor compreensivelmente chateado com a situação do time.

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