VOLTANDO…
Peço mil perdões por sequer ter-me lembrado de postar avisando que, devido a sérios compromissos, ficaria 36 dias sem postar neste blog.
Primeiro, porque estou prestando seleção para o mestrado em Comunicação em três universidades diferentes. Precisei ler muitos livros e ensaios acadêmicos pesados para preparar meu anteprojeto de dissertação e – obviamente – para passar nas provas de seleção. Ainda não fui chamado na UFRGS para a entrevista, estou a oito dias da prova da PUCRS e a 10 dias do término da inscrição para a UNISINOS.
Segundo, porque sou tão apaixonado e engajado na militância política quanto pelo futebol. No auge das eleições no Brasil e no RS, criei um novo blog que, assim como este, também terá dedicação especial para um outro público.
Lá, o papo é outro: críticas à mídia hegemônica, à sua agenda de pautas a serem mostradas somente de uma determinada forma omitindo idéias divergentes. Para mim, a democratização dos meios de comunicação através do espraiamento da internet pelas camadas mais pobres da população e também para os idosos é fundamental, assim como a criação de um conselho de auto-regulamentação do jornalismo brasileiro, a fim de evitar mentiras e de transformar boatos e suposições em notícia e em opinião.
Apesar dessa cruzada, não deixei de acompanhar o esporte bretão. Fora a grave lesão do jovem craque Anderson justo agora que o Porto é líder com folga tanto do campeonato português quanto de seu grupo na UEFA Champions League e as contusões não menos graves dos goleadores barcelonistas Samuel Eto’o e Eidur Gudjohnsen, mais a terrível inadaptação do grande Andriy Shevchenko ao futebol inglês, todas as outras variáveis de pouco mais de um mês atrás no Velho Mundo estão-se confirmando.
Na Alemanha, Diego é o melhor jogador do campeonato, o Werder Bremen é o líder da Bundesliga e o Bayern München está perdendo a sua hegemonia – tanto é que o Werder também é líder de seu grupo na Champions e o Bayern não. O Hamburgo é um fracasso total: está lutando para não cair e també já está desclassificado na Champions. Sorín fez o pior negócio da sua carreira ao transferir-se do Villareal para o Hamburgo. O Borussia Dortmund não é lá essas coisas, ainda mais depois da venda de Tomas Rosicky para o Arsenal, mas Tinga está conseguindo, aos poucos, se destacar.
Em Portugal, o Porto domina todas as ações (no certame doméstico e na Champions). Na falta de Anderson, assumiu o posto de principal destaque do time o argentino que adora fazer golaços de fora da área, Lucho González. No Sporting, querendo ou não permanecer por lá, Liédson segue fazendo seus gols. E o Benfica não anda muito bem das pernas, apesar de estar bem classificado no campeonato português.
Na Inglaterra, o Manchester Uniter está voltando às vacas gordas graças ao excelente entendimento entre os jovens atacantes Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo: Van Nistelrooy era o grande problema para os dois jogarem soltos como estão agora. O amadurecimento do bom meia John O’Shea e a volta de Paul Scholes com 100% de suas condições físicas e técnicas são os alicerces das goleadas e das sucessivas vitórias dos Red Devils na Premier League. O Arsenal está subindo, depois de um início claudicante, mas não está bem na Champions, ao contrário do próprio Manchester e do Chelsea.
Falando em Chelsea, se Sheva ainda não aprovou, Ballack está arrebentando a boca do balão, assim como Didier Drogba. Como uma coisa compensa (ou descompensa) a outra, o predomínio de Michael Essien, de Diarra e de Ballack sobre o meio-campo estão diminuindo a importância e os espaços de Frank Lampard e de Joe Cole no onze principal.
O Tottenham segue claudicante, decepcionando muito. A verdadeira surpresa na terra da rainha Elizabeth II é o litorâneo Portsmouth, do nigeriano Nwankwo Kanu e de outros veteranos que reencontraram a alegria de jogar.
Outra boa nova por lá é a retomada da boa forma do excelente Steven Gerrard no Liverpool. Aos poucos, o atual ídolo da terra dos Beatles vai servindo de locomotiva para a melhora do time tanto na English Premier League quanto na UEFA Champions League.
Na Espanha, temos o Celta de Vigo crescendo graças a Edu e a Fernando Baiano; o Valencia, entre os três primeiros tanto na Liga de las Estrellas como também na Champions, é o clube mais regular da terra do rey Juan Carlos de Bourbon nos últimos cinco anos; o Barça tem um plantel invejável e papou tudo o que podia em 2005/2006, mas Ronaldinho recém começou a render o que se espera dele, o clube perdeu seus dois centroavantes para os próximos meses, Saviola voltou mas não tem jogado muitas vezes e Giuly tem entrado pouco. A compensação é que Xavi e Messi estão jogando como nunca. Apesar de ter ganhado apenas um ponto em seis disputados contra o Chelsea, basta dar o melhor que pode para poder ultrapassar o perigoso Werder Bremen e seguir com chances de defender o título na Champions.
O Real Madrid vence sem convencer. Pelo menos Robinho ganhou o seu espaço e Van Nistelrooy confirma ter sido a melhor contratação da Espanha na temporada. Contudo, Fabio Capello não faz o time jogar bonito e ganha apenas para o gasto – o que deixa parte da torcida merengue e da imprensa injuriadas.
O Sevilla é a grande confirmação da temporada: depois daquela trauletada que desferiu no Barça na decisão da Supercopa da Europa, apesar de Luís Fabiano agradar à torcida, não tem feito muitos gols. O dono do time é mesmo o careca Kanouté, goleador máximo do Espanhol.
Na CAF Champions League, o Sfaxien da Tunísia está prestes a desbancar a hegemonia do clube mais rico e mais popular da África, o atual campeão Al Ahly, do Egito. No primeiro jogo, no Cairo, houve empate por 1×1. Neste fim de semana, a final em Sfax promete bastante.
Na Ásia, parece que o caneco e a vaga ao Mundial de Clubes da FIFA tendem a ficar em mãos coreanas, pois o time sírio é muito fraco.
Finalmente, aqui na terrinha, o São Paulo está muito próximo de reconquistar o Brasileirão após 15 anos. Muricy Ramalho deve conseguir com certa folga o que não obtivera ano passado com o Internacional, que deverá mesmo ser o vice. Santos e Grêmio travam uma disputa sensacional pelo terceiro e pelo quarto lugar, ainda com cinco pontos de gordura em relação ao quinto e ao sexto colocados – Paraná e Vasco, respectivamente.
Nas eliminatórias para a EURO 2008, todas as grandes seleções do Velho Continente que participaram da Copa do Mundo não tiveram a devida folga em seus certames nacionais e a pré-temporada da maioria dos clubes não foi satisfatória. Assim como alguns grandes clubes ainda procuram entrar nos eixos, nos selecionados nacionais a coisa está pior. A Inglaterra parece ter asimilado antes das outras o golpe e reagiu prontamente. A tetracampeã mundial Itália levou uma revanche com estilo da França e teve severas dificuldades depois contra a Ucrânia.
Por último mas não menos importante, o Olympique Lionnais do técnico Gerard Houllier caminha a passos largos para o seu hexacampeonato francês, apesar da uruca também ter chegado até Fred. Juninho Pernambucano segue jogando como um guri e os recém conhecidos para o resto do mundo Malouda e Abidal (a partir da Copa) estão mostrando que estão entre os melhores da Europa.
Enfim, temos muito o que falar. Neste fim de semana, início do horário brasileiro de verão, voltaremos a analisar minuciosamente o futebol pelo mundo.
Blogged with Flock

